domingo, 26 de novembro de 2017

8ª Cimeira Global de Empreendedorismo (CGE)


De partida para Hiderabade (Índia) para a 8ª Cimeira Global de Empreendedorismo (CGE) / (Global Entrepreneurship Summit - GES) e que tem lugar de 28 e 30 de novembro, numa organização conjunta dos governos dos Estados Unidos e da Índia. Pela vez a cimeira vai ser realizada na Ásia, em Hiderabad, a capital do estado de Telangana e o berço da T-Hub, a maior incubadora de start-ups da Índia, com um forte ecossistema de start-ups, uma grande presença das maiores empresas tecnológica americanas e um governo que apoia largamente a inovação.
1500 participantes, incluindo 300 investidores, de 150 países, com idades que vão dos 13 (!) aos 84 anos. Mais de 52.5 % dos participantes são mulheres! Pela primeira vez, o número de mulheres supera o dos homens!
A CGE é a reunião anual mais importante de empreendedorismo, congregando empresários, investidores e apoiantes emergentes de todo o mundo. Ao longo de 2 ½  dias – a agenda https://www.ges2017.org/agenda/ já espelha um pouco o que lá se vai passar - , a CGE capacita os empresários para lançar suas ideias, criar parcerias, garantir financiamento, inovar e encontrar seus clientes-alvo, criando novos bens e serviços que irão transformar as sociedades. As relações comerciais que surgiram nas cimeiras passadas transcenderam indústrias e setores e converteram ideias em empresas. A cimeira também serve como um vínculo vital entre os governos e o setor privado, e convoca participantes globais para mostrar projetos, trocar ideias e defender novas oportunidades de investimento
Este ano a cimeira, com o lema Mulheres em Primeiro Lugar, Prosperidade para Todos, irá centrar-se no apoio a mulheres empreendedoras e fomentando o crescimento económico globalmente. Os temas de trabalho dividir-se-ão pelos setores de Energia & Infraestrutura, Cuidados Médicos & Ciências da Vida, Tecnologia Financeira & Economia Digital, e Meios de Comunicação & Entretenimento.
Investir em mulheres empreendedoras não só vai dar força ao crescimento económico como incentive a inovação ao abordar os desafios críticos que as comunidades estão a enfrentar em todo o mundo. As mulheres líderes em empreendedorismo, inovação e investimentos têm também a chave para fomentar sociedades prósperas e dinâmicas.

De certeza que regressarei de Hiderabade cheia de novas ideias – e, espero eu, com um investidor para os meus novos projetos.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Cozinha de sentimentos - O Restaurante Luz no Hotel Iberostar Lisboa



“Quando cozinhamos para os nossos clientes temos sempre de pensar que estamos a cozinhar para os nossos pais. Com todos os sentimentos”. É assim que Jorge Fernandes, o chefe executivo do restaurante Luz do hotel de 5 estrelas Iberostar, tenta motivar os seus ajudantes de cozinha a darem o seu melhor quando estão a preparar as refeições para os clientes. E esse sentimento caloroso e afetivo reflete-se nos pratos servidos. “Quando fazemos o que sonhamos, sai sempre bem feito”, diz-nos ainda.

O Iberostar é um dos hotéis mais recentes de Lisboa. Abriu há somente dois meses mas, pelo menos na cozinha, nada foi deixado ao acaso. Pensando no futuro, a cozinha está dividida por vários pisos, com equipamento de luxo e de última geração. A receção das mercadorias é feita no cais de mercadorias do piso inferior, indo diretamente para as câmaras congeladoras ou frigoríficas. Porém todos os produtos hortícolas e todas as frutas antes de serem armazenadas são desinfetadas, mesmo aquelas que são consumidas sempre sem casca, como é o caso da banana ou do ananás. As exigentes normas sanitárias do grupo Iberostar assim o exigem.


