domingo, 5 de agosto de 2018

O Monte de Santa Tecla na Galiza




À noite, passeando na marginalizados de Caminha víamos maravilhados as muitas luzinhas da outra margem do rio Minho. Tínhamos de ir descobrir A Guarda e o monte de Santa Tecla, onde abundam castros.
No dia seguinte tomámos o ferry Santa Rita de Cássia, padroeira de Caminha. 15 minutos depois estávamos em Espanha, ou melhor, na Galiza.

Esta zona é habitada há já mais de 4 000 anos, tendo sido encontrados petróglifos (pinturas rupestres) em várias das pedras do monte, dos quais se destaca a “ Laje Sagrada ou Laje do Mapa”: várias espirais, círculos concêntricos e traços lineais mais ou menos paralelos que os seus descobridores interpretaram como um mapa da desembocadura do Minho.

O castro teve uma ocupação continuada entre o século I a.C., quando começou o processo de romanização da Galiza, e o século I d.C. A partir que a partir desse momento os habitantes começaram um lento abandono para novas localidades situadas nos vales e próximas às terras de maior valor produtivo.
O sistema construtivo do castro reflete pouca influência romana com um predomínio quase absoluto de construções circulares frente às retangulares).

Nesta região há um grande número de castros, sendo que a maior parte se encontra coberta por mato e árvores, e quase não é percetível.

O castro está delimitado por uma simples muralha, que acolhe uma extensão de terreno com uns eixos máximos de 700 metros (Norte-Sul) e 300 metros (Leste-Oeste). Terá sido assim um dos maiores castros dos encontrados por enquanto, tanto em terras galegas como do norte de Portugal.

A muralha foi realizada em alvenaria travada com barro, não ultrapassando os 160 cm de grossura máxima, sem acessos interiores a elas, como escadas ou rampas.

Quase todas as cabanas são circulares ou ovaladas de pequenas dimensões e com paredes grossas, assentando diretamente sobre a rocha. Restos de pigmentação encontrados indicariam que estariam pintadas com diferentes cores.
Muitas das cabanas apresentam um vestíbulo de acesso onde se encontraria um simples forno.
No interior, algumas apresentam bancos acaroados, e o pavimento em alguns casos é de terra pisada e em outros de laje. Em muitos dos limiares de entrada podem-se ver os gonzos, buracos nos quais se ajustariam as portas.
As cabanas eram cobertas com um telhado cónico revestido por materiais vegetais.
No centro estavam as lareiras aquecimento e cozinhar.
No interior destas construções encontraram-se restos de ânforas, algum moinho, seixos para talhar, etc.
Estas construções adaptam-se ao terreno com a ajuda de pequenos muretes de terraço que delimitam o espaço.
A distribuição urbanística caracteriza-se pela presença de grupos de construções formando conjuntos perfeitamente individualizados, talvez Unidades familiares formadas por moradias e armazéns, com um pequeno pátio comum.
A nível de infraestruturas, o castro incluía uma complexa rede de canais de drenagem de águas pluviais situadas sob os pavimentos e chãos.


Santa Tecla

Este conjunto de castros está situado no monte de Santa Tecla (Santa Trega). Quem foi esta mulher que recebeu o título de "Igual aos Apóstolos" e "protomártir entre as mulheres"?
Santa Tecla não vem citada na Bíblia. A única fonte de informações sobre sua vida é o livro de Atos de Paulo e Tecla, escrito provavelmente no século II, dos Evangelhos apócrifos. Aí ficamos a saber que, quando o apóstolo Paulo chegou a Icónio, ficou hospedado na casa de Onesíforo. Tecla tinha 18 anos e estava prometida a Tamire. No entanto, ao ouvir as pregações de Paulo, Tecla fica tocada e decide dedicar sua vida à pregação do Evangelho – o que não agradou nada nem aos pais de Tecla nem a Tamire que denunciou Paulo às autoridades que o prenderam.
Tecla suborna os guardas com todas as joias que tinha e Paulo é liberto. Tecla junta a Paulo mas é encontrada. A mãe mantém a intenção de a casar com Tamire. Ao ver que Tecla se mantinha irredutível, a mãe pediu às autoridades que a condenassem à fogueira. Quando a pira foi incendiada, Tecla benzeu-se. Surgiu então á sua volta uma luz que impediu que as chamas lhe tocassem. De repente, começou a chover e a cair granizo e o fogo foi apagado.
Tecla abandonou a cidade e foi procurar Paulo que estava em uma caverna com um grupo de seguidores. Tecla passou a acompanhar Paulo nas suas viagens pela Antioquia. Aí o dignitário Alexandre, vislumbrado por sua beleza, pede-a em casamento. Tecla recusa. Alexandre ordena que Tecla seja colocada numa jaula com animais famintos mas nada lhe acontece. Manda então amarrar a jovem e prender as cordas a bois. No entanto, as cordas rebentaram e os bois fugiram. Finalmente, Tecla é libertada.
Tecla estabeleceu-se em Silifke, na Turquia, onde pregou a palavra de Deus, curou enfermos e converteu pagãos ao cristianismo durante vários anos. Quando tinha 90 anos, feiticeiros pagãos invejando a popularidade de Tecla, tentaram matá-la. Tecla pediu ajuda a Deus e naquele instante uma rocha abriu-se e escondeu a virgem, que aí entregou sua alma ao Senhor.
Tecla foi a intercessora das orações dos ascetas, tendo sido invocada durante a tonsura de mulheres no monaquismo (uma forma de vida cristã totalmente consagrada a Deus no retiro, no silêncio, na oração, na penitência e no trabalho).


