Tudo o que anda à volta das viagens e muito mais para sonharmos e viajarmos sem sair de casa e para ficarmos com vontade de fazer a trouxa e sair por esse mundo fora
quarta-feira, 15 de março de 2017
domingo, 12 de março de 2017
quarta-feira, 8 de março de 2017
SC CRUZEIROS LANÇA NOVO CONCEITO COM PROGRAMA DE INOVAÇÃO DIGITAL POR TODA A FROTA – MSC for Me
O programa terá início no MSC Meraviglia, o primeiro mega navio de próxima geração da companhia a ser entregue em menos de 90 dias, inserido no plano de investimento de €9 mil milhões da companhia, sem precedentes na indústria
O MSC for Me disponibilizará alguns dos mais recentes avanços da tecnologia centrada no cliente, num programa criado para satisfazer as necessidades dos viajantes nos próximos anos. Será lançado no MSC Meraviglia, o primeiro mega navio de próxima geração da companhia que será entregue em Junho deste ano e que estará equipado com 16,000 pontos de ligação, 700 pontos de acesso digital, 358 ecrãs interactivos e informativos e 2,244 camarotes com acesso a tecnologia RFID/NFC. De seguida o programa será implementado no MSC Seaside, em Novembro.
A equipa de Business Innovation da MSC Cruzeiros, apoiando a visão e liderança de Pierfrancesco Vago, Presidente Executivo da Companhia, supervisionou o desenvolvimento, projecto e construção integrados dos novos navios. Existirão três novas classes de navios construídos com base em três novos protótipos no âmbito do plano de investimento de dez anos da companhia. Neste sentido, a MSC Cruzeiros vai assegurar que a tecnologia de última geração estará totalmente incorporada em todas etapas do processo de desenvolvimento de cada protótipo, desde a criação e construção até à entrega de cada navio individualmente.
Pierfrancesco Vago, Executive Chairman da MSC Cruises, afirmou que: “Desde o primeiro dia, a inovação tem estado na essência do que a MSC Cruzeiros representa. Sempre que introduzimos no mercado uma nova classe de navios, desenvolvemos um novo protótipo, para que possamos responder à evolução das necessidades dos nossos viajantes. Esta abordagem distinta conduziu a um crescimento de mais de 800% nos primeiros dez anos desde que entrámos na indústria dos cruzeiros.”
“A amplitude e escala do nosso plano de investimento é sem precedentes na indústria e significa que não estamos a planear navios e experiências importantes para os nossos viajantes apenas para os próximos anos, mas também para os que serão bem-vindos a bordo num futuro tão longo quanto 2030 e para além dessa data. A tecnologia ao serviço da experiência do viajante está a avançar a um ritmo rápido, razão pela qual já investimos €20 milhões apenas nos primeiros dois navios, de modo a desenvolver a tecnologia e as infraestruturas com capacidade para responder às necessidades dos viajantes para os próximos anos”, concluiu Pierfrancesco Vago.
O programa integrado e centrado no cliente tem como objectivo conectar os viajantes à sua desejada experiência de férias através da tecnologia de última geração que é especialmente desenvolvida para responder a todas as necessidades, independentemente de como preferem utilizar a tecnologia enquanto viajam. Luca Pronzati, Chief Innovation Officer da MSC Cruises, concluiu que: “Esta viagem teve início há três anos atrás e hoje os viajantes estão a menos de 90 dias de vivenciar todo uma nova experiência de cruzeiro. Em conjunto com mais de onze líderes especialistas mundiais em ciências digitais, tecnológicas e comportamentais, entre os quais a Deloitte Digital, a Hewlett Packard Enterprise e a Samsung, vamos disponibilizar algumas das últimas e mais avançadas soluções e tecnologias a bordo dos nossos navios – efectivamente, será onde muitas delas estarão disponíveis pela primeira vez num navio de cruzeiro. Tal como cidades inteligentes e conectadas, mas com a complexidade adicional de se encontrarem no mar, a nossa frota vai demonstrar o compromisso da MSC Cruzeiros para com a verdadeira inovação de hoje e dos próximos anos, tornando os nossos navios num destino de férias por si só.”
Necessidade de uma experiência com maior conetividade e digitalmente melhorada para os viajantes
As necessidades dos viajantes impulsionaram o investimento da MSC Cruzeiros no MSC for Me, moldando directamente a experiência de cruzeiro do futuro. Um estudo realizado em parceria com a Deloitte Digital identificou algumas das seguintes conclusões principais:
§ A tecnologia poderá permitir que a nossa tripulação preste um serviço ainda melhor aos nossos viajantes e, em última instância, poderá enriquecer o contacto humano.
