segunda-feira, 28 de julho de 2014

Lufthansa aumenta voos para Luanda - Agora três vezes por semana de Angola para a Alemanha e daí para o resto do mundo

Lufthansa aumenta voos para Luanda 
Agora três vezes por semana de Angola para a Alemanha e daí para o resto do mundo

A partir de 16 de setembro de 2014, a Lufthansa irá melhorar os seus serviços entre Luanda e Frankfurt com um voo adicional por semana. A rota é operada por um avião Airbus A340-300 com pelo menos 211 lugares. Em Frankfurt, os passageiros terão ligações para a larga rede da Lufthansa com 235 destinos em 78 países. A Lufthansa iníciou os voos na rota para Luanda em Abril de 2008, com um voo semanal.
“A Lufthansa tem vindo a trabalhar diretamente com as autoridades para aumentar um voo semanal à sua rota para Angola. Agora podemos oferecer aos nossos passageiros mais frequentemente o leque completo da excecional experiência de voo da Lufthansa a partir de Luanda e vice-versa”, disse Abdul Aziz Mangera, director-geral da Lufthansa em Angola. “Com um aumento da capacidade de 50%, a Lufthansa mostra um forte empenhamento em Angola que é um dos mercados mais promissores em África e parte da rede da Lufthansa há já seis anos. Oferecemos uma ligação suava em Frankfurt, por exemplo, para Aberdeen, Houston, Paris, Oslo, Helsínquia, etc., com um transbordo rápido”. Além dos três voos semanais da Lufthansa, a Brussels Airlines, parceira da Lufthansa, oferece igualmente três voos semanais de Luanda para a capital belga, com um transbordo igualmente célere.

Melhoramento do serviço em 2014 - Business Class com um serviço a bordo mais individualizado
Os melhoramentos-chave deste ano irão focalizar-se especialmente na Business Class. Um toque mais pessoal no serviço e maior flexibilidade em termos de processos na sua globalidade ajudarão os passageiros a sentirem-se mais mimados do que nunca. O actual serviço de bordo nas rotas de longo curso será melhorado com a introdução de um serviço com assinatura. O objectivo é fornecer um serviço que faça os passageiros sentirem-se num restaurante de topo. O novo serviço irá ser testado no Verão e, se tiver êxito, será implementado em toda a rede de longo curso a partir de 2015. O processo de remodelação da frota de longo curso com a nova Business Class estará completado no Verão de 2015; no entanto, são cada vez mais os aviões a operar com a nova Business Class. 7 000 assentos que se transformam em cama totalmente horizontais estão a ser instalados nos 106 aviões de longo curso.

Mais aviões encomendados e uma nova Premium Economy Class
“A nossa rede está cada vez mais forte. A Lufthansa pode assim servir mais passageiros, complementando os nossos produtos no ar e em terra. A nível global, o Grupo Lufthansa está a expandir a sua frota, tendo já encomendado mais 295 aviões, com um valor estimado em mais de 36 mil milhões de euros e com entrega prevista até 2025. Apresentámos recentemente a nossa nova Premium Economy Class que irá ser instalada gradualmente em toda a frota de longo curso nos próximos doze meses e também estará disponível nos voos de e para Luanda. Seguindo o melhoramento das nossas First e Business Class, a instalação de 3 600 assentos em todos os nossos aviões de longo curso em somente um ano irá significar um novo passo para alcançarmos o nosso objectivo para nos tornarmos uma companhia aérea de 5 estrelas”.
Os novos assentos são até 3 centímetros mais largos, oferecendo maior privacidade assim como 10 centímetros de mais espaço lateral devido ao facto de cada assento ter o seu próprio apoio de braços e uma consola central entre os assentos. O apoio das costas tem uma maior inclinação e o espaço entre os assentos é mais espaçoso com 97 centímetros. Tudo isto faz com que os passageiros tenham uma vez e meia mais espaço do que na Economy Class”, referiu Abdul Aziz Mangera.