terça-feira, 17 de julho de 2018

MSC Cruzeiros apresenta novo catálogo 2019-2020

A MSC Cruzeiros lançou o novo catálogo com as novidades para a temporada 2019-2020, apresentando cruzeiros entre Março do próximo ano e Abril de 2020, todos eles já disponíveis para reservas. A brochura, que se encontra já disponível online no link Catálogo MSC Cruzeiros 2019-2020, oferece itinerários disponíveis para os mais variados destinos, incluindo o novo MSC World Cruise 2020, os Cruzeiros Portugueses, Mediterrâneo, Norte da Europa, Cuba, Caraíbas e Antilhas, Dubai, Abu Dhabi & Índia, América do Sul e Sul de África e ainda as novidades Estados Unidos e Canadá e China e Japão.

Numa altura em que a companhia se encontra em fase de crescimento, suportada por um plano de investimento sem precedentes de cerca de €11.6 mil milhões que prevê a entrega de 13 novos navios de próxima geração até 2026, o novo catálogo apresenta dois fabulosos novos navios, tecnologicamente avançados, que vêm juntar-se ao MSC Meraviglia, MSC Seaside e ao MSC Seaview. A bordo dos novos MSC Bellissima e MSC Grandiosa, os hóspedes poderão desfrutar do melhor ao nível do conforto e inovação e de um mundo de descobertas, criado por maravilhosos destinos pelo Mediterrâneo Ocidental, a partir de Março e de Novembro de 2019, respectivamente.

Ambos os navios vão oferecer aos clientes, entre outras novidades, dois novíssimos espectáculos do Cirque du Soleil at Sea, criados em exclusivo para os viajantes da MSC Cruzeiros. Baptizado em Março de 2019, o sofisticado, inovador e ultramoderno segundo navio na geração Meraviglia, MSC Bellissima, vai oferecer aos viajantes uma tecnologia inteligente com a introdução da assistente pessoal Zoe, não só nos cruzeiros pelo Mediterrâneo na sua temporada inaugural, mas também no Inverno 2019-2020 em itinerários pelas belezas de contraste do Dubai, Abu Dhabi e India.

O MSC Grandiosa, primeiro navio Meraviglia-Plus será inaugurado em Novembro de 2019 vai disponibilizar uma promenade ao estilo Mediterrânico ainda maior, bem como um novo lounge e bar, o L’Atelier Bistrot, que vai oferecer um palco e pista de dança, exposição de arte impressionista e ainda um espaço de “terraço” com mesas e cadeiras ao estilo Bistrot parisiense na Promenade.
Relativamente aos itinerários, o grande destaque deste novo catálogo vai para a série de cruzeiros com saída e chegada a Lisboa pelo segundo ano consecutivo, entre Setembro, Outubro e Novembro, a bordo do MSC Preziosa, um navio com capacidade para mais de 4.000 passageiros. Estarão disponíveis 5 cruzeiros de 10 dias pelo Mediterrâneo Ocidental, partindo de Lisboa e fazendo escala em países como Espanha, França, Itália e Marrocos. Os passageiros portugueses terão assim, uma vez mais a oportunidade de usufruir desta viagem com o serviço exclusivo MSC Yacht Club, um espaço de luxo que inclui um serviço exclusivo de mordomo 24 horas por dia.

De salientar também as Grand Voyages do MSC Divina com partida de Lisboa e com destino a Miami em Novembro de 2019 e de Miami a Lisboa em Março de 2020, ambas realizando escalas em Ponta Delgada, nos Açores.