§ Com 170 nacionalidades a viajarem connosco, o desafio para comunicar eficientemente com os viajantes é complexo. Existe uma necessidade de disponibilizar informação relevante baseada no perfil do cliente, e os canais digitais podem facilitar a entrega eficaz desta informação.
§ Simplificar e otpimizar o planeamento antes e durante o cruzeiro para ajudar os viajantes a compreenderem melhor todas as ofertas disponíveis, deixando mais tempo para poderem desfrutar das suas férias.
§ Aumentar a experiência para além da ‘vida a bordo’ integrando a experiência do viajante antes e depois do cruzeiro como parte de uma viagem completa do cliente.
Adicionalmente, o estudo mostrou também que mais de um em cada dois viajantes procuram cada vez mais a possibilidade de personalizar a sua experiência de férias tanto antes, como durante o cruzeiro (59%), enquanto apenas um em seis viajantes (17%) pretendem fazê-lo quando estiverem a bordo. Para além disso, cerca de três quartos (73%) dos passageiros demonstraram interesse numas férias no mar num navio com maior conectividade. A pesquisa identificou também que mais de dois em cada três viajantes (69%) gostariam de utilizar um smartphone a bordo, e que mais de um em cada três (36%) usa um tablet enquanto se encontra no mar.
Como resposta à crescente procura por flexibilidade em tempo real, algumas das características inovadoras disponíveis no MSC for Me são as seguintes:
+ Navigation: este localizador digital vai proporcionar aos viajantes conselhos, recomendações e informações sobre tudo o que se passa. A tecnologia é similar a mapas interactivos e poderá ajudá-los a encontrar o seu caminho nos navios com mais de 300metros de comprimento com uma precisão de 5 metros. Também permite aos viajantes localizarem os seus filhos, caso seja necessário.
+ Concierge: permite aos viajantes reservarem serviços, restaurantes e excursões facilmente e em tempo real 24/7.
+ Capture: descoberta imersiva digital através de realidade virtual para prever excursões e uma galeria com ecrãs interactivos mostrando a história única que se desenrola à medida do cruzeiro do cliente, que poderá ser partilhada em tempo real.
+ Organiser: uma ferramenta de planificação para os viajantes realizarem o check-in com o seu dispositivo móvel, reservarem viagens, lugares para espectáculos, ou a melhor mesa ao jantar, antes do embarque e quando estiverem a bordo.
+ TailorMade: este conselheiro digital pessoal vai disponibilizar recomendações personalizadas, baseadas nas preferências. O reconhecimento facial vai ajudar a tripulação a servir os viajantes de uma forma altamente personalizada. As pulseiras interactivas vão ligar o viajante aos serviços do navio e vão activar sugestões geo-localizadas através dos 3,050 sinalizadores de Bluetooth.
No geral o MSC for Me vai disponibilizar aos viajantes mais de 130 características inteligentes destinadas a providenciar uma experiência de férias totalmente optimizada. Isso inclui uma app dedicada para ajudar os viajantes a personalizar as suas férias em qualquer altura da sua viagem, quer seja a reservar as suas excursões previamente ao embarque ou num restaurante de especialidade enquanto descontraem na piscina do top-deck. Este sistema vai melhorar a experiência global dos viajantes, ao mesmo tempo que lhes permite usufruir de mais tempo livre para aproveitar ao máximo as suas férias no mar.
O MSC for Me será inicialmente implementado nos novos navios da companhia, com maior aperfeiçoamento e mais melhorias à medida que cada navio será entregue. As suas características principais serão então implementadas em todos os 12 navios que integram a frota existente da MSC Cruzeiros.
Em 2016, a MSC Cruzeiros recebeu a bordo dos seus navios 1.8 milhões de viajantes provenientes de 170 países. Até 2026, a companhia prevê receber mais de 5 milhões de viajantes por ano.
Líder de Mercado na Europa, incluindo Portugal, na América do Sul e na África do Sul, este ano marca uma etapa importante para a MSC Cruzeiros uma vez que a companhia vai celebrar o baptismo do MSC Meraviglia em Le Havre no dia 3 de Junho e do MSC Seaside em Miami no dia 21 de Dezembro. Neste momento encontram-se em construção mais dois novos navios, o MSC Seaview e o MSC Bellissima e serão entregues em Junho de 2018 e Março de 2019, respectivamente.
