segunda-feira, 10 de junho de 2024

Viagem à Coreia - Seul 2






Começámos o dia, calmamente , defendendo a avenida de autocarro até à zona da Porta de Gwanghwamun do palácio de Gyeongbokgung. 

A paragem do autocarro ficava mesmo na rua das lojas de aluguer de hanbok. De repente,a  rua ficou cheia de homens e mulheres jovens crianças vestidos com fatos tradicionais.




Chegámos ao palácio e começou a render da guarda. É um verdadeiro espectáculo de cor com muitas bandeiras e soldados com uniformes muito coloridos.







Seguimos para o Museu da História da Coreia, que fica mesmo em frente do Palácio. Apesar de estar no centro da cidade, é um oásis de sossego mas igualmente um pulso de informações. Toda a história desde o final do século XIX até atualidade está explicada de modo muito simples em três ou quatro línguas e com muitos objetos da época.


O conhecimento da história abriu-nos o apetite e fomos procurar um restaurante para almoçar. Felizmente a dois quarteirões do Museu descobrimos um restaurante barato e com comida regional deliciosa. Comemos bibimbap, um Prato de arroz e legumes que é servido com ovo cru que é misturado na mesa tal como fazemos com as nossas açordas. 





Tomámos o autocarro para o sopé do Monte Namsam, que fica a 262 metros acima do nível do mar e é a maior elevação do centro de Seul. Namsan é geralmente associado à Torre Namsan e ao parque Namsan que rodeia a montanha.  Ambos - monte e torre  tornaram- se um símbolo da Coreia!



Um teleférico leva- nos ao como do monte. 

A torre pode ser vista de muitas diferentes áreas  de Seul durante o dia e de noite quando se ilumina numa variedade de cores. Do cimo têm-se algumas das melhores vistas da cidade de Seul. 



A icónica torre foi construída e concluída na década de 1970 para fins de transmissão e comunicação. Após a conclusão da instalação do observatório,  foi fechada ao público devido a problemas de segurança.

A estação de transmissão foi então transferida para uma área em Gwanaksan e o grupo CJ renovou o edifício e o abriu-o ao público em 2005. O nome da torre foi então alterado para "N Seoul Tower".

Milhões de cadeados estão presos nas partes metálicas da proteções que representam o amor “eterno “ que os jovens aqui vêm prometer uns aos outros. Alguns destes amores acabam no dia seguinte…








Terminámos o dia no bairro de Imsa-Dong,  conhecido pela sua vida noturna,  pelos seus restaurantes e lojas de design. Jovens adultos passeavam-se pelas ruelas estreitas do bairro gostavam sentados a deliciar-se com o famoso Barbecue coreano ou outra especialidade dos muitos restaurantes.





























 

domingo, 9 de junho de 2024

Viagem à Coreia - DMZ

 

Ir à DMZ, a Zona Desmilitarizada  da Coreia, é fazer uma viagem à história recente da Coreia e sentir que o agressor do Norte está sempre presente, pode atacar sim momento para o outro. Mas é também sentir que os sol coreanos conseguiram dar a volta e até conseguem ter humor perante a situação. Ter tornado a DMZ numa zona turística é o espelho disso mesmo, enquanto explora o lado voyeurista dos turistas, que espreitam a Coreia do Norte. 

Ao fundo a Coreia do Norte


Ao fundo a Coreia do Norte



Estabelecida pelas disposições do Acordo de Armistício Coreano do para servir como uma zona- tampão entre a Coreia do Norte e a Coreia do no Sul, a zona desmilitarizada é uma barreira que divide a península coreana ao meio. Foi criada por acordo entre a Coreia do Norte,  a República Popular da China e  o Comando das Nações Unidas em 1953. A DMZ tem 250 quilómetros de comprimento e cerca de 4 quilómetros de largura.

Tem três linhas, sendo a do meio a fronteira internacional. 





Campos de arroz na zona tampão. 
A aldeia tem 200 habitantes que vivem da cultura do no arroz, do ginseng e da soja. Quem vive na aldeia tem assistência médica gratuita, não paga impostos e os rapazes não têm de fazer o serviço militar obrigatório. 