Por enquanto, toda a dimensão projetada para a cozinha deste hotel parece megalómana, tendo em conta atuais os números de clientes. Mas Jorge Fernandes sabe que o hotel é recente mas que quando estiver a ter uma ocupação e uma divulgação mais fortes todas as instalações vão ser necessárias. Este hotel de cinco estrelas dispõe de 166 quartos, sete salas de reuniões e um salão de festas de 400m2 (com um vestíbulo de 200 m2).
No final do verão, Jorge Fernandes deixou a “linha”, e as duas cozinhas do Hotel Intercontinental do Estoril, onde trabalhou durante dois anos, e foi fazer a abertura do Iberostar novamente como chefe executivo.
Após uma formação de uma semana em Tenerife para conhecer a filosofia e as normas desta cadeia hoteleira, pôde mergulhar no trabalho em Lisboa; montar a cozinha, escolher a sua equipa e criar a carta.
Gosta muito da cozinha tradicional portuguesa, mas tem de lhe dar o seu toque pessoal, desconstruindo-a. Assim por exemplo, a sua caldeirada sabe a caldeirada mas parece a caldeirada tradicional. Chamou-lhe “Garoupa grelhada com camarão tigre e molho de caldeirada.
A sua paixão é o peixe, como fica bem espelhado nos pratos que assina. O polvo é confitado e servido com chouriço alentejano e migas de batata vitelote – temos o toque da cozinha portuguesa mas apresentada de uma maneira moderna. Tiago, o responsável pelas bebidas, sugeriu-nos acompanhar o polvo com um vinho rosé, um Castro de 2016, que espelha a sua influência marítima.
Polvo confitado com chouriço alentejano e migas de batata vitelote 
Já o lombo de borrego – tenríssimo! - é servido sob uma crosta de herbes de Provence com um original esparregado de salsa e acompanhado por um vinho Alentejo: o Pontual.
Lombo de borrego  com crosta de herbes de Provence e esparregado de salsa
Numa cozinha de um hotel internacional não podiam faltar pratos internacionais, como os risotti e as pastas. O risotto de lavagante é aprimorado com limão confitado. Tiago serviu-nos um copo de Confidencial, da região de Lisboa, um vinho branco mono casta (Touriga Nacional), frutado, cítrico mas com a secura apropriada para um risotto.
Terminámos a refeição com um “pijama” de sobremesas, acompanhadas por um vinho do Porto tawny da Quinta do Noval: um parfait de requeijão sobre um original bolo de espinafre e com gel de abóbora e gelado de noz e um deliciosíssimo cremoso de abade de priscos com espuma de framboesa e sorbet de pera bêbada.
A paixão que Jorge Fernandes tem pela cozinha reflete-se nos pratos servidos. Aos 14 anos decide ir para a Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, apesar da muita reticência dos pais. “Nessa altura, a profissão de cozinheiro ainda não tinha o glamour de hoje em dia”, recorda com um sorriso nos lábios. Durante o curso, estagia em restaurantes de hotéis de prestígio como o Hotel da Lapa em Lisboa, o Tivoli Lisboa e o Ritz Four Seasons, em Lisboa. Aqui trabalhou com o chefe António Boia, que considere o seu metre, o seu mentor. Quando António Boia vai para o Praia Caffé na Praia da Torre em Oeiras, Jorge Fernandes não hesita e segue-o. Daí vai para o Rio’s, também em Oeiras.
Aos 28 anos é convidado para ir fazer a abertura do restaurante Atlântico Restaurante & Bar do Intercontinental do Estoril para onde vai como chefe executivo. “Um trabalho muito desafiante, pois o hotel tinha dois restaurantes: um dentro do hotel e outro fora”.
Paralelamente, trabalhou em caterings de grandes eventos como o Volvo Ocean Race ou o Rock in Rio, foi membro da Equipa Nacional de Cozinha, tendo trazido várias medalhas em diversos campeonatos internacionais, como o Campeonato Mundial de Cozinha, as Olimpíadas de Cozinha, a Villeroy & Boch Culinary Word Cup, a Global Chefs Challenge Sul da Europa, entre muitos outros - competições que lhe permitiram contactar com outras culturas e de momentos de grande camaradagem. Foi também numa destas competições que conheceu a sua mulher.
Agora está de novo a trabalhar na cidade onde continua a desconstruir pratos típicos dando à cozinha portuguesa uma roupagem nova.