Lisboa louva o peixe pela 10ª vez
De 30 de Março a 9 de Abril, Lisboa é sinónimo de peixe. A 10ª edição do festival gastronómico "Peixe em Lisboa", uma organização da Associação Turismo de Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e produção da DOT Global e LGSP Events, vai realizar-se no renovado Pavilhão Carlos Lopes e vai trazer muitas novidades e
prestigiados cozinheiros, que à semelhança
de anos anteriores prometem fazer crescer água na boca a muitos milhares de
apreciadores da boa mesa com sugestões à volta do peixe.
Ainda
nesta edição, existirão ações de sensibilização para o consumo sustentável de
peixe em colaboração com a Ciência Viva –“Peixe com Ciência” (dia 04 de abril),
onde numa sessão informal se discutirá a sustentabilidade do consumo de
produtos do mar sem colocar em risco a biodiversidade do oceano, enquanto se
degustam iguarias cozinhadas com produtos marinhos sustentáveis, acompanhados
com um gin de algas, ou sessões de showcooking
(dia 08 de abril) sobre “Conservas, algas e aquacultura: uma ementa com
futuro”, onde a chefe Patrícia Borges ensina a cozinhar iguarias do oceano,
enquanto Isabel Sousa Pinto, investigador do CIIMAR - Interdisciplinary Centre of Marine and Environmental
Research e por especialistas da Docapesca e da Associação Portuguesa de
Aquacultores, comentarão a sessão. Ainda no mesmo dia, os chefes João Rodrigues
e Alexandre Silva – ambos detentores de estrelas Michelin - sobem ao palco para
preparar receitas gourmet com carapau
seco da Nazaré, explicando ao vivo esta arte e tradição ancestral de secagem do
pescado.
Já estão confirmadas as presenças dos chefes internacionais Ricardo Camarena , um dos cozinheiros espanhóis mais criativos da atualidade, Alyn Williams, cozinheiro londrino que já trabalhou com Gordon
Ramsay, e Sergi Arola, discípulo de Ferran Adrià e Pierre
Gagnaire. A nível nacional teremos Ricardo Costa do The
Yeatman, Milton Anes do Lab/Arola, Rui Paula da Casa de Chá da Boa Nova, Vítor Matos do Antiqvvm, Miguel Laffan do L’AND & Vineyards e José Avillez. Todos eles terão a oportunidade de demonstrar a sua experiência e conhecimento, por que se distinguem na arte gastronómica, tendo já recebido várias distinções ao longo das carreiras, incluindo as sempre disputadas estrelas Michelin.
No “Peixe em Lisboa” marcam ainda presença alguns restaurantes, como A Taberna
da Rua das Flores, que acaba de ganhar o prémio “Mesa Diária” do blogue Mesa
Marcada, pelo terceiro ano consecutivo; o Ibo,
que proporciona sabores de gastronomia portuguesa e moçambicana através de
saborosos pratos de peixe e marisco; o Chapitô
à Mesa, de Bertílio Gomes, onde marca presença a gastronomia tradicional; o Ritz Four
Seasons Hotel Lisboa, com Pascal Meynard e a cozinha francesa; o Arola do
Penha Longa, chefiado por Milton Anes que combina, num estilo próprio, a sua
criatividade e paixão pelas tradições locais com os ingredientes da estação e
que acaba de ser distinguido com uma estrela Michelin; a estreia do restaurante Alma, de Henrique Sá Pessoa,
distinguido com uma prestigiada Estrela Michelin; Kiko
Martins, dos restaurantes O
Talho, a Cevicheria e O Asiático, o Boi-Cavalo de Hugo Brito, numa
cozinha de autor, o Ribamar, onde a tradição dos petiscos continua a ser o que era e o Rabo de Pêxe, de Paulo Morais.
Infelizmente, não há nenhuma cozinheira de destaque nesta edição do Peixe em Lisboa. Qual será a razão deste não reconhecimento das mulheres cozinheiras?
Provas
A
grande novidade em provas nesta 10.ª edição do “Peixe em Lisboa” é a Prova de
Pataniscas (dia 3 de abril), na qual os participantes convidados apresentam a
concurso pataniscas cozinhadas à moda lisboeta. Trata-se de uma prova cega
perante um júri que irá avaliar e pontuar as pataniscas, tendo em conta fatores
como o “Aspeto”, o “Crocante da massa”, o “Sabor e consistência do interior”, a
“Ausência de gorduras” e o “Sabor global” numa escala de 0 a 10. O júri
distinguirá os três melhores classificados, ficando os mesmos com acesso
automático à final. Esta novidade vem juntar-se a outras provas e
iniciativas que marcaram presença nas últimas edições, como a prova “ADN de
Pasteleiro”, realizada pela primeira vez na edição do ano passado e que dado o
sucesso volta a marcar presença (dia 31 de março), reunindo alguns dos mais
promissores pasteleiros a trabalhar em Portugal, que competirão perante
um júri presidido pelo conhecido gastrónomo José Bento dos
Santos. A sempre
concorrida prova “O Melhor Pastel de Nata” também se mantém (dia 5 de abril),
estando ainda previsto, ao longo de todos os dias do evento, tertúlias,
harmonizações enogastronómicas e sessões de showcooking.
