quarta-feira, 18 de abril de 2018

Galerias da Justiça de Nottingham



Paragem obrigatória de qualquer visita a Nottingham, para além do castelo e de um passeio pela famosa Floresta de Sherwood, é nas Galerias da Justiça, cujo tribunal data do século XIV.
A visita está muito bem concebida com guias/atores que desempenham vários papéis como guardas prisionais ou como encenadores de peças de teatro e que vão explicando aos visitantes a história não só da justiça em Nottingham e em Inglaterra assim como a do edifício.
No hall de entrada somos recebidos por um “juiz”, vestido a rigor que nos faz a introdução ao edifício e nos leva à sala do tribunal, onde põe os visitantes como protagonistas dum caso que deu muito de contar: o de assassínio da mulher dum famoso médico. E com historietas interativas se vai contando a história do edifício e do sistema prisional e de justiça no Reino Unido.
Parece que os primeiros a usar este local para fins oficiais foram os normandos, que designavam xerifes para manter a paz e cobrar impostos— daí o local ser conhecido por “Sheriff's Hall” ou “The County Hall “ ou mesmo “The Kings Hall”
Os primeiros registos escritos sobre o local ser usado como tribunal são de 1375 e como prisão de 1449.
Em 1724, o tribunal ruiu e um novo foi construído no mesmo local entre  1769 - 1772  - como está inscrito no edifício “Este tribunal foi edificado no ano de MDCCLXX , no décimo ano do reinado de Sua Majestade o Rei Jorge III.“ 
À frente do edifício foi colocada uma paliçada de ferro para ajudar a controlar melhor as multidões, que poderiam ficar descontroladas durante os enforcamentos públicos, que eram um espetáculo muito popular.
A última pessoa a ser enforcada publicamente foi o talhante Richard Thomas Parker  em 1864—um “espetáculo” visto por mais de 10 000 pessoas.
No último quartel do século XIX, um novo incêndio voltou a destruir o tribunal que voltou a ser construído entre 1876 e 1879. No entanto, a prisão fechou definitivamente em 1878 por causa das suas más condições.
No início do século XX, em 1905, foi ali instalada uma esquadra da polícia.
Finalmente, em 1986, fechou-se este local de “crime e castigo”.



As grutas de Nottingham – uma cidade sob a cidade



Toda a cidade de Nottingham está construída sobre várias camadas de casas, formando um conjunto de centenas de grutas, um verdadeiro labirinto feito por gerações passadas onde se vivia, trabalhava, se divertia e até se morria durante mais de 1000 anos.
Nottingham está construída sobre arenito macio, uma pedra fácil de trabalhar com instrumentos rudimentares e que permite a criação de grutas onde as pessoas se podiam abrigar do frio e da chuva e de animais ferozes – o local ideal para se ficar se não se tivessem posses. Bastava ter uma pá, um ferro ou um martelo e rapidamente construía uma “casa” para si e para a sua família.
Atualmente, a cidade de Nottingham já catalogou mais de 500 grutas na cidade, incluindo 100 que só foram descobertas nos últimos quatro anos.
Antigamente, Nottingham era conhecida por Tigguo Cobauc que significa “local de grutas”, tendo sido assim referida pelo monge galês Asser, mais tarde bispo de Sherborne, na sua obra A vida do rei Alfredo I, escrita em 893 d.C. quando estava ao serviço do rei. A parte das grutas que hoje se pode visitar é o que de mais antigo existe na cidade. Aqui foram encontradas peças de barro que datam do século XIII. Estas grutas foram habitadas até 1845 quando foi publicada uma lei, a chamada “St. Mary's Inclosure Act, que proibiu o aluguer de caves e grutas para habitação.
Nos finais dos anos 60 do século XX, quando se iniciou a construção do Centro Comercial Broadmarsh ainda se ponderou encher as grutas de cimento. Felizmente, foi criado um movimento cívico para a proteção das grutas que conseguiu a sua classificação como Monumento Histórico; as grutas foram então limpas por voluntários e abertas ao público em 1978.
Das partes mais interessantes das grutas são os curtumes que ali estiveram em funcionamento de aproximadamente 1500 a 1640. É o único curtume subterrâneo conhecido no Reino Unido. Ainda se podem ver os tanques circulares na Gruta da Coluna e uns tanques retangulares numa outra gruta. Como os tanques são pequenos, pensa-se que ali só eram curtidas peles de caprinos e ovinos. Havia uma abertura que dava para o rio Leen onde provavelmente as peles seriam lavadas. O cheiro nas grutas deveria ser insuportável pois as peles eram hidratadas com fezes e urina de animais durante três meses, a que se seguia um estágio de 16 meses em ácidos à base de casca de carvalho e água – não é de admirar assim que os curtidores tivessem uma esperança de vida muito curta, de somente 27 anos. No entanto, o cheiro horrível dos curtumes não tinha somente desvantagens: quando a peste negra grassou na região matando milhares de pessoas, os curtidores sobreviviam pois nem os ratos se atreviam a entrar naquelas grutas.
O bairro do Monte Drury era, como é fácil de imaginar, uma das piores zonas da cidade, sendo até um dos piores bairros de lata da Grã-Bretanha do século XIX. Famílias enormes viviam, dormiam e comiam em “casas” de uma única “assoalhada” nas grutas, completamente sobrepovoadas e sem saneamento algum e onde grassavam doenças como a cólera, tuberculose e varicela. A única medida possível era fecharem-se as grutas.
No entanto, durante a 2ª Grande Guerra, 86 grutas foram reabertas para servir de bunker. Como o arenito macio é muito forte, as grutas eram o lugar mais seguro para proteger os habitantes dos raids aéreos alemães, especialmente durante o grande bombardeamento de 8 de maio de 1941, durante o qual a Força Aérea Alemã largou sobre a cidade 400 bombas incendiárias.