Restaurante Luz
R. Castilho 64
1250-071 Lisboa
Tel.: 21 585 9000

http://bit.ly/2i2eMte 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Chocalhadas de São Martinho

Pastores da Vila de Loriga, na serra da Estrela, mantêm a tradição secular das chocalhadas de São Martinho

O outono na serra da Estrela traz novas paisagens e sabores, mas também tradições que vale a pena conhecer ou reviver.
Na véspera e noite de São Martinho (10 e 11 de Novembro), em Loriga cumpre-se mais uma vez a tradição, os pastores tiram os chocalhos ao gado e colocam-nos nos braços e nas pernas, partindo em marcha acelerada, pelas ruas naquela que é a mais impressionante chocalhada de São Martinho. De tradição secular, a Chocalhada de São Martinho, encontra-se intimamente associada aos costumes e vivências dos pastores, e diz a lenda que a sua finalidade era a de afastar os males dos seus rebanhos.

Neste fim-de-semana decorre também, numa iniciativa conjunta entre a Junta de Freguesia de Loriga, os agentes de restauração e a ADIRAM, a mostra gastronómica Sabores da Vila. O objetivo é valorizar o potencial gastronómico da Vila, e em particular de produtos tão diferenciadores como as calhorras, o cabrito serrano, a broa e o bolo negro de Loriga, valorizando e acrescentando valor às tradições desta Vila de Montanha.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O maior restaurante do mundo: os aviões da Emirates

Jantar em Classe Executiva
A Emirates serve mais de 100 milhões de refeições por ano com a mesma atenção ao detalhe em todas as classes, seja em Primeira, Executiva ou Económica. Com mais de 55 milhões de passageiros a viajar anualmente de/para 144 cidades, em seis continentes, ninguém conhece melhor as tendências gastronómicas do que a Emirates, a qual serve pratos inspirados em cada destino, naquele que é o maior restaurante a voar pelo mundo.

Com um investimento na restauração no valor de mil milhões de dólares americanos por ano, a Emirates funciona com uma cozinha 24 horas por dia, baseada no Dubai, com 1.200 chefs, oferecendo um total 12.450 receitas culinárias. Rigorosamente alinhada, a cozinha da Emirates serve 590 voos por dia com pratos regionais autênticos, proporcionando aos passageiros uma experiência gastronómica do destino para onde estão a viajar. A companhia aérea trabalha ainda em estreita colaboração com 25 parceiros de catering de todo o mundo, a fim de oferecer a mesma qualidade nas refeições servidas nos voos com destino ao Dubai.

Sabores locais

A atenção da Emirates aos sabores locais significa que tem disponíveis pratos de todas as regiões para onde voa. Os voos para o Japão, por exemplo, oferecem refeições Kaiseki e caixas Bento, servidas em louças, talheres e conjuntos de chá japoneses, para garantir uma experiência gastronómica a bordo incomparável.
Cozinha tradicional Kaiseki nos voos Emirates flights entre o Dubai e o Japão

A companhia aérea lançou recentemente um novo menu para as suas rotas australianas, inspirado na variedade de sabores multiculturais do país, depois de um processo de 14 meses de investigação com chefs locais.

O novo menu apresenta uma vasta gama dos pratos locais tradicionais, tais como,salsichas de cordeiro com hortelã. Refletindo o multiculturalismo da Austrália, o menu também inclui sabores asiáticos e ingredientes do Médio Oriente, dando assim resposta aos passageiros da Emirates.

A fim de acompanhar as tendências gastronómicas regionais e sazonais, a Emirates inova os seus menus a bordo, mensalmente, e revê continuamente todas as suas receitas.