Novidades no Peixe
A
pensar nas famílias, a 10.ª edição do “Peixe em Lisboa” conta com uma área
exclusivamente dedicada às crianças, onde os mais pequenos podem fazer
experiências culinárias que têm o peixe e o marisco como estrelas principais,
assim como aprender a cozinhar com ingredientes frescos e a comer de forma
saudável, com a ajuda de nutricionistas.
Ainda
nesta edição, existirão ações de sensibilização para o consumo sustentável de
peixe em colaboração com a Ciência Viva –“Peixe com Ciência” (dia 04 de abril),
onde numa sessão informal se discutirá a sustentabilidade do consumo de
produtos do mar sem colocar em risco a biodiversidade do oceano, enquanto se
degustam iguarias cozinhadas com produtos marinhos sustentáveis, acompanhados
com um gin de algas, ou sessões de showcooking
(dia 08 de abril) sobre “Conservas, algas e aquacultura: uma ementa com
futuro”, onde a chefe Patrícia Borges ensina a cozinhar iguarias do oceano,
enquanto Isabel Sousa Pinto, investigador do CIIMAR - Interdisciplinary Centre of Marine and Environmental
Research e por especialistas da Docapesca e da Associação Portuguesa de
Aquacultores, comentarão a sessão. Ainda no mesmo dia, os chefes João Rodrigues
e Alexandre Silva – ambos detentores de estrelas Michelin - sobem ao palco para
preparar receitas gourmet com carapau
seco da Nazaré, explicando ao vivo esta arte e tradição ancestral de secagem do
pescado.
O
habitual Mercado Gourmet, onde os visitantes podem encontrar uma vasta oferta
de produtos de mercearia fina, azeites, vinhos, gelados, chocolates, enchidos,
queijos, doçaria tradicional, utensílios de cozinha e conservas sem esquecer a
indispensável banca de peixe fresco, estará nesta edição integrado no Food
Court, instalado no salão principal do Pavilhão Carlos Lopes, permitindo a
livre circulação entre os restaurantes e o mercado, numa integração plena de
aproveitamento do espaço e dando ao público a oportunidade de conhecer o que de
melhor se faz e produz em Portugal.
Noites especiais
À semelhança do ano passado, estão ainda
previstas noites com horário prolongado às sextas e sábados até à 1h a pensar
nos mais noctívagos. No primeiro domingo haverá também a “Noite de
Fado”, onde o jantar será acompanhado por uma atuação de fado interpretado ao
vivo.
Nesta
10.ª edição do “Peixe em Lisboa” o sistema de pagamento passa a ser feito
através de cartões de consumo pré-carregados com 15€, substituindo as
tradicionais senhas de refeição anteriormente utilizadas.
Outra
grande novidade na edição deste ano é a existência da App do “Peixe em Lisboa 2017”, disponível para
iOS e Android, onde poderá ter informação sobre todos os detalhes do festival,
perfis dos restaurantes e cozinheiros, assim como uma agenda personalizável. Através
da ligação ao Facebook conseguirá ainda saber se os amigos vão ao festivale, de
forma inovadora, localizá-los no espaço do evento.
domingo, 5 de março de 2017
Botsuana - dia 8 - Maun -Joanesburgo -Luanda -Lisboa
| A lavagem dos jipes |
Dia de partida. Fim de férias.
Antes do pequeno almoço limpámos os jipes por dentro para não termos de pagar R1000 (aproximadamente € 73). A lavagem exterior foi feita por dois rapazes que trabalhavam no parque de campismo onde passámos a noite. Queriam fazê-lo gratuitamente porque
lhes tínhamos dado muitas coisas, mas
nós dissemos-lhe que lhes pagávamos o trabalho. Antes do pequeno almoço limpámos os jipes por dentro para não termos de pagar R1000 (aproximadamente € 73). A lavagem exterior foi feita por dois rapazes que trabalhavam no parque de campismo onde passámos a noite. Queriam fazê-lo gratuitamente porque
À saída do campo nova pequena aventura. O condutor do 2º
jipe não vê o ramo de uma árvore e choca. Parámos para ver o que se tinha
passado. A proteção direita do para-choques ficou ligeiramente para dentro.
