segunda-feira, 21 de abril de 2014

Emirates prepara primeiro voo para Viena operado pelo A380

 A Emirates, responsável por ligar pessoas e lugares em todo o mundo, anuncia um novo serviço especial para Viena, operado pelo A380 já a partir do próximo mês. O avião de dois andares, com capacidade para transportar mais de 500 passageiros, fará história como o primeiro A380 a operar no Aeroporto Internacional de Viena.
A 26 de Maio, o voo operado pelo A380 vai substituir os voos EK 125 e EK 8126, partindo do Dubai pelas 17h15 e chegando a Viena pelas 21h10.O voo de regresso partirá de Viena pelas 00h20 chegando ao Dubai às 08h00 do dia seguinte.
"Gostaríamos de agradecer às autoridades Austríacas e ao Aeroporto Internacional de Viena por apoiarem a implementação desta operação exclusiva da Emirates A380", declara Thierry Antinori, Executive Vice President and Chief Commercial Officer da Emirates.
"Comemorar uma década de operações bem-sucedidas em Viena representa um marco histórico para nós e demonstra o nosso compromisso contínuo com a Áustria, que se tornou um destino-chave da Emirates, no que diz respeito a viagens de negócios e de lazer,  assumindo-se ainda como um ponto de entrada estratégico para as economias emergentes da Europa Central e Oriental."

A Emirates tem desenvolvido as suas operações em Viena através de uma abordagem estratégica de forma a aumentar gradualmente os seus serviços, de acordo com a procura registada no mercado, conseguindo, desta forma, obter altos níveis de ocupação por voo. "Esperamos que a icónica cidade de Viena se torne parte de nossa lista de cidades internacionais servidas pelo A380. Mas, mais importante ainda, esperamos ser capazes de oferecer o nosso produto de classe mundial, adicionando uma maior conveniência, tanto aos nossos passageiros na Áustria como aos milhares de visitantes internacionais que desejam viajar para lá", acrescenta Antinori.
"Há dez anos atrás a Emirates ligou-se a duas regiões importantes de negócios e turismo, no Médio Oriente e na Áustria. Ao longo desse tempo, a Emirates e o Aeroporto de Viena desenvolveram uma excelente parceria, e estamos ansiosos para continuar esta produtiva cooperação no futuro", declara Julian Jäger, membro do Conselho de Flughafen Wien AG Management.
A Emirates voa para a Áustria desde Maio de 2004 e aumentou gradualmente os seus serviços de 4 para 13 voos por semana, actualmente operados por um B777-300ER. Desde 2004, a Emirates transportou mais de dois milhões de passageiros na rota entre Viena e Dubai.
Actualmente, os 13 voos semanais da Emirates para Viena são responsáveis por mais de 5.000 postos de trabalho em tempo integral, na Áustria, gerando uma actividade económica no valor de 104 milhões de euros por ano.
A Emirates tem actualmente 47 aviões A380 em serviço e 93 em encomenda, mais do que qualquer outra companhia aérea no mundo, tendo recebido no último ano 12 destes gigantes aviões de dois pisos. Desde o lançamento do seu primeiro voo operado por um A380, a Emirates transportou mais de 23 milhões de passageiros. Os dois pisos do A380 oferecem espaçosos lugares em Classe Económica, assentos totalmente reclináveis ​​em Classe Executiva e suites privadas em Primeira Classe. No total, o avião tem capacidade para transportar entre 489 e 517 passageiros, dependendo da sua configuração. Os passageiros de cabines premium podem usufruir do Lounge a bordo para Primeira Classe e refrescar-se num dos shower spas a bordo.
Os passageiros de todas as classes podem desfrutar de mais de 1.700 canais dos mais recentes filmes, programas de TV e música de todo o mundo, para além de uma série de jogos disponíveis no ICE, o premiado sistema de entretenimento a bordo da Emirates. A mais recente tecnologia permite que os passageiros se mantenham contactáveis durante todo o voo, através de acesso Wi-Fi de alta velocidade, telemóvel e serviços de dados.
No ano passado, a Emirates expandiu os seus serviços de A380 na Europa, Austrália, Ilhas Maurícias e nos EUA. Este ano, a Emirates lançou já serviços para Zurique e Barcelona, e será lançado um novo voo para Dallas, operado por um A380, ainda este ano.

Cadernos de Viagem, nº 98, Torre de Palma Wine Hotel

segunda-feira, 31 de março de 2014

Convidar os clientes para jantar na cozinha

Foi muito bem conseguida a ideia da direção do Lisboa Marriott Hotel que convidou os seus clientes para um jantar de degustação de pratos portugueses, inserido na promoção Love Portugal, na cozinha do hotel.

300 convidados de várias áreas(empresas, agências de viagens, companhias aéreas, sociedade e imprensa) juntaram-se na cozinha para provar não só pratos quentes tradicionais de peixe (bacalhau à brás, peixe no sal) e carne (vitela assada com molho de ervas aromáticas), um delicioso risotto de legumes e os irresistíveis doces portugueses, mas também muitos canapés contemporâneos e cheios de imaginação.