Os vários menus de cada rota são ainda espelhados nos cestos de pão servidas a bordo. Os pães aromatizados ou produzidos a partir de uma base fermentada são mais comuns nas rotas europeias, enquanto as parathas (pães planos de origem indiana), os pooris (pães fritos indianos) e o naan (pão típico indiano) são servidos nas nove rotas da Emirates para a Índia. Nas suas rotas do Médio Oriente, os passageiros podem ainda desfrutar do pão árabe – Markook – um pão ázimo e muito fino, comum na região, e do Manakesh, o qual é coberto com zom zaatar (mistura de especiarias) e queijo.
Prato de queijo em Primeira Classe

Nas classes premium, as refeições são servidas em louça Royal Doulton, com talheres Robert Welch, especialmente desenhados para a Emirates.

Parceiros globais, o melhor dos produtos locais e artesanais

A Emirates dá atenção primordial aos pratos simples e bem preparados que evidenciem os ingredientes frescos da mais alta qualidade. A companhia aérea leva para bordo os produtos mais finos, graças às suas parcerias de longa de data por todo o mundo, apoiando ainda os fornecedores locais e artesãos. Isto inclui a aquisição, a cada ano, de mais de 15 mil Kg de queijo feta persa, proveniente do Yarra Valley, na Austrália. O azeite servido a bordo vem exclusivamente de um produtor neutro em emissões de carbono, Monte Vibiano, em Itália, uma parceria que tem hoje mais de 15 anos.
Como qualquer restaurante com estrelas, a Emirates presta especial atenção às suas listas de vinhos, destacando o champanhe e vinhos de classe mundial. Os vinhos de cada rota são cuidadosamente selecionados para acompanhar o menu e incluem exclusivos que apenas se podem encontrar na Emirates, como o champanhe Dom Pérignon 2005 Rosé e o 1963 Graham's Colheita Porto.

A companhia aérea conta, atualmente, com 3,8 milhões de garrafas de vinho guardadas na sua adega em Borgonha, na França, para serem servidas nos próximos sete a dez anos.

Jantar em Classe Económica
O café e o chá são as duas bebidas mais consumidas a bordo. Nos últimos 25 anos, a Emirates tem servido chá Dilmah em todas as suas classes. Mais de 9,6 milhões de saquetas de chá são utilizadas anualmente, com mais de dez variedades para oferecer, incluindo uma combinação única criada para a companhia aérea e servida em Primeira Classe, denominada Emirates Signature Tea. O café Illy e Nespresso podem ser encontrados nas classes premium, onde os pedidos mais frequentes são os expressos e os cappuccinos.

Para os seus passageiros mais novos, a Emirates também oferece refeições amigas das crianças, bem como menus específicos para quem apresenta restrições alimentares médicas ou religiosas, preparadas por uma equipa de nutricionistas e chefs.

A companhia aérea desenvolve também menus sazonais sempre que possível, com um cardápio de Natal, em dezembro, e caixas especialmente criadas para todos os que fazem jejum durante o mês sagrado do Ramadão.




Factos curiosos sobre os apetites no céu:

Em 2016, os passageiros da Emirates consumiram:

·        3 milhões de ovos
·        70 toneladas de morangos
·        58 milhões de pães
·        110 mil Kg de húmus
·        165 toneladas de filetes de salmão 
·        27 toneladas de brócolos frescos