Nada que não se resolva rapidamente. Com uma cinta presa a uma árvore voltou à
posição inicial e o jipe não ficou danificado. Chega de aventuras!
A entrega dos jipes foi demorada pois havia muitos pontos
a tratar (por causa do problema com a embraiagem e com o braço do motor) e
muitos outros a reclamar. Mas felizmente o aeroporto ficava ao virar da esquina
e depressa nos pusemos lá. O aeroporto é mini e tudo se processa rapidamente.
Tem uma única sala de embarque e uma única loja.
Viagem sem problemas até Joanesburgo e depois até Luanda.
| Delta do Okavango visto do ar |
| Joanesburgo visto do ar |
| Luanda vista do ar |
Espera de 1h35 no aeroporto de Luanda. Vimos todas as
lojas. São poucas e vendem praticamente o mesmo - mas os preços variam de loja
para loja.
O passeio acabou.
#Botsuana #Maun
#Botsuana #Maun
sexta-feira, 3 de março de 2017
Botsuana - dia 7 - Nata - Maun
Desiludida com o Elephants Sands. Nem um único elefante se passeou por entre as tendas. Mas como temos visto taaaaaantos elefantes também não foi grave.
Passámos por Nata e não vimos o desvio para Maun. Seguimos a A33 em frente. A estrada, alcatroada , já não era tão boa como a de até Nata. Tinha grandes crateras e nalguns locais havia sinalização de perigo por água parada na estrada.
Após termos andado 30 km , H constatou que ainda não tínhamos visto nenhuma indicação para Maun, só para Francistown. Parámos e perguntámos a umas senhoras que confirmaram que estávamos errados.
Voltámos para trás e aproveitámos para comprar umas empadas para o almoço.
Acabámos por sair de Nata às 13.30.
Esta situação foi-se repetindo com alguma frequência.
Quando acabaram os troços alagados, começaram as crateras. Enormes. A toda a largura da estrada. Parecia que estávamos a fazer slalom para evitar os buracões.
Em Maun voltámos a ficar no Maun Rest Camp onde fizemos um belíssimo churrasco - o último desta viagem.
Botsuana - dia 6 -Kasane - Kazungula - Nata
Acordámos , desmanchámos as tendas e fomos para Kazungula, para a Toyota.
A oficina é nova, tendo sido inaugurada no ano passado. O pessoal era todo muito atencioso e profissional. Viram o carro e logo nos disseram que, como o veiculo ainda estava na garantia, só iríamos pagar o que não estivesse coberto.
O arranjo iria demorar 4 horas.
Como ocupar o tempo?
Em primeiro lugar fomos tomar o pequeno almoço. Descobrimos uma padaria com fabrico próprio. Na vitrine umas empadas de massa folhada muito estaladiça com recheio de carne picada. Deliciosas! O padeiro começou a trazer para o balcão umas mini pizzas com muito bom aspeto, acabadinhas de sair do forno. Picantes e deliciosas. Pedi para ver a sala do fabrico. Tudo muito limpo e ordenado. Só usam produtos naturais e é tudo feito segundo os métodos tradicionais.
Entre as várias opções de ocupação do tempo, decidimo-nos fazer um passeio no rio Cuando (rio Chobe). Voltámos ao Chobe Safari Lodge e organizámos um barco que nos levou pelos meandros do rio, tanto na parte do Botsuana como na Namíbia.
Foi um passeio fantástico. Vimos imensos crocodilos, iguanas , hipopótamos, elefantes, girafas, búfalos, kudus, impalas e centenas de pássaros diferentes coloridos.
| Crocodilo |
| Crocodilo |
| Iguana |
Entre os muitos pássaros que vimos mais interessante foi o pássaro- guarda chuva: para pescar abre as asas em guarda-chuva. Ainda deixa de ter o reflexo do céu na água e ele consegue ver ver os peixes debaixo de água.
| Pássaro guarda-chuva |
Muito excitante foi a perseguição que uma hipopótamo fêmea fez ao nosso barco. O barco estava relativamente perto dela e da sua cria e ela sentou que tinha de defender a sua cria.
| Ataque da hipopótamo-fêmea ao nosso barco |
| hipopótamo-fêmea com cria |
O hipopótamo é considerado o cavalo do rio. O seu nome vem de duas palavras gregas: "hippo" que significa "cavalo" e "potamos" que quer dizer "rio".