Hoje em dia, as grutas servem a paz, podendo ser visitadas por turistas e escolas.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Culin’Art Dinners, a celebração da gastronomia em jantares a 4 mãos

O VILA VITA Parc lança este ano a primeira edição dos Culin’art dinners: uma série de jantares orquestrados a 4 mãos em alguns dos seus restaurantes. Os primeiros jantares terão lugar já nos próximos dias 5 e 6 de maio no restaurante japonês Mizu-Teppanyaki, com o chef convidado Daniel Rente, do Sushi Avenida Café. Reserve já o seu lugar!
Este ano, para além das várias novidades introduzidas na sua oferta gastronómica, tal como um novo conceito de flexitarianismo e uma maior aposta numa oferta vegetariana e saudável nos vários restaurantes e bares que o compõem, o VILA VITA Parc lança também uma série de jantares especiais a quatro mãos a que dá o nome de Culin’Art Dinners.
Os Culin’Art Dinners são jantares especiais confeccionados a 4 mãos, que decorrerão ao longo do ano em restaurantes selecionados do VILA VITA Parc. Aos chefs residentes de cada restaurante juntar-se-ão chefs convidados de renome nacional e internacional que se unirão para uma noite inesquecível para qualquer amante de alta gastronomia.


O primeiro jantar terá lugar já nos próximos dias 5 e 6 de maio, no restaurante japonês Mizu-Teppanyaki, onde o Chef Daniel Rente, do restaurante japonês Sushi Avenida Café, se juntará à Chef residente Isa Pires para 2 noites de celebração do melhor da gastronomia japonesa.
No dia 23 de junho, o VILA VITA Parc recebe ainda como chef convidado no seu restaurante Adega, o chef Nuno Barros do restaurante 1300 Taberna, localizado no LX Factory, em Lisboa, para uma noite recheada dos melhores sabores da cozinha tradicional portuguesa.