Iberostar Lisboa, um hotel contemporâneo, urbano, intemporal

Iberostar Lisboa, Rua castilho
O Iberostar Lisboa, na Rua Castilho, é o primeiro hotel da Iberostar em Portugal. O hotel abriu as suas portas a 5 de outubro passado e desde então tem tido uma ocupação média de 75%.
A cadeia de hotéis Iberostar é uma das marcas espanholas mais conhecidas. Tudo começou em 1877 com uma oficina de calçado. Antonio Fluxá, artesão sapateiro, foi a Inglaterra estudar a produção industrial do calçado. Ao regressar a Maiorca onde vivia juntou um grupo de artesãos e fundou a primeira indústria de calçado das ilhas Baleares, mostrando assim um grande espírito empreendedor. Esta qualidade ficou nos genes da família, passando de geração para geração.
Em 1956, o filho, Lorenzo Fluxá Figuerola, comprou a Viajes Iberia, uma pequena agência de viagens com seis escritórios e 40 funcionários. Foi o primeiro passo para a família entrar no setor do turismo. 30 anos mais tarde, a família Fluxà fundou, em Palma de Maiorca, a uma cadeia hoteleira da área de lazer, a Iberostar Hotels & Resorts. Hoje em dia, o Grupo Iberostar é um dos principais consórcios turísticos espanhóis, “com 115 hotéis de 4 e 5 estrelas em 35 países e 28 mil funcionários”, como referiu Inmaculada Muñoz, a diretora-geral da Iberostar em Portugal. “Começámos agora a apostar nos hotéis urbanos, com unidades em Barcelona, Madrid, Nova Iorque e em Lisboa”.
A maioria dos espaços tem luz natural
O hotel, que se caracteriza por contar com luz natural na maioria dos seus espaços, tem uma localização privilegiada, no centro de Lisboa, muito próximo da Praça Marquês de Pombal, a quinze minutos do aeroporto e a apenas cinco minutos a pé da Avenida da Liberdade.
“O hotel dispõe de 166 quartos, 2 piscinas, 1 spa, 8 salas de reunião – todas com nomes relacionados com a cidade de Lisboa -, 1 restaurante e um bar”, menciona Luís garcia, o diretor comercial do hotel.”Os diferentes tipos de suites e de alojamentos adaptam-se às necessidades de cada hóspede, venha em lazer com a família ou em trabalho”. 
Quarto superior com vista para a cidade
Projetado pelo Atelier Capinha Lopes, o Iberostar Lisboa é um hotel de cidade de cinco estrelas com uma arquitetura moderna, contemporânea e elegante, em harmonia com o espaço urbano e luminosidade envolvente. Responsável pela decoração foi Renata Laranjo, da Silverfield, que apostou numa “decoração minimalista mas com toques especiais, moderna, mas simultaneamente elegante, tendo privilegiado materiais portugueses e tons claros, de modo a criar ambientes ao mesmo tempo confortáveis e sofisticados - tínhamos de deixar respirar os materiais”.
Suite
O bar “Boalma” está situado junto à receção para também atrair clientes que não sejam hóspedes do hotel. O restaurante buffet, gerido pelo chefe Jorge Fernandes oferece aos clientes uma cozinha portuguesa reinventada. O restaurante “Luz” destaca-se por receber uma vasta luz natural, transmitindo uma inspiração da alma e riqueza lusitana.
Restaurante Luz

Todos os quartos dispõem dos mais variados equipamentos, como secador de cabelo, ar condicionado, cofre, cafeteira elétrica, máquina de café Nespresso, minibar e tábua e ferro de engomar. Os produtos de higiene são da Aromas de Portugal. O hotel dispõe de ligação Wi-Fi gratuita e serviço quarto 24 horas para todos os seus clientes.