Frankfurt – uma placa giratória para ligações rápidas e descansadas
Ao chegar a Frankfurt, passageiros da Business Class da Lufthansa e os clientes com estatuto podem descansar na exclusividade da Welcome Lounge. Estas instalações foram criadas indo ao encontro das necessidades dos passageiros que chegam de voos de longo curso. Um pequeno-almoço muito completo e um buffet de snacks são servidos em áreas de conforte zonas de repouso. Uma moderna área de duches no nível inferior é uma das características mais exclusivas da Welcome Lounge. Os seus 28 chuveiros de alta qualidade permitem os passageiros refrescarem-se para o dia que têm pela frente. Um serviço de concierge prepara as instalações e tenta responder aos desejos dos clientes, oferecendo inclusive um serviço de engomadoria para membros do HON Circle, passageiros de First Class e portadores do cartão Senator. Os passageiros com voos de ligação têm à sua escolha uma série de lounges de First Class, Senator e Business Class.


Ao chegar a Frankfurt, os passageiros poderão desfrutar da nova zona A no Terminal 1, em quatro níveis, que oferece aos passageiros a possibilidade de descansar num ambiente mais confortável antes de embarcarem nos seus voos. Com 23 novas portas de embarque com ligação fácil para os níveis correspondentes do edifício existente do Terminal 1, os passageiros também encontram aí lojas, restaurantes e locais para descansar. A maioria dos voos da Lufthansa operados pelos aviões Airbus A380 e Boeing 747-8 partem desta zona.

O novo horário dos voos
Luanda para Frankfurt
Nº de voo
Dias da operação
Partida de Luanda*
Chegada a Frankfurt*
Tipo de avião
LH561
(novo)
3ª f
 23h30
09h00 (+1 dia)
Airbus A340-300
Nº de voo
Dias da operação
Partida de Luanda*
Chegada a Frankfurt*
Tipo de avião
LH561
2ªf, 6ª f
 20h00
07h30 (+1 dia)
Airbus A340-300

Frankfurt to Luanda
Nº de voo
Dias da operação
Partida de Frankfurt*
Chegada a Luanda*
Tipo de avião
LH560
2ªf, 5ªf, dom
 22h05
05h30 (+1 dia)
Airbus A340-300



segunda-feira, 7 de julho de 2014

Fashion magnet Berlin showcases fashion in unusual locations

From 8 to 13 July, Berlin Fashion Week will hold numerous fashion shows showcasing the latest designs in unusual locations around the capital. For the first time, the Mercedes-Benz Fashion Week will present designer fashion in the 'Erika-Heß-Eisstadion' (Erika Hess Ice Rink) in the 'Wedding' district of the city. The Premium Fair will take place in the Station Berlin exhibition centre, which served as the 'Postbahnhof' for 90 years, supplying Berlin with packages and goods imported from throughout the entire world. Bread & Butter, the world's largest fair for street und urban wear, which is only open to trade visitors, will take place as usual at the disused Airport Berlin-Tempelhof. Fashion fans, buyers, trade visitors and media representatives have become an important economic factor. According to Burkhard Kieker, CEO of visitBerlin: "The events that take place in the year as part of Berlin Fashion Week attract 250,000 visitors to the city".

In addition to the major trade fairs for trade visitors and invited guests, there are numerous smaller event formats (current information at www.fashion-week-berlin.com). A trend of the shows is upcycling - the crafting of unique pieces from worn clothing and other used materials. Berlin is the most important driving force for this movement. Information can be found at www.upcycling.visitBerlin.com .
Berlin's development into a fashion capital goes hand in hand with its repuation as a shopping magnet. The 'Hackescher Markt' and its side streets is one of the most fashionable shopping districts in Europe. At 47 per cent, the unique shopping opportunities in the capital are one of the top 10 reasons to visit Berlin. This is also seen in the retail industry, which attracts 3.95 billion of tourist revenue annually.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Brussels Airlines expands flight offer to Central and East Africa

This winter season, which starts on 26 October, Brussels Airlines expands its flight frequencies to many African destinations, good for a total increase of 9 percent.

Africa – more seats and more flights
 
Brussels Airlines reinforces its African flight offer this winter season, by increasing flight frequencies to six African destinations compared to winter 2013-2014.
The Cameroonian destinations Douala and Yaounde will get one extra frequency per week and will be directly connected to Brussels Airport six and five times per week, respectively. The Angolan capital Luanda will be served three times weekly instead of two times.
 