O novo catálogo da MSC Cruzeiros disponibiliza também novos itinerários incluindo o segundo MSC World Cruise em Janeiro de 2020, uma vez mais a bordo do MSC Magnifica, que dará a volta ao mundo em 117 dias e que permite a visita a 23 países pelos 5 Continentes, numa viagem inesquecível.


Outras das novidades para 2019-2020 são os novos destinos únicos, tais como a exclusiva Ocean Cay MSC Marine Reserve, a ilha privada da MSC Cruzeiros nas Bahamas, que a partir de Novembro de 2019 estará disponível para os itinerários com partidas de Miami a bordo do inovador MSC Seaside, do MSC Divina, MSC Meraviglia e MSC Armonia. A bordo do MSC Meraviglia, que rumará pela primeira vez à América do Norte no Inverno de 2019-20, os viajantes podem preparar-se para explorar os novos itinerários nos EUA e no Canadá com partidas de Nova Iorque, ou se preferirem viajar até à Gronelândia bordo do MSC Orchesta, será agora possivel com os novos itinerários para o Norte da Europa na temporada 2019-2020.

Com quatro novos navios de próxima geração a navegar no Verão de 2019, entre os principais destaques está o aumento de capacidade ao nível de passageiros em praticamente todas as regiões onde a MSC Cruzeiros opera. No Mediterrâneo, estarão disponíveis pela primeira vez 9 navios ao dispor dos viajantes, incluindo o novo MSC Bellissima, para além do regresso do MSC Seaview após voltar da temporada do Brasil, juntando-se assim ao MSC Divina, MSC Fantasia, MSC Lirica, MSC Magnifica, MSC Musica, MSC Opera e MSC Sinfonia, estes cinco últimos no Mediterrâneo Oriental.
O MSC Meraviglia vai fazer a sua segunda temporada no Norte da Europa, juntando-se ao MSC Poesia, MSC Preziosa e MSC Orchestra, oferecendo aos viajantes a possibilidade única de desfrutar dos inéditos espectáculos do Cirque du Soleil pelas mágicas paisagens naturais do Norte, com um total de 4 navios a navegar na região.

A aposta da MSC Cruzeiros em Cuba e nas Caraíbas permanece cada vez mais forte ao longo do próximo ano, com a presença do MSC Seaside e do MSC Armonia ao longo de todo o ano com partidas de Miami, reforçada no Inverno 2019-2020 com o MSC Opera com partidas de Havana, do MSC Divina e MSC Meraviglia com partidas de Miami e ainda do MSC Preziosa para as Antilhas.
No Inverno 2019-2020, o MSC Bellissima prepara-se para se juntar ao MSC Lirica no Dubai, Abu Dhabi e Índia após a sua temporada de Verão inaugural pelo Mediterrâneo, disponibilizando pela primeira vez cruzeiros a bordo de um navio da próxima geração da MSC Cruzeiros na região. O MSC Splendida continuará a servir o Médio Oriente na temporada 2019-2020, satisfazendo a crescente procura por parte dos clientes chineses e visitará muitos destinos populares na China, no Japão e na Coreia.
A inovação digital a bordo também é uma das grande novidades da MSC Cruzeiros, graças à evolução do novo e inovador programa digital MSC for Me, criado em colaboração com a Deloitte Digital, Hewlett Packard Enterprise e a Samsung. O MSC Bellissima será o primeiro navio a disponibilizar a assistente pessoal digital pioneira na indústria, Zoe, como uma nova característica do MSC for Me, que estará também disponível no MSC Grandiosa.

Especificamente criado para ser utilizado nos camarotes a bordo, o dispositivo personalizado estará disponível em sete línguas - Inglês, Francês, Italiano, Espanhol, Alemão, Brasileiro e Mandarim - e proporcionará aos hóspedes uma maneira simples e cómoda de encontrar toda a informação que normalmente se questiona pessoalmente na Recepção, sem ter de sair do seu camarote.
Para garantir aos seus viajantes a máxima flexibilidade e tranquilidade, a MSC Cruzeiros oferece também neste novo catálogo os pacotes especiais de Cruzeiro, Voo e transfers incluídos, que incluem uma grande oferta de voos para vários destinos por todo o mundo.