PROGRAMA CONFIRMADO

5 & 6 maio – Mizu-Teppanyaki Restaurant
Chef Convidado: Daniel Rente (Sushi Avenida Café)
23 junho – Adega Restaurant
Chef Convidado: Nuno Barros (1300 Taberna)

Para reservas e mais informações por favor contacte o VILA VITA Parc através do número +351 282 310 100 ou do email fb@vilavitaparc.com

terça-feira, 10 de abril de 2018

Dia Internacional do Café




No próximo sábado, 14 de abril, celebra-se o Dia Internacional do Café, uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo e a segunda matéria-prima mais comercializada, a seguir ao petróleo. Para evidenciar as utilizações e benefícios do café o Holiday Inn Porto Gaia promove esta quinta-feira, dia 12, uma degustação de café orientada por um barista da Delta, e no sábado, dia em que efetivamente se comemora a efeméride, o restaurante do hotel serve uma sobremesa em que o ingrediente principal é o café.

Se estiver pela zona de Vila Nova de Gaia ou Porto e for um grande fã de café reserve parte da noite para se deslocar ao Holiday Inn Porto Gaia e conhecer os segredos deste grão tão apreciado em todo o mundo.

No bar deste hotel quatro estrelas o barista da Delta, irá conduzir durante as 20h00 e as 23h00 uma sessão de degustação, não só preparando o tradicional café expresso mas também outras bebidas feitas à base de café.
No sábado e exclusivamente para assinalar a data e enaltecer o sabor do café, o chef Luís Santos, do restaurante Food & Friends prepara uma sobremesa em que o ingrediente rei é o café.
Só neste dia, ao almoço e ao jantar os clientes podem terminar a sua refeição com um Semifrio de café com creme de limão e gelado de nata. Uma combinação irresistível que estará disponível por 6,50€.

Short Break de Maio @The Oitavos




De 28 de Abril a 1 de Maio faça umas mini-férias de luxo com a nossa melhor tarifa, pequeno-almoço assinatura do The Oitavos incluído e upgrade gratuito para um Loft Premium, com varanda privada e vista fantástica para o mar. E mais: um vale de 25€ em qualquer tratamento de Spa
E nesses dias de descanso dê belos passeios a cavalo. O The Oitavos tem condições únicas para montar dentro da propriedade, aproveitando os 70 hectares de terreno e a área envolvente. Ou então pegue numa bicicleta e cá pela ciclovia até Cascais, até ao Guincho ou passeie na propriedade e pelo campo de golfe. 



terça-feira, 3 de abril de 2018

Adega da Herdade do Freixo - uma adega subterrânea


Ao longe só se viam umas espécies de claraboias em tom de terra alentejana no verão. Onde estava a adega da Herdade do Freixo? Ao aproximarmo-nos pudemos então ver que o edifício estava “escondido” debaixo da terra.

Esse tinha sido o desafio do arquiteto Frederico Valsassinha: construir um edifício que não causasse impacto visual na natureza “Quando a vinha está crescida, a adega fica totalmente escondida”, explicou Lisa Serrachino que nos guiou durante a visita à adega.
No início do século XXI, Pedro Vasconcellos e Souza, enólogo ligado à Casa de Santar, no Dão que pertence à família da mãe, apaixonou-se por uma propriedade no Alentejo, herdada pela família do pai: a Herdade do Freixo, perto de Redondo, com aproximadamente de mil hectares e uma longa história. No século XIX, Pedro de Sousa Coutinho Monteiro Paim, filho dos primeiros marqueses de Santa Iria, herdou estas terras que já tinham pertencido ao seu trisavô, Fernão de Sousa de Castelo-Branco Coutinho e Menezes, 10º Conde de Redondo. A 31 de Agosto de 1839, Pedro Sousa Coutinho Monteiro Paim casou com Eugénia Maria de Assis Castelo Branco e Lancastre, 6.ª condessa de Óbidos e de Sabugal e 7.ª condessa de Palma, reunindo assim as casas de Óbidos, Sabugal e Palma com a Casa de Santa Iria. Essas casas nobiliárquicas são hoje representadas pela família Vasconcellos e Souza.
Nos conturbados anos da Revolução de Abril, a família perdeu a herdade mas conseguiu recuperá-la mais tarde, como aconteceu a muitas outras propriedades no Alentejo.
Por volta de 2011, Pedro Vasconcellos e Souza conseguiu angariar um grupo de investidores, primeiro a Wacola Investments, S.a, e que três anos mais tarde se alterou para Herdade do Freixo Ii, S.a, e juntos lançaram o projeto que tem uma área total de 300 hectares, dos 50 estão reservados para vinha. No entanto, atualmente, como explicou Lisa Serrachino, “só estão a produzir em pleno 36 hectares (12 hectares com castas para vinho branco e 24 hectares com castas para vinho tinto)”.
Mas para fazer vinho é necessário uma adega. O projeto, que em fevereiro passado foi distinguido com um prémio “Edifício do Ano 2018” da ArchDaily, na categoria de Arquitetura Industrial, foi entregue ao arquiteto Frederico Valsasinha que concebeu uma adega totalmente subterrânea, a única na Europa, com elementos que lembram a cultura e a identidade alentejana.
O coração do edifício é uma espiral que liga os três pisos da adega. Da claraboia central, que inunda o edifício com luz natural, ao solo temos 26 metros. Aliás esta espiral serve também para separar turismo da produção. Assim as pessoas podem estar a trabalhar sem serem incomodadas pelos visitantes. Todas as áreas de trabalho estão isoladas: som, cheiro. Só a visão está disponível: durante o horário de trabalho, os visitantes podem ver como é produzido o vinho.
A adega tem uma capacidade de armazenagem para 300 mil litros de vinho. Para os responsáveis pela Herdade do Freixo, mais importante que a quantidade é a qualidade do vinho que produzem. Por isso, houve muito cuidados para a temperatura, a humidade e a pressão dentro da adega sejam sempre constantes. O ar condicionado só é acionado para fazer circular o ar. A vindima é feita por castas. A uva é despejada no cimo da adega e desce naturalmente por gravidade até aos lagares troncocónicos previamente arrefecidos, onde um robot efetua uma pisa suave e demorada.