Also in East Africa Brussels Airlines reinforces its presence: as from 26 October, Nairobi will be flown five times weekly (two additional frequencies). The Rwandan capital Kigali and the Burundian capital Bujumbura each get an additional weekly flight frequency. Kigali will then be served five times weekly and Bujumbura three times.
 
During the busy Christmas period many frequencies to other African destinations will be temporarily increased. The complete flight schedule can be consulted online at www.brusselsairlines.com
 
"The nine percent increase In our flight offer clearly illustrates that we continue to invest in Africa and that we are even more responsive to market demand", says Philippe Saeys, Brussels Airlines VP Africa. "This is not only good news for our customers who will have more travel possibilities, but also for all freight forwarders who can transport their goods on more flights operated by Brussels Airlines" 

 
United States

 
Following seasonal demand, Brussels Airlines’ scheduled flight to Washington D.C. will only be operated during the summer season. This means that the Washington service will be interrupted during the winter season (last flight October 25) and will be resumed as from the start of the summer season on March 29, 2015 with a morning departure instead of an afternoon departure in Brussels. The new schedule will offer more connections in both Brussels Airport and Washington Dulles, to many African destinations as well as destinations in the USA.  
The two capitals stay connected during the low season, though. Brussels Airlines partner United continues to offer flights between Brussels and Washington during winter.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

100 Year Anniversary of the First World War

100 Year Anniversary of the First World War
Numerous exhibitions and events in Berlin
Berlin, 27th June 2014 Tomorrow is the 100th anniversary of the assassination of Franz Ferdinand. This was the trigger for the First World War. For Berlin, this important date is an opportunity to confront the past. Throughout city, there are numerous cultural offerings on the First World War.
Commemorative concert in the Cathedral and exhibition in the German Historical Museum
The Berlin Cathedral is organising a commemorative concert for the First World War on the 28th June 2014, at 8pm.  Soloists, Berlin choirs and the New Prussian Philharmonic and the Filharmonia Szczecin interpret "War Requiem" by Benjamin Britten. For more information and tickets, please visit
visitBerlin.de.
The exhibition "1914-1918 Der Erste Weltkrieg" ("1914-1918 The First World War") is on at the German Historical Museum until 30th November 2014.  The only large German exhibition on the events of the war is focusing on the global scale of the First World War and has approximately 500 exhibits. The exhibition is accompanied by various additional events with panel discussions and presentations. The armoury cinema is also showing documentaries and feature films on the First World War. More information is available here.
 © Deutsches Historisches Museum


The exhibition "Mahnung und Verlockung - Die Kriegsbildwelten von Käthe Kollwitz und Kata Legrady" ("Warning and Allure - the war imagery of Käthe Kollwitz and Kata Legrady") is on at the Käthe-Kollwitz Museum Berlin from 30th June to 9th November 2014. Käthe Kollwitz was personally affected by the First World War as her son Peter was killed in 1914. The artist's work focuses on the grievances of the war again and again. Further information is available here.
 © Deutsches Historisches Museum
More Events
The play "Gefährten" ("War Horse") tells the story of am English boy and his horse in the middle of the First World War. The Theater des Westens is conducting a commemorative performance on 28th June 2014, at 7.30pm. The play runs until the 28th September 2014. More on „Gefährten“ ("War Horse") here.
Multimedia commemoration: Video bus tours on the First World War are taking place on 28th June at 1.30 pm and from 1st to 3rd August. The two-hour long tour special tours start on "Unter den Linden" boulevard and pass Berlin buildings and squares that were important in the First World War. An explanatory video will accompany the tour. Information is available at videobustour.de.
Many other Berlin establishments are also commemorating the First World War this year. An overview of all events can be found at visitBerlin.de.
visitBerlin Press Officer contact details:
Katharina Dreger
Tel.: +49 (0)30 26 47 48 – 956

Christian Tänzler
Tel.: +49 (0)30 26 47 48 – 912

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Cadernos de Viagem, nº 102, Pululukwa Resort & Spa

Placas giratórias da Lufthansa com altos níveis de pontualidade

As placas giratórias do Grupo Lufthansa atingiram as notas mais altas para a pontualidade entre as placas giratórias europeias no primeiro trimestre de 2014. Comparando com o mesmo período do ano passado, os valores das placas giratórias em Frankfurt, Munique, Viena e Zurique melhoraram em pelo menos 10 pontos percentuais como mostram as avaliações da Associação Europeia de Companhias Aéreas (Association of European Airlines / AEA).