A cozinha principal do hotel transformou-se numa lounge cheia de luz e cor e música portuguesa do DJ Pedro Vaz. 
A simpatia de todos os funcionários do hotel era contagiante assim como a vontade de interagir com os clientes. De forma espontânea, explicavam o que estavam a fazer, como se processava o trabalho na cozinha e no departamento de eventos. 
Uma ação muito original e que os clientes não esquecerão facilmente.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Lisboa Marriott Hotel promove jantar de degustação

O Lisboa Marriott Hotel promove a gastronomia portuguesa, numa acção da responsabilidade do Chefe António Alexandre e da sua equipa, que visa apresentar a diversidade e riqueza do País aos seus clientes internacionais. Uma acção que leva o nome de “LOVE Portugal” e que tem muito a ver com a paixão de António Alexandre pelos produtos portugueses e pela nossa gastronomia.
Amanhã, a partir das 19h, a sessão do “LOVE Portugal” assume características diferentes, já que os convidados do hotel vão ser recebidos na cozinha principal, a do Restaurante Citrus, com o jantar de degustação a ser acompanhado ao som de um DJ. O jantar será volante e com uma forte componente de cozinha ao vivo, sendo especialmente preparado pelo chefe da unidade.
Fiquem já à espera dos nossos comentários ao LOVE Portugal. 

terça-feira, 25 de março de 2014

Brussels Airlines retoma a operação regular do Porto com voos diários para Bruxelas

A partir de 30 de Março de 2014 a Brussels Airlines retoma a operação regular do Porto com voos diários para Bruxelas e tarifas desde 88.40 €*...


SN3812 PORTO / BRUXELAS 12.55 - 16.10

SN3811 BRUXELAS / PORTO 11.00 - 12.25


* Tarifa ida e volta, taxas incluídas e disponíveis no seu GDS para consultas e reservas. Lugares limitados.

... e oferece excelentes ligações via Bruxelas para vários destinos na Europa.

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segunda-feira, 24 de março de 2014

A forca de Cabeço de Vide

Quando estudamos História, encontramos várias situações em que as personagens históricas são condenadas à forca. A morte por enforcamento era muito comum em períodos históricos antigos – por exemplo, em Roma, a forca era para os cidadãos romanos, pois os bárbaros, ou seja, estrangeiros não romanos, eram crucificados.
Portugal foi o segundo país da Europa, após o Grão-Ducado da Toscana (1786), a abolir a pena de morte. Em 1852, foi abolida para crimes políticos como nos revela o artigo 16º do Ato Adicional à Carta Constitucional de 5 de Julho, sancionado por D. Maria II. Na década seguinte, em 1867, foi abolida para crimes civis, exceto por traição durante a guerra.
Nos tempos atuais, já quase não se ouve falar de penas de morte por enforcamento. Exceto em 2006, quando alguns dos altos responsáveis pelo Iraque, incluindo Saddam Hussein, foram enforcados por traição.
Quando este fim de semana me passeava por Cabeço de Vide, uma simpática vila no Alto Alentejo, descobri uma forca no meio dum campo, à saída da vila, a caminho de Fronteira. Este é o único exemplar conhecido que escapou à destruição na sequência da abolição da pena de morte - sabendo-se que Cabeço de Vide deixou de ser sede de concelho em 1855, tal facto pode ter motivado a não destruição deste monumento.
Trata-se de dois obeliscos paralelepípedos de alvenaria, claro, gastos pelo tempo. Era complemento da função do pelourinho para os casos de pena de morte e, ao contrário deste, localizava-se fora do aglomerado populacional.
O condenado era pendurado com uma corda ao pescoço suspensa de uma viga atravessada horizontalmente e sustentada pelos prismas que ainda hoje se mantêm no seu lugar. A morte dava-se por asfixia devido à estrangulação e distensão das vértebras cervicais.
Quem terão sido os condenados desta forca? Certamente, criminosos graves, Mas quem sabe se também não terão morrido ali judeus perseguidos pela Inquisição.
Sabemos pela leitura dos relatórios da Inquisição de Évora que em Cabeço de Vide havia nos séculos XVI e XVII uma numerosa e ativa comunidade judaica. Aliás, Cabeço de Vide terá sido mesmo, nesta época, uma das vilas do Alentejo mais atingidas pelo terror inquisitorial: entre 1533-1668, 211 videnses terão sido condenados por penas que iam da abjuração, perda de bens, prisão, tortura, tendo transformado esta vila uma das mais sacrificadas pelo braço forte da Inquisição de Évora.
Ali, bem ereta no meio do campo, a forca faz-nos não esquecer o passado.