Segue-se a prensagem: a uva preta é prensada na vertical, enquanto a uva branca é prensada na horizontal. O mosto de branco previamente desengaçado escorre suavemente para uma prensa pneumática com total ausência de oxigénio, inviabilizando qualquer possibilidade de oxidação.

O passo seguinte é o da fermentação nos tanques de inox que dura 20 dias, para depois ir para estágio de barrica no local mais profundo da adega. 80% das barricas são de 100% carvalho francês e as restantes de carvalho americano. Cada barrica só é utilizada duas vezes para dar aos vinhos a frescura da juventude. A localização da cave de estágio em barricas, no local mais profundo da adega, potencia a manutenção de uma temperatura entre os 15º e 18º C e uma humidade média de 85% com reduzida utilização de aclimatização artificial, determinando as condições ideais para a boa evolução do vinho.

Por fim, segue-se o estágio de garrafa.  

Na conceção do edifício foram muitos os desafios que se puseram a Frederico Valsassinha. À volta do edifício existem várias nascentes e lençóis freáticos – que já estão a dar dores de cabeça, pois já são visíveis muitas infiltrações. Por outro lado, durante a construção, foi descoberta uma enorme rocha magmática, a “pedra grande” que serve de humidificador natural na zona do estágio em barrica.
O respeito pela natureza marca a atuação da Herdade do Freixo. O marco geodésico a 454 m altitude vê-se à distância. Segundo a lei, nada se pode construir humanamente acima do marco, algo que poderá ter inspirado a construção subterrânea.
Como se pode ler no portal da empresa, para a instalação da vinha recorreu-se a materiais vegetais de elevada qualidade genética e sanitária e adotaram-se sistemas de condução que permitem um excelente microclima, que origina noites frescas durante o mês anterior á vindima, e permitem uma longa e correta maturação das uvas. Os solos são predominantemente derivados de rochas eruptivas das quais se destacam os quartzo dioritos, argila e algumas rochas derivadas de xisto.
Nesta paisagem idílica vive a cegonha negra, uma ave em vias de extinção que se encontra somente nas regiões mais interiores, inóspitas, isoladas e com fraca perturbação humana.
A imagem corporativa da sociedade Herdade do Freixo é o brasão da família que teve de ser redesenhado. O trabalho foi realizado pelo estúdio de design 3H, em conjunto com o mestre gravador inglês Christopher Wormell e em consonância com o respeito por uma história familiar centenária, ligada à cultura única da região e da propriedade.









