Tudo o que anda à volta das viagens e muito mais para sonharmos e viajarmos sem sair de casa e para ficarmos com vontade de fazer a trouxa e sair por esse mundo fora
Mostrar mensagens com a etiqueta Botsuana. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Botsuana. Mostrar todas as mensagens
domingo, 12 de março de 2017
domingo, 26 de fevereiro de 2017
Botsuana - dia 2 -Maun
No aeroporto todos estavam sem stress mas com grande simpatia.
O avião que nos levou a Maun era uma avioneta ATR 42/72 de 48 lugares e que ia com metade da ocupação.
E apesar de ser um voo de aproximadamente 2 horas é servido um pequeno Snack com uma grande sandes, uma barreira de müsli e vinho merlot.
À chegada a Maun estava à nossa espera o David da empresa de aluguer Britz que nos levou ao depósito onde levantámos jipes.
Porém antes de irmos aos jipes tivemos que parar no supermercado para nos abastecermos. É que a partir de amanhã vamos estar num Parque Natural onde não há nada. E como hoje é domingo as lojas fecham às 15h.
Seguimos então para o depósito dos jipes. Tratámos
da papelada, recebemos as explicações sobre o funcionamento e verificámos se tudo estava bem.
da papelada, recebemos as explicações sobre o funcionamento e verificámos se tudo estava bem.
Segundo Jack, da empresa de alugueres , a picada para Savuti, para onde queremos ir amanhã, está inundada. Mas a informação que temos do campo é que não está impraticável. Que fazer ? 4 do grupo é da opinião que se deve manter o plano. Para os outros 2 será melhor fazer o caminho ao contrário pois talvez as picadas sequem. Ganha a maioria. Mantemos o plano. No entanto, amanhã de manhã vamos perguntar aos "rangers" e repensamos a decisão.
E começou logo. O GPS que alugámos não deteta os satélites, ou seja, de pouco serve.
Conseguimos porém chegar ao Maun Rest Camp. Estamos praticamente sozinhos mesmo junto ao rio (esqueci-me de perguntar se há crocodilos ...)
Abrimos as tendas que estão no tejadilho enquanto outros grelhavam a carne para o jantar.
O campo é idílico com imensos ruídos de insectos e pássaros.
Que bem se está no campo !
#Botsuana #Maun #MaunRestCamp #jipes #Britz #AirBotswana
#Botsuana #Maun #MaunRestCamp #jipes #Britz #AirBotswana
Botsuana - dia 1 -Joanesburgo
Como o nosso voo é amanhã cedo resolvemos reservar um hotel perto do aeroporto. Em Kempten Park há uma série de alojamentos - de quartos em camaratas, a Airbnb, passando por hotéis e "lodges" - que vivem da proximidade do aeroporto O R Tambo.
Escolhemos o Aero Lodge por nos parecer simpático e oferecer transporte do e para o aeroporto. Está a 10 minutos do aeroporto, ou seja, pedem-nos que depois de levantarmos as malas lhes telefonemos para eles nos irem buscar.
À saída da zona da recolha de bagagens parámos para provar - e comprar - a bebida sul-africana: Amarula. Tínhamos pensado comprar uma garrafa amanhã antes da partida para o Botsuana mas felizmente a vendedora chamou-nos a atenção para a legislação botsuaniana que não permite a entrada no país de bebidas (e outros produtos) comprados sem impostos nas lojas de duty-free.
Os quartos estão decorados com móveis antigos. Nas casas de banho os lavatórios estão assentes em mesas de toilette antigas. Os roupeiros são bonitos roupeiros antigos de madeiras africanas.
A sala de jantar tem uma mesa com chá e café disponíveis gratuitamente durante 24 horas e um "honesty bar" de onde qualquer cliente pode tirar o que lhe apetecer tendo de anotar num caderno que está sobre o balcão.
Jantámos no "lodge". A sala de jantar tem nas paredes quadros com figuras de mulheres africanas com os seus trajes coloridos.