Zona de repouso do spa


Piscina interior


Piscina exterior



sexta-feira, 1 de setembro de 2017

"Realmente" com muita garra e dedicação

Mesmo em frente do Palácio Nacional de Queluz há um simpático bairro de casas antigas, pequenas, em travessas pequenas mas acolhedoras. O Bairro Almeida Araújo, conhecido popularmente como Bairro do Chinelo, é o centro histórico desta pequena cidade às portas de Lisboa, que é conhecida mundialmente pelo seu palácio real. Este bairro mantém as características de aldeia pois está incluído na Zona Especial de Proteção do Palácio Nacional de Queluz, sendo proibida qualquer construção nova.
As primeiras referências ao bairro são de 1757, tendo sido construído para alojar as pessoas que trabalhavam no palácio, assim como diversos artífices. Originalmente as habitações eram de madeira, pedra e cal, mas foram sendo melhoradas ao longo dos anos. Haveria também no bairro uma cavalariça, uma adega e algum comércio, além, claro está, das lojas dos artesãos..
Quem vem de Lisboa e sai da IC 19 em direção ao Palácio de Queluz, vê logo à sua direita uma fonte. Do Chafariz da Carranca, também conhecido por Fonte da Pedra Lavrada, do século XVIII em estilo barroco tardio, sobressai uma cara feia e mal-humorada donde a água brota. Atrás do chafariz, não passa despercebida uma casa pintada de amarelo – o restaurante Realmente.
Pormenor da mesa posta
A família de Cátia Rocha, a proprietária e chefe de cozinha do Realmente, sempre viveu no Bairro
Cátia Rocha, a alma do Realmente
do Chinelo. Ao entrar na idade adulta, Cátia bateu asas de Queluz. Mudou-se para Belas e começou a trabalhar em eventos. Um dia, foi visitar a mãe e soube que o restaurante da casa amarela (à época o Bica de Azeite) ia fechar. Num abrir e fechar de olhos, Cátia decide avançar. Com o apoio da família e de amigos, põe o Realmente a funcionar em meros cinco (loucos) dias! “Foi uma experiência completamente nova, pois ninguém tinha experiência na área. Foi um mergulho no escuro”.
O Realmente, um projeto totalmente familiar, abre portas a 29 de abril de 2014 com uma ementa de essencialmente comida típica portuguesa e de autor, com pratos nacionais mas com toque pessoal como o “Polvo à lagareiro em cama de espinafres”, o “Salmão à Bolhão Pato” (um dos best sellers do restaurante), os “Filetes de pescada com açorda de espargos” ou o “Porco doce com redução de balsâmico”.
Lombo de bacalhau com broa
“Estando em frente de um monumento muito visitado por estrangeiros tínhamos de ter pratos tipicamente portugueses”, conta Cátia Rocha ao “Cadernos de Viagem”. “No entanto, como gosto muito da cozinha asiática, não resisti alguns toques orientais, como por exemplo o atum braseado com sésamo e coentros vietnamitas..
Medalhões de tamboril com manga e romã
Aos poucos, foi introduzindo novos pratos na ementa em combinações bem originais, como os "Medalhões de tamboril com manga e romã", e mais pratos vegetarianos, como “Rolos de papel de arroz com queijo da ilha e rúcula” ou ”Tentúgal de legumes com requeijão e amêndoas”.
A nível de sobremesas, todas feitas no restaurante, Cátia realça a pera cozida em groselha com lúcia-lima que lembra a pera bêbada mas que não é cozida em vinho tinto, e a tarte de maçã com vinho do Porto e, claro, a eterna tarte de amêndoa.
Tarte de amêndoa
Desde o início o mais importante é a qualidade dos produtos. Cátia Rocha confia nos seus fornecedores que até à data ainda não a desiludiram.
Estes três anos e meio de restauração deram novas experiências a Cátia Rocha e à sua equipa. Para o futuro gostaria de desenvolver a parte informal do café, tendo mais clientes locais que vão somente ao Realmente para beber um copo e comer uns petiscos, como por exemplo os deliciosos “Mexilhões salteados com tomate e coentros” ou “Tempura de camarão com sweet chilli e amêndoa”, não faltando a “Farinheira com ovos mexidos”.
A sala de jantar


O Realmente é sem dúvida um restaurante da realeza de produtos e de confecção dos mesmos onde vale realmente a pena ir jantar ou petiscar.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Casal de pandas em Berlim


O  novo casal de pandas do jardim zoológico de Berlim recebeu ontem visitas importantes. A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente chinês Xi Jinping inauguraram ontem o novo Jardim dos Pandas com uma área de 5 mil m².