domingo, 1 de abril de 2018

El Marco e o fim do contrabando


À esquerda, Portugal. à direita, Espanha.
No meio a ponte internacional mais pequena do mundo
Agustina aproximou -se do nosso carro. Abrimos a janela e ela começou a falar. “Antigamente El Marco tinha muito movimento. Os meus pais tinham um comércio ali mesmo atrás. Agora já ninguém aqui vem.” Realmente a aldeia parecia morta.
Só a mini ponte internacional, de madeira, construída em 2008 com fundos europeus sobre a ribeira de Abrilongo, e que faz a ligação entre Portugal e Espanha estava com um ar atual, lembrando as pontes decorativas dos parques ecológicos. Agustina continua as explicações: “Sempre se passou a ribeira. Fazia-se muito contrabando. Em Portugal ou não havia as coisas ou eram muito caras. E as pessoas passavam a ribeira a pé. Quando tinha muita água punha-se uma escada e passava-se”.
A ponte internacional mais pequena do mundo

Há pouco tempo construiu-se a ponte. A ponte internacional mais pequena do mundo. 1,90 m sobre a ribeira de Abrilongo ligam El Marco a Várzea Grande, também conhecida por Marco. Duas aldeias raianas,esquecidas.Com um nome que vem do facto de terem sido instalados marcos fronteiriços depois do Tratado de Lisboa de 1864 (https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Lisboa_(1864)), assinado a 29 de setembro desse ano e que estabeleceu definitivamente as fronteiras entre Portugal e Espanha.
Torragem do café para consumo
em Espanha: com açúcar
Do lado português José Maria tem uma loja, Casa Palmeira, que vende tudo: café, castanhas piladas, farinha 33, galochas, ferramentas, veneno para ratos, enfim tudo.
E explica a diferença entre o café português e o espanhol. Ou melhor, todo o café é português mas a torrefação é diferente. “Os espanhóis gostam muito de café com leite. Então a torrefação do café já é feita com açúcar e alfarroba. Os grãos são pretos e brilhantes”.

Também em Várzea Grande não passa ninguém. José Maria tem muitos dias em que não abre a caixa registadora.
As vidas entre as duas aldeias estão entrelaçadas. Artur, filho de pai português e mãe espanhola, nasceu na Várzea Grande há mais de 70 anos. Fez a escola primária em Esperança, uma aldeia a uns 4 km. Quando chegou à idade de ir para a tropa, mudou-se para El Marco para fugir à guerra colonial. Tornou-se espanhol e fez o serviço militar em Espanha. Casou com Agustina, filha de pai espanhol e mãe portuguesa, natural de El Marco. Montaram um negócio que muito rendeu quando os portugueses iam a Espanha fazer compras. Agora a grande loja é um café praticamente sem clientes. As prateleiras estão vazias. Na televisão mostra o jogo entre o Guimarães e a Académica . Assim se passam os dias em duas aldeias no fim de Portugal e de Espanha.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Passadiços do Paiva