Munique ficou em primeiro lugar com 93,3 por cento de todos voos que partiram da placa giratória da Lufthansa no sul da Alemanha com menos de 15 minutos de diferença em relação ao horário. Em março, este número subiu para 94.5 por cento, marcando a melhor pontualidade alguma vez registada num mês em Munique.


Viena ficou em Segundo lugar nas estatísticas da AEA, com 92,3 por cento, seguido bem perto por Frankfurt com 92,2 por cento. A placa giratória de Zurique vem em terceiro lugar para a pontualidade dos “15 minutos”, com 90 por cento no primeiro trimestre.

Estes números são particularmente positivos tendo em conta a proibição de voos noturnos em Frankfurt e as obras para o satélite do terminal no aeroporto de Munique, um dos maiores locais de obras na Europa.


domingo, 22 de junho de 2014

Número 101 do CADERNO DE VIAGENS, dedicado ao VIII RAID do Kwanza Sul

13º dia do VIII Raid do Kwanza Sul: Waku Kungo – Luanda (388 km)

Último dia do RAID. Quase 400 km até Luanda, 20 dos quais numa estrada péssima, pior que muitas picadas e ainda por cima com muito trânsito: o troço entre Dondo e Kambambe.
No entanto, parámos ainda a 60 km de Waka Kungo, na vila de Kibala, onde eexiste uma linda fortaleza portuguesa (em ruínas,

para deixar mais uns quanto donativos e para visitar o internato da missão católica Nossa Swenhora das Dores, apoiada pela Zungueiros Solidários de Angola, uma  ONG fundada por profissionais da Comunicação Social que dedicam seu tempo a levar Carinho, Amor e Solidariedade a outros!
Segundo Armindo Laureano, o coordenador-geral desta ONG,  “tudo começou em Setembro de 2009, quando um grupo de colegas da TV Zimbo decidiu comemorar o dia Herói Nacional (17 de Setembro), organizando uma viagem de autocarro para o Lobito (Benguela). Na altura tratou-se apenas de uma viagem, um passeio, mas um ano depois, em Setembro de 2010, na 2ª edição, Kapanda (Malange) foi o destino escolhido: um passeio turístico de colegas e também uma visita à Barragem Hidroélectica de Kapanda, numa actividade em que contaram com o total apoio do GAMEK. Foi o início das acções de solidariedade, a que deram o nome de  "Zungas da Solidariedade": inseridas no Projecto Angola Minha, estas zungas têm como objectivo levar carinho, amor e solidariedade às populações mais carenciadas de Angola. Para o efeito, o grupo tem realizado actividades filantrópicas, recreativas, culturais, sociais e de preservação do meio ambiente”.
Por volta das 16h, chegámos à selva urbana que é Luanda, já com saudades das paisagens desérticas do Namibe.
Após a entrega dos jipes, fomos para o hotel esperar pela hora da partida do avião e ver o jogo do Mundial entre Portugal e a Alemanha.

O Raid chegara ao fim, mas o que vivenciámos nestes 11 dias ficará para sempre nas nossas memórias!