A MSC Cruzeiros melhorou também a parceria com a CP – Comboios de Portugal, oferecendo vantagens aos clientes MSC Cruzeiros nas viagens de Alfa Pendular ou Intercidades até Lisboa. A CP concede um desconto de 15% relativamente aos preços das tabelas simples em vigor na CP, aplicado às viagens nos comboios de serviço Alfa Pendular (nas classes Conforto) e Intercidades (1ª do Serviço Intercidades). Os bilhetes poderão ser adquiridos nas bilheteiras das estações e nas agências de viagem com venda de cruzeiros da MSC Cruzeiros.





www.msccruzeiros.pt

segunda-feira, 9 de julho de 2018

O restaurante “O Mariscador”, de Rodrigo Castelo com tentações do mar e do rio

O espaço ideal para quem gosta de mariscar, “O Mariscador” aposta na diferença pelo trabalho com mariscos de rio, menos conhecidos e valorizados – como lagostim branco de Abrantes, camarinha e caranguejo de Alcochete, e camarão de Vila Franca.

Assumindo-se como uma marisqueira tradicional de estilo descontraído e simultaneamente requintado, “O Mariscador”, do cozinheiro escalabitano Rodrigo Castelo, prima pelo respeito pelos melhores produtos nacionais e pelos tempos de cozedura.

Com uma oferta diferenciada, na qual se destacam as camarinhas desidratadas, o “expresso de caranguejo da meia-noite” e o arroz de lavagante descascado, a nova marisqueira de Lisboa reserva, também, outras opções inovadoras como picante de pinças de lagostim do rio e cevadoto de lagostim do rio.

Homenageando os pescadores da apanha, “O Mariscador” propõe a “teca” e a “meia teca”, uma seleção de mariscos como ostras, camarão, mexilhão e casco de sapateira para duas e quatro pessoas, respetivamente.

Numa carta que pretende fugir aos clássicos das marisqueiras, “O Mariscador” garante também uma viagem pelos sabores típicos ribatejanos, onde não faltam o pão e a manteiga caseiros, croquetes de carne de touro, bife à Mariscador com molho de cogumelos, lombo de atum rabilho no prato e prego do lombo (de atum ou de touro) na “pombinha”, pão doce típico de Santarém.

Natural do Ribatejo, onde garante, há cinco anos, o sucesso da cozinha da “Taberna Ó Balcão”, em Santarém (vencedora de um Garfo de Prata na edição de 2018 do Guia Boa Cama Boa Mesa), Rodrigo Castelo trouxe, ainda, as memórias dos verões passados na Praia da Nazaré para a Praça do Campo Pequeno. Surpreendendo os clientes no final da refeição, as sobremesas (barquinhos de doce de ovos, bolas de berlim, pastéis de nata, arroz doce, leite creme e mousse de chocolate) são servidas numa caixa em lata, tal como se apresentavam nos areais dos veraneantes.

O moderno espaço, assinado pela decoradora Rita Raimundo Glória e embelezado com criações da artista plástica Maísa Champalimaud disponibiliza, atualmente, 70 lugares sentados no exterior e sete lugares, no interior, ao balcão. Valorizando a criação e o talento nacional, Rodrigo Castelo elegeu Gabriela Pinheiro para criação e desenvolvimento das fardas de todo o staff. 

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Tomar acolhe Mundial de Wakeboard - já amanhã 30/06


Primeira estância do mundo de wakeboard com entrada gratuita em 2018

A Wakeboard Portugal, estância de wakeboard em Castelo de Bode, acaba de anunciar o calendário de eventos desportivos e abertos ao público a realizar ao longo do verão.

O destaque vai para o Tomar Pro Wakeboard a 30 de junho, a passagem do mundial da modalidade por Portugal, bem no centro da cidade templária e com o Rio Nabão como cenário, e para a possibilidade de experimentar o desporto gratuitamente ao
longo de todo o verão.


A realização da prova é um acontecimento de grande importância para a cidade e para o concelho, já que se enquadra naquela que tem sido a política recente do Município de garantir a realização regular de grandes eventos culturais e desportivos capazes de atraírem a Tomar grande número de visitantes, contribuindo para a sua consolidação como polo turístico de excelência, não dependente apenas do Convento de Cristo.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Centro de Comunicação dos Oceanos para conhecermos melhor o mar à nossa volta

O Centro de Comunicação dos Oceanos, idealizado e organizado pela jornalista náutica Nysse Arruda, é uma iniciativa que pretende divulgar e partilhar informação atualizada sobre a variadíssima temática sobre os Oceanos, interligando todos os países de Língua Portuguesa a partir de Lisboa, que se tornará assim num pólo de informação acerca dos Oceanos.

A partir de ciclos trimestrais de palestras LiveStream e presenciais, proferidas por personalidades nacionais e internacionais e sediadas em locais históricos de Lisboa.