Após um fim de semana no Porto, decidimos passar no caminho para casa pelos Passadiços do Paiva. Há muito que queríamos ir, pois desde que abriu muito ouvimos falar dos passadiços. 
A Câmara de Arouca e o geoparque de Arouca construíram com fundos europeus uns passadiços de madeira ao longo da margem esquerda do rio Paiva com uma extensão total de 8.7 km.  Lamentavelmente o caminho não é circular, ou seja, quando se chega ao fim ou vai-se de volta pelo mesmo caminho ou vai-se de táxi até aonde deixámos o carro. Há dois pontos de partida: Areinho e Espiunca. Pelas informações que tínhamos o caminho a começar em Areinho seria mais fácil: o início seria violento (400 m a subir) mas depois seria somente a descer ou caminho plano. O caminho a começar em Espiunca é… o contrário. Plano no início, a subir a maior parte do trajeto e os 400 m finais a descer.
A paisagem é lindíssima e passamos por diversos geossítios. O primeiro que vimos foi a Cascata das Aguieiras, formada pela queda de água da ribeira das Aguieiras na qual as águas caem vertiginosamente pelas escarpas graníticas que ladeiam a margem direita do rio Paiva através de um conjunto de desníveis que totalizam cerca de 160 metros. A origem desta queda de água é condicionada pela rede de fraturação ortogonal deste maciço granítico. Do miradouro podemos observar o cabeço rochoso onde se encontra implantado o «Castelo de Carvalhais», um castelo roqueiro da época da Reconquista (século IX-XII), reduto defensivo e estrategicamente posicionado, provavelmente destinado a controlar a travessia do rio Paiva.
Logo a seguir temos a Garganta do Paiva, que geologicamente define o troço em que o rio se encaixa em canhão no granito de Alvarenga. Composto por uma série de rápidos – e que agora, após um mês de chuvas intensas estavam bem rápidos - é o percurso de águas bravas mais famoso de Portugal. Fantástico para a prática de rafting, só pode porém ser descido por profissionais, pois foram bastantes os acidentes que ali aconteceram com amadores.
A meio do caminho entre Areinho e Espiunca, depois de passarmos a ponte suspensa  temos a Praia Fluvial do Vau com águas tranquilas. É que a partir do Vau o rio Paiva escavou um vale mais largo e, por isso, a energia das águas passa a ser mais reduzida - isto deve-se ao facto da generalidade dos metassedimentos encaixantes serem mais facilmente erodidos que o granito. Interessante é a idade das rochas aqui presentes: 300 milhões de anos! Trata-se de uma rocha designada corneana, formada pelo metamorfismo de contacto provocado pela intrusão granítica.
Quando chegámos a Espiunca, apanhámos um táxi para o Areinho. Pegámos no carro e viemos direitinhos por aí abaixo até casa. 

Castelo do Queijo no Porto


Estávamos no Porto e resolvemos descer a pé a Avenida Boavista até à Foz.
O passeio de quase 5 km faz-se muito bem e podemos ir admirando as vivendas que se encontram ao longo da avenida.
Por fim chegámos ao Castelo do Queijo que na realidade se chama CASTELO DE S. FRANCISCO XAVIER DO QUEIJO. Segundo consta no sítio onde foi edificado havia uma enorme pedra de forma arredondada, semelhante a um queijo – daí o nome.

É um pequeno forte, diretamente junto ao mar, maciço. A entrada está decorada com o escudo de armas portuguesas. Do fosso original só resta uma parte e nada já existe da ponte levadiça que lhe dava acesso. Foi construído a expensas da cidade do Porto durante a guerra da Restauração possivelmente, pelos anos de 1661 ou 1662.

Durante o famoso cerco do Porto esteve ocupado pelas forças miguelistas, apesar do bombardeamento insistente das baterias da luz e dos navios liberais. Depois da jornada de Lordelo foi abandonado e saqueado sendo em 1839 entregue à guarda da companhia de Veteranos. Em 1846, durante a Revolta da Maria da Fonte (podia agora cantar-te a canção da Maria da Fonte….) e tendo sido ocupado pelas tropas da Junta do Porto, foi alvejado pela fragata Iris, fiel ao governo de D. Maria II. Em 1890, ficou entregue à Guarda-Fiscal que lá permaneceu até 1910. Em 1949 foi cedido ao Núcleo da Brigada Naval da Legião Portuguesa do Porto que ali esteve instalado até ao 25 de Abril. Atualmente encontra-se à guarda da Associação de Comandos. Um dos Comandos ocupou uma das salas para fazer uma exposição/venda das obras de arte da mulher, do filho e da filha.


quarta-feira, 7 de março de 2018

KViHotel - O primeiro hotel na Europa, controlado pelo smartphone do cliente, abriu na Hungria