12º dia do VIII Raid do Kwanza Sul: Huambo – Waku Kungo (300 km)

Logo de manhã, voltámos ao “local do crime”, ou seja ao Bairro de Santo António. E agora com luz, foi fácil encontrar. O bairro está a ser demolido. As vivendas pequenas já não existem, mantém-se de pé, em ruínas, somente as casas comuns de dois andares e as paragens dos autocarros. No entanto, sempre que mostrava a fotografia, todos se lembravam da casinha com a planta do sisal à frente – uma visita que muito me emocionou. 
Quando nos juntámos de novo à caravana, fomos em grupo até um jardim onde está a estátua do general Norton de Matos, o fundador da cidade. Esta paragem tinha todo o interesse não só histórico, mas também pessoal: no grupo estava o Pedro Norton de Matos, bisneto do general.
Durante a construção da linha da Companhia do Caminho de Ferro de Benguela, concebido para drenar os minérios da região do Catanga para a costa do Atlântico, e estando o acampamento do empreiteiro Pauling estabelecido cerca do km 370, começou a ser aí recebida correspondência, vinda de Inglaterra, endereçada a "Pauling Town - Angola". Ao chegar a Luanda como governador geral da colónia de Angola, o General Norton de Matos não gostou desta história deu ordems aos Correios para devolverem toda a correspondência que assim viesse endereçada com a indicação de "destino desconhecido", para assim marcar bem o domínio português na Província do Huambo.
Na altura não havia nenhuma povoação na região. Norton de Matos procurou nos mapas de então, qualquer coisa que lhe sugerisse um nome; só encontrou a referência a um pequeno forte, o Forte do Huambo, criado por Portaria nº 431,de 20/09/1903, onde se tinham praticado alguns feitos heróicos. Essa representação foi o bastante para lhe indicar a magnífica posição geográfica, política económica e militar do futuro Centro Ferroviário, a que deu o nome de Cidade do Huambo, por Diploma Legislativo de 8 de Agosto de 1912. Imediatamente proibiu a construção de casas de adobe, pau-a-pique ou outros materiais semelhantes na cidade. Em 1928, o então governador Vicente Ferreira mudou-lhe o nome para Nova Lisboa, que manteve até 1975, com a intenção de aí criar a nova capital de Angola, um plano que nunca passou do papel.
(Foto antiga)
O General Norton de Matos foi homenageado em 1962 com uma estátua, financiada por subscrição pública, obra do arquiteto português Euclides Vaz, que rodeou das quatro virtudes: Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança (que alguém pensou tratarem-se das quatro mulheres do general….). Com a independência, as estátuas foram retiradas da rotunda do Palácio do Governador onde estavam, tendo sido colocadas numa rua lateral, juntamente com a estátua de Vicente Ferreira. Todas estão cravejadas de balas mas resistiram à guerra.
Tendo homenageado o fundador da cidade, o grupo quis também fazer uma paragem junto da estátua de Agostinho Neto, o fundador da nação angolana, colocada no local onde costumava estar a estátua do general Norton de Matos.
È complicado uma caravana de 17 jipes deslocar-se dentro das localidades. Perderam-se uns quantos jipes e quando um grupo tentava chegar à rotunda meteu-se em contramão por uma rua. Azar dos azares, na rotunda estava a passar uma carrinha da Polícia, que logo para. Os soldados saltam ágeis da caixa aberta, prontos a intervir. O 1º carro da caravana lá explica o que se passa. Os soldados foram compreensíveis, param o trânsito e deixam entrar a caravana na rotunda.

Depois de vermos Agostinho Neto sentado a escrever, partimos para Waku Kungo.  Apesar de o antigo colonato da Cela ser o nosso destino final para este dia, tivemos 300 km de estrada alcatroada mas cheia de buracos, alguns dos quais verdadeiras crateras. A stressante viagem foi recompensada. Após uns 30 km de picada depois de Waku Kungo e passando por um kimbo, onde se ofereceram algumas coisas ao soba, chegámos às margens do rio Keve onde nos esperava um lauto almoço à “Out of Africa” e uma série de hipopótamos que aí vivem. Foi um grande espetáculo ver estes grandes animais nadar, mergulhar, respirar e tentar sair da água, ali mesmo a alguns metros de nós.