Comemos uma salsicha típica sul-africana feita com carne de vaca e um fantástico medalhão de vaca grelhado, mais tenro do que manteiga no verão. A carne veio acompanhada por legumes salteados, dos quais a abóbora era a rainha. O segredo: a cozinheira junta um pouco de açúcar mascavado ao salteado. Sem duvida que irei experimentar quando regressar a casa.
Acompanhámos a refeição com um garrafa de vinho Fat Bastard, monocasta, shyraz, muito bom.
O nosso primeiro dia de férias foi delicioso e sossegado.
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Botsuana - dia 0 - Partida
O dia da partida. Check-in feito. Mala feita. Levamos pouca coisa pois o jipe é tipo barco com pouco espaço para arrumar a nossa tralha.
A arrumação dos PAX no avião foi difícil O avião vai cheio que nem um ovo. Será por causa das promoções - nós pagamos uma pechincha de €275 de Lisboa-Joanesburgo-Lisboa? Ou será que as pessoas aproveitam para passar o Carnaval em Angola com a família?
Na rota de Lisboa, a única europeia, a TAAG opera Boeing 777-300 da última geração. São aviões simpáticos, espaçosos - mesmo em Económica - e bem iluminados.
Descolámos com meia hora de atraso mas o vento deve estar de feição porque vamos chegar 10 minutos mais cedo.
Ainda bem que o voo é noturno pois a oferta de entretenimento não é muito atual.
A ceia servida foi boa: entrada: salmão fumado, prato: medalhões de pescada com esparregado e batatas, sobremesa : bolo da floresta negra. O vinho era corrente, de Cantanhede. Podia ser melhor mas bebia-se.
São 2h e parece que todo o mundo dorme. Um voo muito sossegado.
Houve porem pequenos incidentes. Um passageiro de Económica foi à casa de banho da Executiva pois era a que estava mais perto do seu assento. Entrou e trancou a porta. Um comissário viu, foi à casa de banho e abriu-a de fora, expondo o passageiro já sentado no trono! A reação do passageiro foi rápida: levantou-se e voltou a trancar a porta. Quando saiu o comissário advertiu-o: "O senhor não pode passar para este lado da cortina!" Esta é no entanto uma das leis. Ao escritas da aviação. Eu lado nenhum vem avisado de que é proibido passar as cortinas.
Um ponto fraco na TAAG é a manutenção das casas de banho. Não têm sabonete, nem papel protetor da sanita. Algumas sobrem lenços de papel para limparmos as mãos. E estão sempre sujas com muitos papéis no chão. A tripulação não deve estar instruída para cuidar das casas de banho.
Ao contrário da ceia o pequeno almoço foi muito fraco. Um pão seco e um mini-croissant de massa de pão de leite, uma manteiga e um doce.
*****
O transbordo em Luanda foi muito suave e rápido não tendo dado sequer tempo para nos sentarmos. Uma passageira, também em trânsito, queria fumar. Perguntou pela sala de fumo. Qual não foi o seu espanto quando lhe pediram 1500 Kwanzas (ca. €8,90)!!!!! Parece que os angolanos fazem uma boa prevenção tabágica: para se fumar é preciso pagar.
O voo para Joanesburgo foi igualmente suave. No entanto nesta rota a TAAG não opera os seus aviões mais modernos. Viajámos num Boeing 777-200 já com alguns anos.
Assim que levantámos voo, caí num sono profundo , só tendo acordado quando começou o serviço de bordo.
O pequeno almoço foi bastante composto: ovos mexidos, mini salsicha e u, acompanhados com um pãozinho, mini-croissant, manteiga e doce
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Botsuana 2017 - Os preparativos
Os preparativos
Uma viagem nunca
começa no dia da partida. Começa normalmente muitos meses antes. Não se trata
somente da marcação dos voos mas de todo um conjunto de preparativos,
essenciais para que a mesma corra o mais suavemente possível.