Os 40 quartos do KViHotel, controlado pela aplicação Hotéis TMRW (TMRW Hotels), usam as soluções mais inovadoras do século XXI. Entrega literalmente o controlo aos clientes através da aplicação Hotéis TMRW para smartphones, da reserva à saída do hotel. A solução de software pode ser usada por outros hotéis, quer novos quer já a operar. Os Hotéis TMRW pretendem dar uma experiência totalmente nova aos viajantes de amanhã, oferecendo soluções inovadores para chegar ao passo seguinte da evolução da hospitalidade. O modelo de aplicação está ainda à espera da autorização da patente.
Após dois anos de desenvolvimento da tecnologia de informação e do trabalho de construção do primeiro hotel na Europa, representando um nível de 4 estrelas e controlado pelo smartphone do cliente, foi hoje inaugurado em Budapeste (Hungria). Baseando-se nas tendências mais recentes e na expetativas do future, o hotel oferece aos viajantes do futuro uma experiência de hotel sem precedentes.
KViHotel (Key Vision, vindo de ‘Visão para o Futuro’) está localizado na Rua Nyár Street, nº 32, District 7, Budapeste (Hungria), e opera praticamente sem pessoal, usando a aplicação dos Hotéis TMRW; praticamente todas as funções são geridas pelos clientes nos seus smartphone. Tal representa uma solução única na Europa tanto para viajantes de lazer como de negócios.

Soluções digitais para toda a duração da viagem
Graças à aplicação móvel dos Hotéis TMRW, que se pode teledescarregar tanto em aparelhos Android como iOS, os clientes do hotel podem obter praticamente todos os serviços clicando um botão: podem reservar os quartos, fazer o check-in sem ter de fazer fila até 48 horas antes da chegada, escolhendo o andar e o quarto.
Através de uma ligação de Bluetooth, o telemóvel é também a chave do quarto e, no caso de chegada tardia durante a noite, o telemóvel do cliente abre também a porta principal do hotel. Com a aplicação TMRW, o cliente pode controlar – entre outras – o aquecimento/ar condicionado e pode pôr a temperatura desejada do quarto à chegada, mesmo que esteja a 10 000 km de distância.
Também uma limpeza adicional pode ser pedida através da aplicação dos Hotéis TMRW e a informação “Não incomode / Please don’t disturb” pode ser posta virtualmente. O cliente pode pagar através da aplicação, pedir um táxi, enquanto pode paralelamente monitorizar o processo de pagamento. Além disso, a saída (check-out) pode também ser feita através do telemóvel do cliente; não é necessário ficar na fila e a fatura/recibo pode também ser pedida através da aplicação. O pagamento por cartão bancário (e, em breve, através de PayPal) é igualmente seguro e confortável, sendo a fatura/recibo enviada para o email fornecido.
Para todas estas atividades, os clientes podem usar o WiFi de banda larga gratuita em todo o hotel. Há “Ajuda” para o uso da aplicação, tanto em texto como em vídeo. Através da aplicação dos Hotéis TMRW o serviço virtual ao cliente está disponível 24 horas por dia, independentemente do local onde o cliente se encontrar. O serviço de atendimento do hotel está disponível em todas as plataformas (Facebook, Messenger, Whatsapp, Skype, iMessage etc.) mas o cliente pode também pedir ajuda através do telemóvel.
Quando os requisitos locais o exigirem (o que pode ser configurado pelo hotel) a aplicação pede os dados pessoais, uma versão digitalizada do passaporte ou outro documento de identificação e a assinatura eletrónica do cliente na altura do check-in, guardando estas informações tendo em consideração rigidamente todas as regras de proteção de dados.
A aplicação TMRW simplifica consideravelmente e otimiza as tarefas da governanta: a lista das tarefas do pessoal de limpeza é organizada através da aplicação TMRW HK, instalada nos seus smartphones; o sistema atribui as tarefas de acordo com um algoritmo preparado com antecedência. Assim, o smartphone distribuindo as tarefas é ao mesmo tempo um instrumento de trabalho. Ao quarto, atribuído a um cliente novo num determinado dia, é dada prioridade: quando cliente sai do hotel (check-out) a aplicação TMRW HK coloca a limpeza desse quarto no topo das prioridades da lista de limpeza e assim que está limpo a aplicação dos Hotéis TMRW notifica o cliente (que já fez o check-in e irá ocupar o quarto em breve) com uma push message informando que o quarto já está disponível.
A aplicação TMRW HK prepara a lista das tarefas do pessoal de limpeza, tendo em conta as prioridades e notificando continuamente o pessoal sobre alterações que surjam.    
O design interior do KViHotel, que é o primeiro hotel a usar a aplicação dos Hotéis TMRW e visa utilizadores ávidos de novidades digitais, segue as tendências mais recentes. Cinzento antracite e amarelo, assim como combinações de azul e verde, dominam os quartos. Três tipos de quartos entre 18-36 metros quadrados estão à disposição dos clientes: superior, deluxe e suite júnior. A decoração do quarto é uma parede tripla de vidro que cria uma atmosfera juvenil com uma iluminação especial. Os três quartos no r/ch têm pequenos terraços que dão para um jardim.
A pintura da parede que decora a fachada das traseiras é bem visível do terraço. A pintura tem um truque digital: ao direcionar a câmara do smartphone para a fachada e olhando-a através da aplicação LARA AR a pintura ganha vida e, com a ajuda do vídeo apresentado explica o uso da aplicação dos Hotéis TMRW.    
Os clientes podem consumir gratuitamente as águas minerais aromatizadas e os snacks que estão no minibar dos quartos. Na suite júnior está disponível uma máquina de café, cuja utilização é igualmente gratuita. Todos os quartos estão equipados com uma smart TV na qual os clientes podem também ouvir a sua música ou ver vídeos, filmes ou séries, de acordo com os seus gostos, além dos canais tradicionais de TV.
O pequeno-almoço é servido no r/ch do KViHotel. A escolha é larga e a qualidade supera a qualquer hotel de 4 estrelas: produtos de padaria, frescos, carnes frias, ovos, peixe, comidas leves, além de excelente café e chá.  
O bar no lobby no r/ch, os clientes têm à sua disposição refrigerantes, vinhos húngaros e cerveja artesanal e está aberto das 8h à meia-noite.
O descanso está garantido mesmo estando num dos bairros mais movimentados de Budapeste (Hungria), uma vez que está bem perto de um parque e os quartos têm um excelente isolamento de ruídos. 