domingo, 23 de março de 2014

Nottingham, cidade do Robim dos Bosques


Fomos a Nottingham cheia de expectativas. O que iria encontrar na terra do mítico Robim dos Bosques? O castelo? A floresta? A fonte dos amores?
Em Nottingham, tudo roda à volta de Robim dos Bosques. O aeroporto foi baptizado “Aeroporto de Robim dos Bosques”. Há estátuas, ruas e até um festival que lhe são dedicados. E do que resta da floresta de Sherwood, ainda existe a árvore à volta da qual se reunia em conselho Robim e os seus amigos (!).No convento de Kirklees, perto de Nottingham, hoje em ruínas, existe uma campa com a inscrição "Aqui jaz Robard Hude" – tratar-se-á do nosso Robim os Bosques?
Parece que por volta do ano 600 d. C. existiria naquele local uma localidade quem faria parte do reino de Mercia e que era conhecida pelo nome de Tigguo Cobauc, que significa “o local das cavernas”. Quando caiu nas mãos de Snot, um do senhor da guerra saxão, passou a denominar-se "Snotingaham", a cidade do povo de (Inga = as pessoas de; Ham = terra).
Em 867, Nottingham foi tomada pelos vikings. No século XII, já como domínio anglo-saxão, foi construído o castelo, e a localidade passou a denominar-se Nottingham.
Durante a Revolução Industrial, a cidade prosperou graças à indústria têxtil, tendo crescido muito rapidamente; no entanto, devido a uma péssima política urbanística, Nottingham ficou com a fama de ter os piores bairros de lata de todo o império britânico. Após a II Grande Guerra, a indústria têxtil inglesa caiu bastante, uma situação que afectou especialmente a cidade. Alguns dos edifícios industriais foram abandonados pelos seus proprietários, tendo sido felizmente restaurados pelo município e adjudicados a outras actividades. Ainda se podem admirar diversos casas vitorianas desenhadas por alguns arquitectos como por exemplo Alfred Waterhouse que mostram bem a importância da cidade no século XIX.

O centro vital da cidade é a praça do mercado, que é usada para as mais diversas manifestações desde mercados de artesanato a praias (!) – sim, no ano passado foi ocupada com vários metros cúbicos de areia. Esta praça é a 3ª maior do Reino Unido e é dominada pela Câmara Municipal, construída nos anos 20 do século XX; as suas colunas barrocas e os dois leões de pedra à entrada espelham o orgulho da cidade nesse tempo. Aliás, como podemos reparar ao passear pela cidade, Nottingham tem uma grande variedade de estilos arquitectónicos, alguns dos quais datam ainda do século XII e outros são já do século XXI.
O bar Ye Olde Trip To Jerusalem, paragem obrigatória em qualquer visita à cidade; pensa-se que seja de 1189, sendo assim, o pub mais antigo de Inglaterra – no entanto, outros há que disputam este título.
Entre as atracções turísticas, a cidade tem para ver, entre outros, a bela catedral católica de São Barnabás, concebida pelo arquitecto Augustus Welby Northmore Pugin e consagrada em 1844, o Museu de História Natural instalado no Wollaton Hall, um dos melhores exemplos de palácios isabelinos de Inglaterra, e, claro, o famoso castelo, palco de tantas histórias de Robim dos Bosques. Esta personagem é que faz atrair 300 000 visitantes estrangeiros por ano, que também se passeiam pela Floresta de Sherwood, revivendo as histórias deste nobre que roubava aos ricos para dar aos pobres e que foi sempre fiel ao seu ri, Ricardo Coração de Leão. E, não há que o esconder, foi Robim dos Bosques que nos atraiu a Nottingham.



Wollanton Hall, Nottingham

Wollanton Hall é uma fantástica mansão inglesa em Nottingham, cujo hall de entrada serviu de cenário a um filme do Batman.

Wollaton Hall foi construído entre 1580 e 1588 por Sir Francis Willoughby em estilo isabelino com alguns elementos de jacobinos. Diz-me que o desenho da mansão terá tido origem nos desenhos de  Serlios (no livro III dos seus cinco livros da arquitetura) da  Villa Poggio Reale, perto de Nápoles, de Giuliano da Majanos do final do século XV. Mas há também quem defenda, como por exemplo, o historiador de arquitetura Mark Girouard, que o projeto se baseia no templo de Salomão de Jerusalém, reconstruído por Nikolaus de Lyras e descrito por Josephuss, com uma inspiração mais direta, duma mansão do século de XVI da Cornualha. Diz-se igualmente que a pedra para o edifício foi paga com carvão das fossas de Wollaton.

Nos registos de Cassandra Willoughby, Duquesa de Chandos, de 1702, sabe-se que algumas das estátuas foram trazidas da Itália.

O edifício consiste de um hall central elevado, rodeado por quatro torres. Infelizmente, um incêndio destruiu grande parte da decoração interior original, tendo sido remodelado no século XIX.

No hall central interior sobressai um enorme órgão de tubos do final do século XVII, o mais antigo do condado de Nottingham, ainda é fundido à mão.

Entre as várias histórias de Wollanton Hall, duas se destacam: a do banho diário que a família tomava, um hábito raro nesse tempo, e as filmagens de algumas cenas do filme Batman “The dark knight” em 2011.