É o mamífero africano mais imprevisível e mais perigoso. Quando pensamos em animais africanos qual consideramos o mais perigoso? O leão ? O rinoceronte ? O elefante ? Sim, todos eles são perigosos. Apesar do seu aspeto algo pachorrento e apesar de serem herbívoros, o hipopótamo é um animal extremamente violento. É o 3º maior mamífero de Africa, só sendo ultrapassado em tamanho pelo elefante e pelo rinoceronte. Mede em média 3,9 m de comprimento, 1,5 m de altura e pesa 4500 kg. Só a pele pesa 500 kg!!!!
Este enorme corpo é suportado por quatro patas pequenas com um ar muito frágil. E no entanto chegam a fazer 30 km por hora.
Os hipopótamos comunicam uns com os outros por ruídos estranhos aos nossos ouvidos.
Os olhos, as narinas e os ouvidos são pequenos e estão na parte superior da cabeça. O olfato e a audição superam a visão. Ao fechar os ouvidos e as narinas, os hipopótamos podem ficar 6 minutos debaixo de água. Aliás, movimentam-se andando nos leitos dos rios.
| Hipopótamo a passear em terra |
Os hipopótamos vivem em grupo até 20 animais. Cada grupo é liderado por um macho. Em tempos de seca - o que não é agora o caso -, diversos grupos de hipopótamos têm de viver perto uns dos outros o que cria muitas tensões entre eles.
As fêmeas têm gestações de 240 dias e só dão à luz um cria de cada vez. Apesar de começarem a comer erva às três semanas, as crias mamam até aos 8 - 12 meses. Tornam -se adultos aos 5 - 7 anos.
À hora combinada voltámos à oficina. Foi-nos feito o relato dos estragos: uma árvore entrou no fole da direção e partiu um rolamento e um dos anéis da embraiagem estava partido e que felizmente estava na garantia do veículo. O jipe foi entregue cuidadosamente lavado, um brinquinho. Nem parecia o mesmo.
Saímos da oficina às 15h30. No caminho para Nata apanhámos uma grande chuvada tropical e vimos muitas manadas de elefantes - com crias a mamar! -, muitas girafas e muitas impalas.
Botsuana - dia 5 Cataratas de Vitória
Acordámos com as nossos jipes rodeados de uma família de javalis com inúmeras crias. Um pouco mais afastada uma impala - que depois até se atreveu a vir junto de nós e comeu a comer da mão da B.
O plano para hoje era ir até às Cataratas de Vitória. Mas não queríamos ir com os nossos jipes porque iria ficar muito caro e burocrático, além de ficarmos à mercê de polícias corruptos. Ou seja, o mais importante hoje era tratar de arranjar um transporte para as cataratas. Apesar de normalmente esses passeios se organizarem de véspera , fizemos ver aos agentes que há que saber dar a volta e se tinham ali 6 clientes que queriam um serviço deveriam arranjar -lho. E após alguns telefonemas, TT (os bostuanianos têm nomes muito complicados de pronunciar e simplificam usando somente iniciais) disse -me que dentro de uma hora e meia chegaria o carro para nos levar às Cataratas.
Mas ainda mais importante era esclarecer o arranjo do jipe. Após vários telefonemas para a África do sul, conseguimos um contrato do representante local da Britz que veio ter connosco ao campo. Ouviu os ruídos e disse que o jipe não estava em condições de ir para a estrada.
Combinámos então que a Britz trataria de arranjar uma solução e que voltaríamos a falar ao final do dia.
Fomos então para às Cataratas de Vitória. Para dar a volta à burocracia, estes passeios fazem-se com dois carros: um vai do hotel à fronteira bostuaniana e o outro vai da fronteira do Zimbábue até às Cataratas. Os funcionários botsuanianos da fronteira são muito simpáticos e descontraídos e até sabem umas palavrinhas em Português, possivelmente graças à proximidade de Angola.
Segundo consta o primeiro europeu a ver às cataratas foi o explorador inglês David Livingstone. Ficou tão maravilhado que as dedicou à sua rainha , a rainha Vitória.
As águas do rio Zambeze chegam aquele local e caem dum altura de 98 numa de mais de um quilómetro. A força da queda da água é tão forte que a neblina que provoca ao cair sobre até ao cimo, vendo-se a grande distância.
A beleza destas cataratas deixa-nos extasiados. Podemos ficar horas a olhar as água revoltas do Zambeze a cair pelo precipício.
Regressámos a Kasane ao final da tarde. Entrada no Botsuana tivemos de passar por um tapete de desinfetante para desinfectar as solas dos sapatos.
Voltámos a ligar para Joanesburgo para saber que decisão tinha sido tomada. Nem queríamos acreditar na resposta que nos deram: "Não falámos com ninguém".
Tivemos que lhes explicar bem claramente que tínhamos de sair de Kasane mesmo no dia seguinte pois dali a dois dias seria o nosso voo para a Europa.