Fitas da paz. Casa fita leva uma frase sobre a paz. Os sul coreanos esperam que o vento leve as frases de esperança pela paz aos norte coreanos

Um comboio de carga que foi baleado por tropas chinesas durante a guerra 


Monumento às famílias separadas.



PASSEIO NO MONTE GAMAKSAN

Ponte suspensa. Com 220 m de comprimento é a mais longa da Correia






Como está próximo da DMZ, postos de vigia para soldados 

Um pouco de história

História recente da Coreia

Quando se viu forçada a abrir as suas portas ao mundo em 1876, a Coreia tentou estabelecer-se como um estado moderno independente e as pessoas começaram a ser o maior agente da reforma. Nos anos 90 do século XIX, coreanos de todos os níveis da sociedade levantaram-se contra a invasão dos poderes mundiais, sonhando com uma nova sociedade. 

Usando a Coreia como campo de batalha, a primeira guerra sino-japonesa em 1894 e a Guerra Russo-japonesa de 1904 foram travadas para ver quem iria dominar o leste asiático.Após o Japão ter ganho ambas as guerras, virou as suas armas contra a Coreia, invadiu o país com a sua força militar. Mas os coreanos não ficaram de braços cruzados e lutaram pela independência. Esse foi o início da repressão imperial japonesa da Coreia e a discriminação do seu povo.

Em 1910, o Japão transformou a Coreia numa colónia, instalando um governo geral japonês, introduzindo regras muito restritivas, incluindo a proibição de usar o coreano como língua. Todos os coreanos foram obrigados a falar japonês. Como resultado desta política japonesa,  os coreanos sofreram uma grande exploração e discriminação por parte do Japão imperialista.

Em 1919, na sequência do final da primeira grande guerra e com o surgir duma nova ordem internacional , os coreanos declararam independência para o seu país. Muitas pessoas juntaram-se contra a presença japonesa.

O Governo Geral japonês na Coreia impôs então restrições ainda maiores na liberdade de discurso,  de imprensa, de reunião e associação para fortalecer o seu controle sobre o país. O povo coreano sofria constantes proibições, regras cada vez mais apertadas e censura. continuando a sua oposição e sofrendo prisão, tortura e até a morte. Muitas pessoas tentavam guardar a sua identidade como coreanos, estudando a sua língua e a sua história às escondidas.


A vida estava cada vez mais difícil. Um grande número de coreanos deixou a sua pátria. Instalou-se em países diferentes com as suas histórias para contar sobre pobreza,  discriminação, opressão, mas também esperança. O seu país estava perdido. Alguns uniram-se em organizações para apoiarem o movimento independentista e construir escolas para educar os jovens. 

As cidades coloniais coloniais surgiram como novos centros da Coreia colonial, deixando para traz as cidades tradicionais. O Japão construiu estradas e caminhos de ferro assim como portos para ligar o Japão ao continente asiático através da Coreia e estabelecer bases militares para expandir o seu poder colonial. Cidadão japoneses mudaram-se para estas placas giratórias e contribuíram para o seu desenvolvimento. Onde o número dos japoneses aumentava, instalava-se a administração colonial e estas placas giratórias tornavam-se prioritárias nas políticas de  desenvolvimento contribuindo para crescer para o crescimento ainda maior das cidades coloniais. 

O governo japonês restringiu o acesso à educação, proibindo os coreanos de frequentar o liceu. Assim seria mais fácil dominá-los. Os coreanos opuseram-se e lançaram uma campanha para estabelecer escolas. Para melhorar as suas hipóteses de emprego e de êxito na carreira, os estudantes dedicavam-se com toda a sua energia estudar e preparar-se para educação superior, emergindo assim como os principais agentes na na luta contra a discriminação e opressão.

Com a aproximação da segunda guerra mundial e da preparação para o que viria ser a segunda guerra sino-japonesa e a Guerra do Pacífico, o Japão começou a expandir a sua indústria de defesa. Trabalhadores coreanos foram forçados a trabalhar com salários muito baixos, longas horas, ambientes de trabalho deficientes, discriminação. Organizaram diversas manifestações laborais, mas os seus a suas exigências foram ignoradas pelas empresas japonesas.