O 1.º ciclo de palestras terá lugar em Lisboa na Academia das Ciências de Lisboa (Rua Academia das Ciências, 19, Lisboa) a 4, 11, 18 e 25 de julho, às 16h. 

O Centro de Comunicação dos Oceanos conta como padrinho os velejadores olímpicos Portugueses João Rodrigues (veterano windsurfista madeirense com sete participações em Jogos Olímpicos) e madrinha Joana Pratas (a primeira e mais jovem velejadora portuguesa nos Jogos Olímpicos num barco à vela, participante de uma travessia do oceano Atlântico a bordo do NRP Sagres, Embaixadora do Plano Nacional de Ética no Desporto e Embaixadora das Nações Unidas).

Dentre as personalidades internacionais a apoiar o projeto destacam-se o velejador Brasileiro tricampeão olímpico Torben Grael (skipper vencedor da Volvo Ocean Race 2008-2009 a bordo do veleiro sueco Ericsson); o surfista Americano de ondas gigantes Garrett McNamara e a ONG Americana Marine MegaFauna Mozambique.

Uma audiência virtual internacional
A ideia central do projeto é fomentar a interligação ativa entre as diversas entidades e autoridades vinculadas ao mar e à náutica e, principalmente, as universidades e centros de investigação, as autoridades locais de cada país, as organizações não-governamentais e as fundações em Portugal e nos países de Língua Portuguesa, criando assim uma audiência participativa e consciencializada acerca dos assuntos atuais relacionados aos Oceanos.

As palestras serão virtuais e interativas, com sistema de liveStream, em conexão direta com as diversas entidades e com divulgação no website www.ccoceanos.pt e nas redes sociais (Canal YouTube, Facebook, Twitter, Instagram etc.) reunindo em direto os públicos dos países de Língua Portuguesa e das comunidades de Língua Portuguesa no mundo.

O projeto recebeu apoios institucionais do Ministério do Mar (cuja Ministra Exma. Sr.ª Eng. Ana Paula Vitorino integra a Comissão de Honra ao lado do diretor-geral do Instituto Hidrográfico, Contra-almirante António Manuel de Carvalho Coelho Cândido), do Ministério do Ambiente, da Câmara Municipal de Lisboa, da Academia das Ciências de Lisboa, do Instituto do Mar e da Atmosfera, IPMA, além de uma Declaração de Mérito da UNESCO-Portugal e congratulações da Presidência da República.

De realçar o patrocínio principal da EGF-Environment Global Facilities (empresa europeia de referência no setor ambiental e líder no tratamento e valorização de resíduos em Portugal), co-patrocínio da EPAL e o apoio do Media Partner Internacional, a empresa inglesa Polaris Media, especializada em comunicação no setor marítimo internacional.

O Centro de Comunicação dos Oceanos é uma Associação sem Fins Lucrativos sediada em Lisboa com o objetivo de incrementar a consciencialização global acerca do conhecimento dos Oceanos e consequentemente do problema da poluição marinha. Foi fundada em Março de 2018 pela jornalista náutica Brasileira/Portuguesa Nysse Arruda.
O principal objetivo do Centro de Comunicação dos Oceanos é proporcionar um fórum global onde especialistas das mais diversas áreas relacionadas com os Oceanos possam divulgar e partilhar conhecimento com o público dos países de Língua Portuguesa, criando assim um polo de comunicação sobre os Oceanos em Lisboa.
A equipa organizadora reúne Tânia Li Chen,  bióloga marinha, e Rafael Bittar.
A Associação tem o apoio institucional e reconhecimento das seguintes entidades:   
·       Presidência da República
·       Ministério do Mar – Comissão de Honra
·       Ministério do Ambiente
·       Câmara Municipal de Lisboa
·       Instituto Hidrográfico – Comissão de Honra
·       Academia das Ciências de Lisboa
·       UNESCO-Portugal – Declaração de Mérito
·       Associação Naval de Lisboa (ANL)
·       Marine MegaFauna Mozambique
·    EGF - Environment Global Facilities patrocinador principal
·       EPAL, Águas de Portugal – co-patrocinador
·       Polaris Media – Media Partner internacional
·       YouAreLive-Digital Solutions – Parceiro tecnológico