Especialmente uma
viagem de aventura carece de uma preparação meticulosa para não sermos
surpreendidos por imprevistos que podem ser evitados – é que uma viagem deste
género já tem por si muitas situações inesperadas. O importante é fruir da
situação – e tal só é possível se for bem preparada.
Esta preparação é
muito boa pois a viagem não se resume somente aos dias que estamos no país.
Passámos muitas horas a recolher o maior número de informações sobre o país, o
custo de vida, o estado das estradas/picadas, dos parques de campismo e até
sobre os animais que eventualmente iremos encontrar. Preparámos até um pequeno
cartão com o desenho das marcas das patas dos animais para assim podermos saber
que animais estiveram junto ao nosso jipe durante a noite. Num outro cartão
levámos a descrição e a imagem das diferentes espécies de antílopes para assim
sabermos que animais vimos no caminho.
·
Data da viagem: de 24 de fevereiro a 5 de março
Porquê estas datas ? Quisemos aproveitar a semana do carnaval na qual
pouparíamos um dia de férias por causa do “feriado” de 3ª feira de Carnaval.
Além disso, não gostamos de viajar na estação alta (férias grandes da África do
Sul em julho e agosto), apesar de a época das chuvas ser normalmente
aconselhada a evitar.
Ao viajar em fevereiro, ou seja, na época das chuvas, temos de contar que
algumas estradas /picadas se encontrem impraticáveis ou perigosas, o nível das
águas dos rios sobre bastante. Já estamos mentalmente preparados para picadas
com muita lama – e no norte do Botswana há uma lama conhecida por “black cotton”,
extremamente escorregadia.
Mas pelo que temos visto na webcamera de Kasane da ONG Elephants without
Borders os animais continuam ir beber aos charcos, apesar de haver água em todo
o lado.
·
Vacinas
Além da prevenção da malária (há mesmo muita malária no Botswana, em
especial no norte) não é necessária vacinação nenhuma especial.
·
Roupa
Roupa clara e de manga comprida – a melhor prevenção contra os mosquitos.
Além disso, deve levar-se repelente de mosquitos.
Na época seca, as noites podem ser frias.
.
·
Orçamento de viagem
Tentando limitar o afluxo de turistas, o governo do Botswana optou por uma
política de preços algo dissuasiva. Se a viagem de avião até Joanesburgo foi
bastante barata (€ 275 por um bilhete de ida e volta na TAAG a partir de Lisboa !!!!!),
já o voo de Joanesburgo até Maun, no norte do Botswana, foi bastante mais caro:
por um voo na Air Botswana de menos de 2 horas de duração pagámos à volta de €
350!
O aluguer dos jipes com tendas no tejadilho (a Southern Off Road foi quem
nos fez os melhores preços), totalmente equipados, ronda os € 120 (época baixa)
- € 300 (época alta) por dia, a que se junta o preço do combustível (aprox.
0,80/0,90 € por litro) . Para se entrar num parque nacional, há que pagar uma
taxa de aproximadamente € 15 por pessoa e por dia, quer se fique num lodge
ou num parque de campismo, além do preço para a pernoita, que é muito elevado
no meio dos parques nacionais. Por
exemplo, por uma noite no Savuti Campo pagámos € 50 por pessoa e por noite –
mesmo tendo ficado a dormir nas nossas tendas!
No enanto, a maioria dos parques de campismo tem preços “normais” à
volta dos P 100 (mais ou menos € 8.50).
Há passeios que exigem um guia, por exemplo, se quisermos fazer um safari a
pé, ou um passeio de mokoro (barco tradicional), sobrevoo do delta do
Okavango, que vão fazer subir os orçamentos de viagem.
Além de vermos animais há também de comer e acima de tudo que beber.
Segundo lemos, o preço de uma refeição ronda os € 15 - 20 €.