O Japão Imperial recrutou coreanos e mobilizou-os contra a sua vontade para a guerra. Alguns viraram-se  contra o seu povo e colaboraram com o poder colonial, mas outros lutaram contra o Japão. Movimentos independentistas juntaram-se numa frente unida mostrando a sua posição contra o Japão imperial 

Com final da guerra o Japão saiu da península da Coreia.  No entanto,a Coreia foi dividida por uma linha de demarcação no paralelo 38 por um acordo entre Estados Unidos e a União Soviética a 2 de setembro de 1945. 

Um governo militar americano foi instalado na Coreia do Sul, tendo como foco a criação de uma estrutura económica e social. A Norte, um governo fantoche manipulado pela União Soviética e, mais tarde, apoiado pela China. 

Os coreanos continuaram a tentar construir um governo unificado apesar do realinhamento turbulento de toda a política global após a segunda grande guerra. A Assembleia Constituinte nacional foi eleita através de eleições gerais a 10 maio de 1948 sob supervisão das Nações unidas, de acordo com os principais com os princípios base de uma eleição democrática: sufrágio universal, eleição direta e votos secretos. Finalmente o governo coreano foi formado a 15 agosto de 1948.

Muitos coreanos que tinham deixado o país voltaram para casa. 

Situado no meio da estrutura da guerra fria, a Coreia do Norte preparou-se para um ataque com autorização da União Soviética e com o apoio dos chineses. O conflito começou a 25 de junho de 1950 quando a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul num ataque surpresa. Quando as forças das Nações Unidas e o exército da China se juntaram à luta armada, a guerra tornou-se um conflito internacional. Em três dias tomaram Seul. 

Quando a Coreia do Norte rejeitou as exigências das Nações Unidas para retirar as suas tropas da Coreia do Sul, criaram uma força armada e enviaram-na para a Coreia do Sul. Ao lançarem a “Operation Chromite” a partir de Incheon a 15 de setembro de 1950, os soldados das Nações Unidas mantiveram a linha de defesa do rio Nakdonggang , conseguindo parar as forças da Coreia do Norte e avançaram para norte através do rio Yalu. Seguiram- se três anos guerra com avanços e recuos. O conflito chegou a um impasse à volta do paralelo 38. 

A 27 de julho de 1953 foi finalmente assinado um acordo do armistício. O conflito causou enormes danos humanos e físicos. Milhares e milhares de famílias foram separadas. O país ficou totalmente destruído. Teria de se erguer com muitas feridas físicas e psicológicas

Viagem à Coreia - Seul 1




Para muitos viajantes que têm a Ásia como destino, a Coreia do Sul está na sua lista, mas….para um dia, mas não nestas férias…. Nos destinos da Ásia, pensam na Tailândia, no Japão, na China, mas a Coreia vai sendo empurrada para o fim da lista. . O que sabem os seus amigos sobre a Coreia? Logo lhes vem á mente o conflito entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, mas sabem pouco mais ou mesmo nada. E, no entanto, a Coreia é um país fantástico com uma história milenar, mas é ao mesmo tempo, um país muito avançado e muito moderno. Temos lado a lado templos históricos e ao lado um edifício comandado pela IA.

Disputas internas e várias invasões violentas de países vizinhos, tornaram o país pobre, mas com o fim da guerra e, em apenas 50 anos, tornou-se numa das nações económica e financeiramente mais importante da Ásia.

 

 

Seul

Comecemos por Seul, a capital sul coreana. Esta cidade é uma mistura perfeita de história, tradição e tecnologia de ponta.

À medida que passeamos por esta mega cidade com uma população de mais de 25 milhões de habitantes, incluindo os seus arredores, vamos descobrindo a história rica da cidade nos seus palácios e templos. Seul tem nada menos nada mais do que cinco grandes palácios! Tem inúmeros parques públicos, onde se pode descansar do burburinho da vida agitada da cidade. Há bairros moderníssimos com arquitetura espantosa, mas também bairros traidionais que nos levam ao passado.

Mas se quiser fazer compras a qualquer hora do dia ou da noite, não há problema. Há um sem-numero de mercados tradicionais e centros comerciais ultra-modernos à nossas espera e que vendem tudo, desde eletrónica, moda, legumes ou mesmo peixe É aqui que existe o maior centro comercial subterrâneo da Ásia, o COEX.