Operação eficiente e soluções verdes
O criador da aplicação dos Hotéis TMRW e o investidor do KViHotel pertencem ao mesmo grupo. Assim, as versões posteriores da aplicação TMRW serão preparadas usando a experiência própria. O nome do hotel (Key Vision) também reflete uma atitude de “Visão para o Futuro”.
Graças a um investimento e uma operação com bom rácio custo-benefício (o hotel emprega no máximo 15 pessoas) os clientes do KViHotel desfrutam de máximo conforto e uma experiência única em Budapeste (Hungria) com um excelente preço. Com a total digitalização dos serviços, o uso do papel é praticamente reduzido a zero, não sendo necessários investimentos em soluções de impressão.
Graças às inovadoras soluções eletrónicas TMRW, o hotel dá melhores experiências se compararmos com hotéis similares, enquanto o pessoal necessário para uma operação eficiente é bastante reduzido. Esta aplicação dos Hotéis TMRW oferece uma solução eficiente e a longo prazo à constante escassez de mão-de-obra no setor do turismo.

TMRW: um nome, cinco tipos de soluções
A aplicação dos Hotéis TMRW e o conceito do hotel não param num hotel. A empresa não desenvolve soluções só para hotéis. O objetivo do grupo é que a aplicação se torne a base de IT dos hotéis na Europa e que esta solução digital ajude a aumentar a experiência do cliente tanto em hotéis já em operação como os que ainda estão a ser construídos, reduzindo assim, permanente e significativamente, os custos da operação.  
TMRW desenvolve cinco versões da aplicação: Hotéis TMRW simplifica e digitaliza a operação de hotéis, TMRW Hostels de hostels, TMRW Apartments de apartamentos, TMRW Offices de edifícios de escritórios. Estas aplicações tornam a operação mais transparente e mais fácil de planear, reduzindo consideravelmente os custos. A aplicação TMRW HK (housekeeping) torna mais eficientes a limpeza e a manutenção dos estabelecimentos e acomodações. Além da aplicação para hotéis, apresentada hoje, TMRW já está a testar a aplicação Offices e em breve irá apresentar a operação criada para apartamentos.