·
Veiculo 4x4, vulgo,
jipe
Alugar um veículo 4x4 no Botswana não é nada difícil pois existe uma grande
oferta, sendo a maior parte de sul-africanos. Há que pedir diversos orçamentos,
compará-los bem (ter atenção especial ao seguro). Para evitar problemas,
escolhemos um seguro contra tudo.
É muito útil ler os comentários ao jipes nos fóruns respetivos para sabermos
avaliar as ofertas.
Depois de estudarmos todas as opções (Land Rover Defender, Toyota Hilux,
Ford ranger e Land Cruiser ) decidimo-nos por um Toyota Hilux da Southern off road, uma empresa baseada na
África do Sul mas com escritórios em Maun e em Kasane. Segundo lemos, as empresas
sul africanas têm veículos mais bem equipados, mais modernos e com melhor
manutenção.
Os nossos jipes vêm com
Equipamento de camping
- Canópia de alumínio
- 2 x tendas no tejadilho com colchões, sacos de dormir,
almofadas, lençóis e cobertores
- Toalhas
- 4 cadeiras de campismo
- Mesa de campismo de inox
- Machado
- Pá
- Garrafa de gás
- Depósito de 45 l de água
- Frigorífico de 40 l com cabo de eletricidade de 220V
- Pá de vassoura
- Chaleira
- Extintor
- Compressor de ar
- Macaco para o carro
- 2 x pneus de reserva
Equipamento de cozinha
- 4
colheres, 4 facas, 4 garfos, 4
colheres de chá
- 2
facas de bife
- 1
faca de cozinha,1 faca de pão
- 4
tacinhas para cereais
- 4
pratos rasos
- 4
canecas
- 4
copos altos
- 4
copos de vinho
- 4
copos pequenos
- Espátula
- Descascador
de batatas
- Abre-latas
- Saca-rolhas
- Tábua
de pão
- 1
panela pequena, 1 panela média
- 1
coador
- 1
frigideira
- 1
colher para massa, colheres de servir
- Pinças
para grelhador
- caixas
·
Guias de viagem
Connosco vamos levar dois guias : Bradt e Lonely Planet.
· Roupa
Levamos muito pouca roupa: 1 calções, 1 calça de algodão para a noite (para evitar mordidelas de mosquito), 8 t-shirts, 8 cuequinhas, 1 biquíni, 1 sandálias e 1 sandálias para a água (importante na época das chuvas, porque se tem de observar os cursos de água que se pretendem atravessar a vau)
·
Cartografia
Os melhores mapas da região são os daTracks4Africa (com a indicação da
quilometragem entre dois pontos, mesmo em sítios remotos) e do Reise Know How.
Os da Shell também serão bons.
Planeamos comprar um mapa da Tracks4Africa no aeroporto de Joanesburgo. E
alugámos um GPS na empresa de alugueres de jipes
·
O itinerário
Se tudo correr como planeados, chegaremos a Maun no domingo às 13.45. Aí
iremos recolher o jipe, partindo de imediato para fora da cidade.
Reservámos espaço no Old Backpackers, junto ao rio Thamalakane, um braço do
Okavango, a somente 13 km de Maun..
Na 2ª feira e na 3ª feiras teremos as etapas mais difíceis. Vamos para Savuti,
no Parque Chobe. Como tem chovido muito, calculamos que as picadas estejam
todas enlameadas.
Na 3ª feira ao final da tarde, chegaremos a Kasane. No dia seguinte iremos
ver as Cataras de Victoria do lado do Zimbabué, que parece ser o lado mais bonito.
Na 5ª feira, sairemos de Kasane em direção a Nata. Ficaremos a 53 km de
Nata, num parque onde os elefantes andam à vontade
Na 6ª f, regressaremos ao ponto de partida, a Maun. E no sábado, se ainda
houver tempo, vamos tentar fazer um passeio de mokoro, as canoas típicas
do Okavango, antes de partirmos. Depois será entregar os jipes e apanhar o
avião para Joanesburgo, daí para Luanda e finalmente para Lisboa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)