 



Palácio de Gyeongbokgung

O Palácio de Gyeongbokgung, situado a norte da Praça Gwanghwamun construído no coração de Seul, rodeado pelo Monte Bugaksan e pelo Monte Namsan, é um dos locais mais emblemáticos de toda a Coreia do Sul, graças à sua longa história. Gyeongbokgung significa "palácio grandemente abençoado pelo Céu". 

Visitá- lo num sábado com centenas de coreanos vestidos com os seus “hanboks”, os trajes regionais foi verdadeiramente uma visita abençoada pelo céu. Quem visitar o Palácio vestido com “hanbok”,  não paga a entrada. Os coreanos aproveitam para tirar lindas fotografias e para se divertir.







Em 1394, durante os primeiros dias da dinastia Joseon, a capital da Coreia foi transferida de Kaesong, na atual Coreia do Norte, para Seul, conhecida na altura como Hanyang. Quando a capital foi transferida, foi necessário construir um novo palácio.

Quando a construção ficou concluída, o Palácio de Gyeongbokgung tornou-se o coração da capital da Coreia. A construção do Palácio de Gyeongbokgung ficou  concluída em 1395, durante o reinado do Rei Taejo.

Ampliado ao longo do tempo, Gyeongbokgung foi o centro do poder durante a dinastia Joseon até à invasão japonesa de 1592-1598. Durante este período, o palácio foi destruído por um incêndio, ateado por escravos que tentavam destruir os registos do estatuto legal, e deixado em cinzas. Foi então decidido que o Palácio de Changdeokgung seria reconstruído e serviria como a nova residência real principal. As ruínas de Gyeongbokgung foram abandonadas durante os 270 anos seguintes.

Em 1868, Gyeongbokgung foi reconstruído e restaurado como um ícone da Coreia com a ajuda de Heungseon Daewongun, também conhecido como Príncipe Regente. A residência real foi construída de forma diferente da que existia anteriromente. A arquitetura do Palácio de Gyeongbokgung combinou habilmente os princípios da antiga arquitetura chinesa com a tradição da Dinastia Joseon. Foram construídos mais de 330 edifícios na zona.

A nova construção tinha o tamanho de uma pequena cidade, ocupando cerca de 410 mil metros quadrados. Na altura, o palácio era uma unidade autónoma comparável à Cidade Proibida da China.

Durante a ocupação japonesa, o Palácio de Gyeongbokgung foi maioritariamente desmantelado e destruído, incluindo a Porta de Gwanghwamun e quase todos os outros edifícios reconstruídos em 1867. Com exceção de dez edifícios, todos foram demolidos.

Em 1916, os japoneses construíram o seu grande edifício do Governo Geral a norte da Porta de Gwanghwamun. Este edifício era um sinal do imperialismo japonês e um golpe para o orgulho da Coreia.



Em frente da porta de Gwanghwamun estende-se  Uma larga e longa avenida com belos jardins, fontes espaços para descansar e brincar.






Palácio Deoksugung

Não muito longe temos o Palácio Deoksugung onde vivia o Príncipe Wolsan, irmão mais velho do Rei Seongjong. Na altura, a residência ainda não era conhecida como um palácio. A área era constituída por edifícios residenciais para os descendentes da família real.

 

Durante a ocupação japonesa da Coreia em 1592, os edifícios residenciais tornaram-se uma residência real temporária depois de todos os outros palácios terem sido destruídos por incêndios.

Foi aqui que, em 1608, o rei Gwanghaegun foi coroado rei. Em 1611, a residência temporária passou a chamar-se Gyeongungung, tornando-se assim um verdadeiro palácio real. Em 1618, Changdeokgung tornou-se o palácio principal, depois de ter sido reconstruído.

Gyeongungung, rebaptizado Seogung (Palácio Ocidental), tornou-se uma residência real auxiliar durante os 270 anos seguintes e não desempenhou qualquer papel importante até ao final do século XIX.