11º dia do VIII Raid do Kwanza Sul: Lubango – Huambo (405 km)

Tantos planos para uma manhã só! É claro que o tempo não chegou e só saímos do Lubango por volta das 15h.
Depois do belíssimo e relaxado pequeno-almoço no Pululukwa Resort, partimos para a Tundavala, onde foi emocionante voltar 40 anos e 2 meses depois. É impressionante esta fenda natural, muitíssimo profunda e estreitíssima no fundo. Trata-se de um enorme abismo de cerca de 1200 m situado na Serra da Leba. É nos penhascos da Tundavala que termina o Planalto Central


de Angola. Aqui o planalto excede 2200 metros de altitude e cai abruptamente para cerca de 1000 metros de altitude, provocando um desnível deslumbrante com fendas colossais na montanha. A paisagem que se tem deste monumento natural com muitos milhões de anos é colossal. São muitas as histórias que correm à volta da Tundavala. Que foi usada durante a Guerra Colonial para atirar angolanos que lutavam pela independência e, durante a Guerra Civil, para atirar elementos da fação oposta, que existem enterradas na terra cápsulas de bala de kalashnikov, usadas em fuzilamentos sumários, e sei lá que mais. Uma maravilha desta natureza liberta a imaginação de todos que por ali passam.

No caminho para o Cristo Rei, paragem rápida no “Chalet”, um café a 3kms da fábrica da Coca-Cola com um cenário relaxante e onde se podem comer produtos lácteos da “Queijaria Serra N’Tandavala”: queijo curado, queijo fresco, iogurte natural, natas, manteiga e leite fresco pasteurizado.
Já durante o tempo colonial, Sá da Bandeira era conhecida pelas suas indústrias lácteas que produziam belíssimo leite, ótimo queijo e fantástico iogurte.
Foi então que o Katana sugeriu que fôssemos à Senhora do Monte, um local de romaria popular no tempo colonial e que ainda hoje junta a população em agosto, nas festas da cidade.
No cimo do monte há uma capelinha incapaz de comportar todos os fiéis. Daí ter sido construído um templo ao ar livre num patamar mais abaixo.
No monte fronteiriço está imponente o Cristo Rei, de braço abertos a proteger a cidade. Terá sido por isso que a cidade foi poupada aos martírios da guerra? Em abril deste ano, a  ministra da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva anunciou que a estátua, com 14 metros de altura e considerada património nacional, vai sofrer obras de restauro. Além da restauração da estátua, cujo nariz e os dedos da mão direita merecem maior atenção, as autoridades angolanas pretendem também reabilitar todo o espaço envolto do edifício e a própria localidade.
O monumento, mandado construir em 1957 por colonizadores da Ilha da Madeira é praticamente uma réplica do Cristo Rei de Almada em Portugal. Ao contrário das outras três estátuas do Cristo em países de língua portuguesa (Rio de Janeiro, Almada e Díli), a construção do Cristo Rei de Lubango não teve cunho religioso. A ideia nasceu do engenheiro português Carlos Sardinha que viu nas montanhas um cenário ideal para construção do monumento. Após de terminada a obra, o monumento passou a ser um ponto privilegiado dos religiosos.
Com tantas paragens, quando chegámos à loja Mabílio de Albuquerque onde pretendíamos comprar panos, já estava fechada. Seguimos para a catedral, onde decorria a consagração de mais um sacerdote.
O almoço na pastelaria Arte Doce fez atrasar muito a partida. A maior parte da estrada era alcatroada (mas com grandes buracos de quando em quando), mas os últimos 92 km, entre Caconda e Cuíma, eram de picada – que iríamos fazer à noite com valas, burcas, pessoas, animais, motoretas. Ainda por cima, um carro partiu o amortecedor e tudo se atrasou.  
Chegámos ao Huambo às 21h30, ainda a tempo de jantarmos um delicioso calulu de carne seca, regado por um vinho tinto Chaminé.

Depois de jantar, o Hans-Jürgen e eu fomos à procura da casa dos meus Pais. Como referência, tínhamos…uma fotografia da minha Mãe à porta da sua vivenda. Felizmente, este tipo de vivendas eram típicas das casas dos oficiais e conseguimos que nos indicassem o Bairro dos Quartéis, agora Bairro de Santo António. Só que era noite cerrada, não havia luz e não havia pessoas na rua para perguntarmos. Ainda parámos no quartel mas o soldado que estava de guarda nada sabia. Desistimos e decidimos voltar no dia seguinte.