Ligaram-nos alguns minutos depois para nos dizer que fossemos no dia seguinte à oficina da Toyota. Onde ? Que procurássemos ....
Ficámos tão aborrecidos que resolvemos ir jantar fora em vez de fazer o churrasco planeado. GG, o recepcionista, aconselhou-nos o restaurante do "Lodge" em frente onde comemos uns filetes de um Peixe do rio, panados, com legumes , e uns deliciosos bifes, muito tenros.
Amanhã será outro dia.
#Botsuana #CataratasdeVitória #Zimbabué #cataratas #Vitoria
quinta-feira, 2 de março de 2017
Botsuana - dia 4 Savuti-Kasane
Depois da estafa do dia anterior preparámo-nos calmamente. Fizemos um belo pequeno almoço com ovos mexidos, manga, chá, café.
#Botsuana #Savuti #Kasane #ChobeSafariLodge #Chobe #Safari #Lodge #zebras #impalas #zebra #impala #kudu #elefante #elefantes #girafa #girafas #facoceiros #boboletas #borboletasamarelas
Saímos 10.25. Na porta do acampamento informámo-nos sobre o estado das picadas até Kasane. "Muito melhor. Se conseguiram chegar até Savuti , agora é muito mais fácil."
Consolados com esta resposta metemo-nos a caminho.
Realmente a picada não era o "black cotton", a lama escura muito escorregadia que tivemos ontem, mas muita areia fina. Para fazer os primeiros 7 km demorámos 1h15.
Uma consolação: vimos uma grande manada de zebras rodeadas de impalas e alguns kudus.
Ao Km11, tivemos pela frente um charco enorme e muito fundo. Como atravessá-lo? A parte menos funda era o lado esquerdo mas este estava obstruído por duas árvores. A solução foi remover as árvores. Como? Pusemos as cintas de puxar os carros à volta do tronco e um dos jipes em marcha-atrás arrancou as árvores com as raízes!
Contra todas as regras toda a gente fora do carro para fazer esta operação. A dada altura sai da selva a uns 200 m à nossa frente um elefante. Olhou para nós mas seguiu o seu caminho.
Os condutores passaram os jipes mas nos fomos pelas bordas. A meio caminho ouvimos um ruído vindo da selva. Entre os arbustos vislumbrei a orelha dum elefante. Disse à P que era melhor irmos pela água mais rapidamente. Uff!
As dificuldades com poças de água continuaram. Fizemos 20 km em 3 horas!
Chagámos à Porta Ghoha, uma das entradas norte do Parque Nacional de Chobe às 14. Parámos à sombra para descansar e fazer um piquenique.
Mas lá por termos saído do Parque tal significou que as picadas fossem boas ou que as estradas fossem alcatroadas. Continuaram picadas em mau estado com muita areia fina e solta que faziam o jipe rabear.
Mas há sempre consolações. No meio duma picada vemos uns manada de girafas que comia placidamente as folhas mais altas das árvores.
As girafas são uma presença sossegada nas planícies africanas. Ninguém tem dúvidas de que a girafa um ícone africano.
O seu nome vem da palavra árabe "xirapha" que significa
"que anda rapidamente". Aplica-se que nem uma luva pois as girafas
podem galopar a uma velocidade surpreendente de 55 km por hora. No entanto,
ficam rapidamente sem fôlego por causa da sua traqueia comprida.
O seu nome científico é "girafa camelopardis" vem da crença
antiga de que estes animais eram camelos com a pele do leopardo. A única parecença com camelos é o facto de aguentarem muito tempo sem beberem, pois
hidratam-se com as plantas que comem.
A girafa é o mamífero mais alto do mundo - os machos
podem chegar a ter mais de 5 m de altura! Pesam em média entre 940 e 1400 kg.
As fêmeas são ligeiramente mais baixas com menos peso.
O tamanho dos seus pescoços permitem-lhe comer folhas a vários metros de
altura, pondo assim de parte toda a concorrência.
O desenho da sua pele varia de castanho-amarelado claro a preto.
A 52 km da Kasane entrámos na estrada alcatroada. Uff! O pior tinha passado, pensámos nós.
O caminho foi maravilhoso pois cruzámo-nos com diversas manadas de elefantes, muitas delas com crias a brincar - muitas vezes tivemos de parar para as deixar atravessar a estrada - e com girafas comendo ou olhando a estrada.
Em Kasane ficámos no Chobe Safari Lodge, uma combinação de lodge e campismo. Assim que acabámos o check -in vimos chegar um grupo de folclore. Decidimos então ver o espetáculo e jantar.