Em 1897, o Imperador Gojong estabeleceu o Grande Império Han e mudou-se para aqui, que rebatizou de novo para Gyeongungung e se tornou o palácio central do império. Gojong estava determinado a modernizar o país, como se pode ver em alguns dos edifícios de estilo ocidental.

1995.

 

Em 1907, após o fim do seu reinado, Gojong continuou a viver aqui. O seu sucessor, o imperador Sunjong, rebatizou-o de Deoksugung em honra de Gojong. O nome tinha como objetivo desejar a Gojong uma vida longa e próspera. Gojong viveu aqui até à sua morte, em 1919, no salão Hamnyeongjeon.

Muitas das estruturas aqui existentes foram entretanto removidas ou vendidas. Em 1933, todos os edifícios, com exceção de alguns edifícios de estilo central e ocidental, foram removidos. Foi então transformado num parque e aberto ao público.

Desde 2007, foram efectuados trabalhos de restauro para devolver ao Palácio Deoksugung as suas especificações originais. 

 








Muitos são os templos e na cidade. O Templo Jogyesa, um oásis de paz e sossego no meu do turbilhão da cidade, é um dos mais importantes templos budistas da Coreia e um símbolo do budismo coreano. Está situado no coração da cidade, perto de Insadong. Desde 1936, é o templo principal do primeiro distrito da Ordem Jogye do Budismo Coreano. O templo foi fundado em 1395, no início da dinastia Joseon. O templo moderno foi fundado em 1910 e estava originalmente situado num local diferente. Nessa altura, o templo era conhecido como Gakhwangsa. Em 1937, foi transferido para a sua localização atual, onde foi reconstruído. A construção ficou concluída em 25 de outubro de 1938.

Nesta altura, o templo era conhecido como Taegosa. Isto passou-se durante a ocupação japonesa da Coreia (1910-1945). O nome manteve-se o mesmo até 1954. Após a libertação, em 1954, foi criado o Movimento de Purificação Budista. O objetivo do movimento era eliminar qualquer influência japonesa residual da sua ocupação. Nesse mesmo ano, o templo foi rebatizado com o nome de Jogyesa. Esta foi uma forma de a Coreia seguir em frente e esquecer os horrores passados da ocupação japonesa.

Em finais de 1998, Jogyesa foi ocupado por monges que participavam num protesto e numa luta pelo poder entre a organização da Ordem Jogye. Após 40 dias, a polícia de choque foi chamada para expulsar os manifestantes.

Atualmente, o Daeungjeon (Pavilhão Principal do Dharma) é o maior edifício de um templo em  Seul.


Ribeira Cheonggyecheon

A ribeira Cheonggyecheon é um curso de água de 8,4 km e um espaço público que corre de oeste para leste através do coração do centro de Seul. Durante a dinastia Joseon, a ribeira era conhecida como Gaecheon, que significa ribeira aberta.

Ao longo dos anos, a ribeira, que era motivo de orgulho nacional, foi renovada muitas vezes por ordem de vários reis.

Durante o reinado do rei Taejong, que reinou de 1400 a 1418, as margens foram reforçadas e foram construídas pontes.

O trabalho de renovação tornou-se um projeto nacional durante o reinado do Rei Yeonjo, que reinou de 1724 a 1776.

A ribeira foi rebatizada de Cheonggyecheon durante a ocupação japonesa. Durante este período, as tentativas de o tapar não tiveram êxito.

Após a guerra da Coreia, foram construídas casas improvisadas nas margens. Nos anos seguintes, tornou-se uma espécie de lixeira com o lixo e os dejetos dos habitantes da zona e a ribeira tornou-se um problema para a cidade.

 

 


sábado, 1 de junho de 2024

“Não podemos crescer em Portugal, porque não há slots”, diz Robert Carey, Presidente Wizz Air

 

Robert Carey no AviationEvent de Quixinau, Moldava




A saturação do aeroporto de Lisboa e a sua falta de slots foram as razões apresentadas por Robert Carey, presidente da Wizz Air, para a companhia aérea não aumentar as suas ligações a partir de Portugal.

“Tem havido muito poucos – muitas vezes, nenhuns mesmo - slots disponíveis no mercado. Sabemos que estamos com pouca penetração, mas sem slots nada podemos fazer. Por isso, estamos a virar-nos para outros mercados”.   