Angela Merkel e Xi Jinping

Com mais de três milhões de visitante por ano, o Jardim Zoológico de Berlim e o seu Aquário são uma das atrações mais visitadas da capital da alemã.
O Jardim dos Pandas


Este casal de pandas, Meng Meng e Jiao Qing, chegou a Berlim no dia passado 24 de junho, tendo viajado na Lufthansa Cargo de Chengdu, na China. 
Os bilhetes de avião dos pandas
Durante a longa viagem, os pandas tiveram à sua disposição muitos snacks de bambu e muita água; o chão foi coberto com um tapete absorvente para que os pandas não estivessem aquelas longas num ambiente com um cheiro desagradável. 


Snacks de bambu

Jiao Qing, macho, de 7 anos e Meng Meng, fêmea, de 4 anos, ficaram longe do olhar do público durante algum tempo para se habituarem ao seu novo lar. A direção do jardim zoológico espera que vivam 15 anos.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Lago Lanier: um lago artificial … que parece natural

Pôr do sol
No final dos anos 50 do século XX, o Corpo de Engenharia do Exército dos Estados Unidos criou um lago no norte do estado da Geórgia (EUA) ao construir a barragem Buford no rio Chattahoochee, alimentada igualmente pelas águas do rio Chestatee. Ao lago deram o nome do poeta Sidney Lanier. 
Água a perder de vista
O lago é muito grande: 38 000 hectares (150 km²) de água e 1114 km de litoral com mais de 90 reservas naturais estatais e comunais. É lindo e muito relaxante. O ideal para se ganhar energias da vida stressante do dia-a-dia.
O objetivo principal para a criação do lago em 1956 foi o fornecimento de eletricidade, navegação e controlo de inundações do rio Chattahoochee, assim como o fornecimento de água à grande metrópole de Atlanta. O projeto de 1 mil milhão de dólares aprovado seis anos antes obrigou ao realojamento de 700 famílias que ali viviam para se poder inundar a área e criar o lago. Parte do trajeto da autoestrada 53 teve de ser redesenhado pois passava muito perto das margens do lago.
@Daniela Müller
Estabelecida em 1957, a Marina Holiday tornou-se um sinónimo do Lago Lanier. Em 1997, o lago Lanier recebeu a conferência Bilderberg.
Todos os anos, o lago Lanier transforma-se num a aldeia natalícia com mais de 9,7 km de luze. “Magical Nights of Lights” é um espetáculo de luz e sim que corre por toda a aldeia do Natal.
Interessante é a situação legal do lago. Apesar de se encontrar no estado da Geórgia, três estados têm direito à sua água: Geórgia, Alabama e Florida. E porquê? Uma lei federal diz que todos os estados por onde correm os rios que alimentam um lago têm direito às suas águas.
Vista da varanda do chalé


Para se gozar verdadeiramente o lago o ideal é alugar-se um dos muitos chalés, a maioria deles de madeira, que existem à beira lago, construídos no meio da floresta densa que o envolve. É um verdadeiro descanso mental estar sentado na varanda da casa a olhar para as florestas e para as calmas águas. 
Descansar o corpo e a alma 
Ou então levar uma espreguiçadeira para o pontão de atracagem do barco (todas as casas têm barcos de veraneio) e ali ficar a “jiboiar”, ou seja, não fazer nada. Querendo atividade, podem dar-se longos passeios à beira água, nadar até a uma das muitas ilhas que existem no meio do lago, pescar (achigãs, robalos riscados, carpas, douradas amarelas, entre muitos outros) ou então fazer remo ou caiaque – aliás estas duas disciplinas olímpicas tiveram aqui o seu cenário durante os Jogos Olímpicos de Verão de 1996. Em 2003 realizou-se aqui o Campeonato Mundial de canoagem. E no final, para ganhar forças, nada melhor do que um churrasco – todas as casas estão equipadas com churrasqueiras para que um bom bife grelhado não falte aos veraneantes.