Nysse Arruda
Nysse Arruda é jornalista especializada em náutica há mais de 20 anos em Portugal, tendo sido colaboradora dos jornais Público, Diário de Notícias e Expresso e de diversas outras publicações brasileiras e portuguesas. Foi agraciada com o Prémio Femina 2016 pela Divulgação da Cultura de Matriz Portuguesa.
Autora e CEO do primeiro website sobre desporto à vela em Português – www.nyssearrudasailing.com – entre 2010 e 2013. É também autora de diversos livros sobre o tema publicados no Brasil e em Portugal: Whitbread Race 1989-90; Mar à vista, A Portugal Telecom e a Vela; ISAF Sailing World Championships Cascais 2007; America's Cup World Series-Cascais 2010; e Volvo Ocean Race 2011-2012, além de uma obra dedicada à capital portuguesa – A Beleza de Lisboa-Eléctrico 28, uma viagem na História, publicada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda em 2010.
Foi repórter especial na Expedição Antárctica de 1986, a bordo do navio polar Barão de Teffé, da Marinha Brasileira, e na Regatta Columbus 1992, a bordo do Tall Ship polaco Dar Mlodziezy.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

CHÃO DO RIO – TURISMO DE ALDEIA, primeira unidade de turismo rural em Portugal com certificação biosphere


Oito meses depois do incêndio que originou o seu encerramento temporário, o Chão do Rio – Turismo de Aldeia celebrou a sua reabertura oficial, com um arraial popular no seu espaço exterior, à sombra de carvalhos. Este momento de alegria foi especialmente marcado pelo recebimento das mãos do Presidente da Câmara de Seia, Filipe Camelo, da certificação "Biosphere Responsible Tourism", tornando-se na primeira unidade de Turismo Rural em Portugal a receber esta certificação, evidenciando assim as suas práticas exemplares na área do turismo sustentável. 

Os referenciais internacionais "Biosphere Responsible Tourism" foram os primeiros a serem reconhecidos e acreditados pelo Global Sustainable Tourism Council. A "Biosphere Responsible Tourim" é promovida e desenvolvida pelo Instituto de Turismo Responsável, uma das organizações responsável pela promoção dos princípios da Carta Mundial do Turismo Sustentável, tendo estabelecido um memorando de entendimento com a UNWTO e UNESCO
para o efeito. 


A "certificação Biosphere Responsible Tourism" atribui e reconhece o trabalho em prol da sustentabilidade de destinos e empresas do setor turístico, certificando as suas boas práticas de sustentabilidade em linha com os seus diversos referenciais internacionais e procurando sempre um forte equilíbrio entre os três pilares da sustentabilidade: económico, social e ambiental. 

O Chão do Rio espera que esta certificação seja um impulso importante para relançar a unidade no mercado, depois do seu afastamento temporário. 

terça-feira, 29 de maio de 2018

100 anos de Geórgia

A Geórgia está a comemorar o 100º aniversário da fundação da primeira República Democrática da Geórgia, proclamada a 26 de maio de 1918.

Com a Revolução Russa de 1917, o Império Russo colapsou, dando origem a diversos estados e federações, entre elas a Federação Transcaucasiana. Quando esta se fragmentou, surgiu a República Democrática da Geórgia com capital em Tbilisi e georgiano como idioma oficial. No entanto não sobreviveu muito tempo e, devido a diversos problemas internos e externos (as relações da Geórgia com países vizinhos eram instáveis), a jovem nação sucumbiu à invasão do exército vermelho da República Socialista Federativa Soviética da Rússia (mais tarde, URSS) de abril de 1920, tornando-se uma república soviética no início de 1921.
Após o desmantelamento da União Soviética, a independência da Geórgia foi restaurada a 9 de abril de 1991. 26 de maio, o dia da proclamação da República Democrática da Geórgia, ainda é celebrado como um feriado nacional — o Dia da Independência da Geórgia.
A Geórgia é um país que vive hoje entre o modernismo e a tradição. É um prazer passear pela capital, Tbilisi e observar os edifícios, cuja arquitetura é uma mistura de estilo georgiano mas com fortes influências bizantinas, europeias-orientais e do neoclássico russo. Claro que várias décadas de presença soviética também deixaram marcas arquitetónicas.
A Ponte da Paz na capital, Tbilisi, pode ser vista como o seu símbolo. Trata-se de uma ponte pedonal de 156 metros que lembra um animal marinho, de arquitetura muito moderna, com um dossel de painéis de vidro no espírito do Norman Foster, projetada pelo arquiteto italiano Michele de Lucchi e pelo iluminador francês Philippe Martinaud. Foi construída com uma estrutura transparente e luminosa, em aço e vidro. À noite, 30 000 lâmpadas LED executam um verdadeiro espetáculo de luz em 4 tempos: no 1º, ondas de luz percorrem a ponte de um lado ao outro, no 2º as ondas de luz nascem em ambos os lados da ponte, encontrando-se ao meio e esbatendo-se até se apagarem, no 3º iluminam-se primeiramente os contornos exteriores da cobertura e depois toda a cobertura, terminando a sequência em escuridão total, no 4º toda a cobertura cintila como se fosse um céu estrelado. Estas sequências transmitem uma mensagem em morse: os nomes da tabela periódica dos elementos que constituem o corpo humano. De acordo com o arquiteto, "esta mensagem é um hino à vida e à paz entre os indivíduos e os povos".
Tbilisi  tem tudo para uma pequena viagem: arquitetura fantástica, mistura eclética de moderno e antigo, comida saborosíssima, ótimos vinhos e um povo muito hospitaleiro. Fundada no século V por Vactangue I, rei georgiano da Ibéria, e elevada a capital no século VI, Tbilisi depressa se tornou um importante centro, uma vez que estava na Rota da Seda, estrategicamente localizada no cruzamento entre a Europa e a Ásia. O nome da cidade vem da palavra georgiana "quente" ("tbili"), devido às fontes termais quentes que existentes na cidade, descobertas acidentalmente. Reza a lenda que andando um dia a caçar, o rei Vactangue I viu um animal ferido que entrou numa fonte de água e saiu de lá sem ferimentos (há uma outra lenda que nos fala de um falcão com que o rei caçava que caiu numa das fontes e morreu queimado). O rei ficou de tal modo espantado que mandou construir-se ali uma cidade.