A Wizz Air está ciente da força que têm na construção de novos mercados. “Vamos para novos mercados, fazemos os mercados, estimulados os mercados”  E a construção destes novos mercados poderia passar por ligá-los a Portugal. “O desafio é irmos até esses outros mercados que ainda estão pouco penetrados. No passado, adicionámos alguns novos mercados e ligámos especialmente alguns dos pontos de lazer de Portugal a esses países, pelo que há uma boa reação ao mercado”.

A monitorização dos mercados é importante.  O exemplo é Quixinau. A Wizz Air tinha operações regulares para a capital da Moldava, mas teve de as interromper. “Infelizmente, houve uma série de acontecimentos que, penso que há cerca de um ano, nos obrigaram a parar devido a razões de segurança. Continuámos a reavaliar o mercado e queríamos voltar o mais rapidamente possível. Obtivemos a autorização no outono e reiniciámos o nosso serviço em dezembro, também graças ao apoio do governo local e do aeroporto”.

Também há fatores externos que impedem as operações. Por exemplo, quando começou o conflito na Ucrânia a Wizz Air tinha quatro aeronaves no país que ficaram lá presas.  Atualmente, a falta de falta sobressalentes obriga a Wizz Air a ter 50 aeronaves paradas.

Basicamente, os  passageiros de todas as companhias aéreas querem o mesmo: chegar a horas, reservar a preços baixos. “2/3 dos nossos passageiros são o que chamamos de VFR – visits to family and relatives (visitando a família e parentes) - , eles constituem o núcleo da lista de passageiros. Esse é um dos nossos principais segmentos”. Ter como público-alvo as viagens de negócio não está no radar da Wizz Air. “É um segmento bastante pequeno.  Funciona nalgumas partes da nossa rede, mas, especialmente, o que vemos atualmente como mais vantajoso é a obtenção de uma ampla área de cobertura para os locais que podemos servir, fornecendo ligações 3 a 4 vezes por semana, que é o mínimo que normalmente gostamos de fazer. Sabemos que não é o ideal para quem quer fazer uma viagem de negócios”.

Planos para o futuro? “Ter 500 aviões até 2030! Temos muitos planos para onde nos vamos desenvolver”. A Wizz Air está a crescer bastante. Em comparação com o período anterior à COVID, “somos agora 60% ou 65% maiores do que éramos antes da COVID!”. No ano passado, transportaram mais 62 milhões de passageiros. Este ano estão a celebrar o 20º aniversário. “Ao longo desses 20 anos, transportámos quase 400 milhões de passageiros.  Este verão vai ser interessante para nós. Acabámos de anunciar os resultados financeiros do nosso ano fiscal na semana passada. Comunicámos o nosso primeiro ano de rentabilidade após a COVID e estamos entusiasmados por estarmos de volta à rentabilidade”.

A Wizz Air quer continuar a crescer. “Encomendámos muitos aviões! Temos 330 aviões encomendados e fizemos algumas encomendas importantes em 2018 e novamente em 2021. Isso permitiu-nos ter agora uma carteira de encomendas que está garantida até cerca de 2029, pelo que o crescimento está a chegar.” A Wizz Air é o segundo maior operador do A321 neo.

Robert Carey reafirma, “não aceitamos subsídios do governo, concentramo-nos muito mais na autoajuda. O nosso objetivo é operar uma companhia aérea e queremos manter o máximo possível da nossa rede e tomámos o máximo de medidas de autoajuda que pudemos: aumentámos o número de voos diários para colocar mais horas no avião e poder voar mais da nossa rede. Prolongámos os contratos de aluguer de alguns dos nossos aviões, digamos, mais antigos, mas não assim tão antigos para os padrões da indústria. Também fizemos alguns contratos de arrendamento com tripulação para completar e atualizar o serviço, até que tudo isso, em conjunto, se mantenha mais ou menos onde está, talvez até um pouco melhor, e também tivemos muito apoio dos nossos parceiros aeroportuários. Todos eles trabalharam connosco e compreenderam que, este verão, temos problemas com a nossa capacidade de crescimento, mas estamos a fazer o melhor que podemos para oferecer a maior cobertura possível".