O grupo cantava e dançava muito bem, interpretando bem danças tribais (achamos nós)
Depois do jantar o choque: ao ligarmos o jipe o motor faz uns barulhos muito, mesmo muito estranhos. As mudanças não entram. Com dificuldade conseguimos chegar ao nosso local de acampamento.
Montámos as tendas e voltámos à recepção. Ligámos para a sede da empresa de aluguer para o número que tínhamos para "after hours" e de la respondeu uma voz ensonada que nos respondeu com maus modos que só amanhã nos atenderia ...
Deitámo-nos preocupados.
quarta-feira, 1 de março de 2017
Botsuana - dia 3 - Maun - Savuti
Depois de um belo duche de água quente, deitámo-nos nas nossas tendas nos tejadilhos dos jipes.
Foi difícil adormecer com tantos ruídos na escuridão africana. A atividade noturna é grande. Morcegos voam a uma altitude relativamente baixa. Borboletas com uma luzinha na ponta (será na cabeça?) esvoaçam à nossa volta. Rãs coaxam no rio. Grilos e cigarras cantam por todo o lado. Felizmente o cão que nos ladrou à chegada (será que nos estava as dar as boas vindas?) desapareceu.
De noite choveu copiosamente. De quando em quando acordava com a chuva a bater na tenda, nas árvores, na terra.
Felizmente de manhã cedo o tempo tinha melhorado bastante, até com pedaços azuis de céu.
Não foi agradável dobrar as tendas todas molhadas mas havia que o fazer.
Voltámos a Maun para esclarecer uma série de pontos que estavam pendentes. No Departamento de Parques Naturais tínhamos de nos informar sobre o estado da picada até Savuti. No entanto aí só encontrámos pessoas que lembravam os funcionários públicos dos anos 1950. Atras de uns guichets vom grades estavam uma senhora jovem, um homem e outra senhora mais idosa. À medida que eu ia fazendo as perguntas, a senhora jovem olhava para o lado e perguntava ao colega mais velho que lhe dava a resposta que ela depois me repetia. À pergunta: Como estão as picadas? respondia: They are fine.
Telefonámos para a empresa do campo no Savuti e a resposta foi idêntica: Sim, tivemos de fechar o campo de Moreti por causa das chuvas mas Savuti não tem problemas.
Se todos - à excepção do senhor da empresa de alugueres de jipes - mis diziam que não havia problemas, decidimos não alterar o plano e seguir para Savuti.
Pagámos a taxa de entrada no Parque Nacional de Chobe e fomos tratar resolver uma última questão : o GPS que alugámos não estava a funcionar bem, não encontrava os satélites. Pior ainda: não encontrava Savuti. A solução foi simples: devolvemos o GPS e teledescarregámos o mapa Google para os nossos telemóveis.
Às 10.25 saímos de Maun. Os primeiros 20-30 km fazem -se lindamente por uma estrada nacional. Não passámos por praticamente nenhuma localidade. Vimos somente muitos burros - sim , esse animal que dizem que está em extinção em Portugal -, cabras, vacas e galinhas.
De repente, a estrada terminou e entrámos na picada. Ao princípio era uma picada de areia pacífica sem problemas, com alguns buracos.
"Um elefante à esquerda", avisam do outro carro. Paragem. Um elefante grande come placidamente folhas de uma árvore. Fotografia.
Mas não eram só vistas boas que tínhamos. À nossa frente havia uma série de "lagos" com minúsculas ilhas no meio.
As primeiras poças de água gigantes ainda se passavam bem. Ao km 84 apareceu um charco profundo e longo. Jipes em 4L. Velocidade baixa constante. Só que a esse charco profundo seguiram-se muitos charcos profundos. 1 km de charcos profundos! Os condutores suaram as estopinhas. Mas os jipes nunca atolaram.
Felizmente chegámos a um pedaço de picada menos molhada. Pudemos relaxar um pouco. De repente sai um grande elefante da selva. Parou. Olhou para nós. E seguiu tranquilamente.
Até chegarmos a Savuti Camp foram-se alternando pedaços de picadas infundadas e pedaços menos molhados.
Por volta das 18.50 chegámos finalmente ao acampamento. Estava a escurecer. O campo não estava protegido. Muitos amimais selvagens passeiam -se por entre os jipes que ali acampam - e ia excrementos que por ali vimos são a prova real.
Pelas regras do campo não é possível sair da tenda à noite. Nem para ir à casa de banho a 500 m.
Arriscámos e ainda fizemos um churrasco na escuridão da noite. Tínhamos de festejar a chegada a Savuti sem um único atolamento.
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