segunda-feira, 14 de maio de 2018

Strelley e o caminhos dos monges


Tínhamos decidido dar um passeio pelos belos campos de colza, bem amarelos nesta época do ano na região de Nottingham (Inglaterra). Chegámos a uma pequena estrada. O passeio de um dos lados era composto por grandes lajes com aspeto de já terem sido usadas há vários séculos.

Estávamos a chegar à vila de Strelley e logo à entrada a explicação. Estas lajes faziam parte do chamado caminho dos monges do século XIV e que ligaria os mosteiros e fazia a ligação a Nottingham e ao rio Trent. Conta a lenda que os monges usavam mulas para o transporte das lajes e que traziam uma de cada vez que usavam o caminho.
A ocupação de Strelley já vem desde os tempos romanos.  Perto da atual localidade havia um forte romano. No entanto, os primeiros habitantes do local terão  sido um grupo de bárbaros. O primeiro registo da vila é porém de 1086 e encontra-se no chamado “Domesday Book”, um  um grande levantamento da Inglaterra, uma espécie de recenseamento,  mandado fazer por Guilherme I de Inglaterra.
A vila sofreu muito durante a Peste Negra de 1348: dos seus 300 habitantes, morreram mais de 200! Como gratidão por ter sido poupado, Sir Sampson de Strelley mandou erigir a Igreja de Todos os Santos em 1350.


O edifício mais importante de Strelley é o chamado “Strelley Hall”, uma casa senhorial que passou por diversas fases. As antigas cavalariças foram transformadas num simpático café, o Mulberry Tree Café, onde se comem uns deliciosos scones e bolos caseiros.


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Nottingham, cidade do Robim dos Bosques


Fui a Nottingham cheia de expectativas. O que iria encontrar na terra do mítico Robim dos Bosques? O castelo? A floresta? A fonte dos amores?
Em Nottingham, tudo roda à volta de Robim dos Bosques. O aeroporto foi baptizado “Aeroporto de Robim dos Bosques”. Há estátuas, ruas e até um festival que lhe são dedicados. E do que resta da floresta de Sherwood, ainda existe a árvore à volta da qual se reunia em conselho Robim e os seus amigos (!).No convento de Kirklees, perto de Nottingham, hoje em ruínas, existe uma campa com a inscrição "Aqui jaz Robard Hude" – tratar-se-á do nosso Robim os Bosques?
Parece que por volta do ano 600 d. C. existiria naquele local uma localidade quem faria parte do reino de Mercia e que era conhecida pelo nome de Tigguo Cobauc, que significa “o local das cavernas”. Quando caiu nas mãos de Snot, um do senhor da guerra saxão, passou a denominar-se "Snotingaham", a cidade do povo de (Inga = as pessoas de; Ham = terra).
Em 867, Nottingham foi tomada pelos vikings. No século XII, já como domínio anglo-saxão, foi construído o castelo, e a localidade passou a denominar-se Nottingham.
Durante a Revolução Industrial, a cidade prosperou graças à indústria têxtil, tendo crescido muito rapidamente; no entanto, devido a uma péssima política urbanística, Nottingham ficou com a fama de ter os piores bairros de lata de todo o império britânico. Após a II Grande Guerra, a indústria têxtil inglesa caiu bastante, uma situação que afectou especialmente a cidade. Alguns dos edifícios industriais foram abandonados pelos seus proprietários, tendo sido felizmente restaurados pelo município e adjudicados a outras actividades. Ainda se podem admirar diversos casas vitorianas desenhadas por alguns arquitectos como por exemplo Alfred Waterhouse que mostram bem a importância da cidade no século XIX.

O centro vital da cidade é a praça do mercado, que é usada para as mais diversas manifestações desde mercados de artesanato a praias (!) – sim, no ano passado foi ocupada com vários metros cúbicos de areia. Esta praça é a 3ª maior do Reino Unido e é dominada pela Câmara Municipal, construída nos anos 20 do século XX; as suas colunas barrocas e os dois leões de pedra à entrada espelham o orgulho da cidade nesse tempo. Aliás, como podemos reparar ao passear pela cidade, Nottingham tem uma grande variedade de estilos arquitectónicos, alguns dos quais datam ainda do século XII e outros são já do século XXI.
O bar Ye Olde Trip To Jerusalem, paragem obrigatória em qualquer visita à cidade; pensa-se que seja de 1189, sendo assim, o pub mais antigo de Inglaterra – no entanto, outros há que disputam este título.

Entre as atracções turísticas, a cidade tem para ver, entre outros, a bela catedral católica de São Barnabás, concebida pelo arquitecto Augustus Welby Northmore Pugin e consagrada em 1844, o Museu de História Natural instalado no Wollaton Hall, um dos melhores exemplos de palácios isabelinos de Inglaterra, e, claro, o famoso castelo, palco de tantas histórias de Robim dos Bosques. Esta personagem é que faz atrair 300 000 visitantes estrangeiros por ano, que também se passeiam pela Floresta de Sherwood, revivendo as histórias deste nobre que roubava aos ricos para dar aos pobres e que foi sempre fiel ao seu ri, Ricardo Coração de Leão. E, não há que o esconder, foi Robim dos Bosques que nos atraiu a Nottingham.



terça-feira, 24 de abril de 2018

Memphis e Nashville – o berço do rock ‘n roll e da música country


Elvis Presley, o rei do rock ‘n roll, construiu, à saída de Memphis, Graceland, uma mansão enorme, decorada em estilo muito duvidoso, mas que mostra os rios de dinheiro que ele ganhou ao longo da sua vida... e que a filha continua a ganhar com as visitas dos fãs... Em Janeiro, por altura do aniversário de Elvis, e em Agosto, no aniversário da sua morte, há verdadeiras romarias a Graceland, especialmente a Jardim da Meditação, onde estão as campas de Elvis e dos pais.

Ainda em Memphis, podem ser visitados os Estúdios Sun, onde Elvis gravou o seu primeiro disco, para oferecer à mãe no dia do seu aniversário, e o polémico Museu dos Direitos Civis, fundado no motel onde Martin Luther King foi assassinado. A varanda onde aconteceu o assassínio está marcada com uma coroa e à frente está estacionado o seu carro. A polémica sobre a criação deste museu é porém grande, havendo um grupo de activistas que pensa que o sonho morreu e que o museu só serve para piorar o nível de vida dos negros.




Continuando porém no campo da música, temos também de ir a Nashville, o berço da música country. Para ficar a saber tudo sobre este tipo de música tão em voga nos anos sessenta e que ainda não morreu, há que visitar o Music Hall of Fame. Na cidade há ainda dois pontos de interesse: o Parque do Bicentenário, onde se escreveu a história da cidade e do Estado de Tennessee em placas de granito e o ... Partenon, uma cópia fiel e em tamanho original do Partenon grego....
Continuar a passear na região, há que parar em Lynchburg e visitar a fábrica do famoso whisky americano Jack Daniel’s, que está instalada num condado seco, ou seja, numa região onde há inúmeras proibições em relação às bebidas alcoólicas. A aldeia vive do passado, mantendo Lynchburg com o aspecto duma aldeia do século XIX. As suas 400 almas não correm contra o tempo; vão-no deixando passar suavemente, sem pressas. O tempo ficou parado. Parada no tempo ficou também a estação de comboios de Chattanooga, tornada famosa por Glenn Miller com a sua canção “Chattanooga Choo-Choo”; a estação foi agora transformada em hotel, mantendo não só a traça antiga como os comboios antigos, transformados em quartos de hotel.